Superfície classe A

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Produto automotivo que contém superfícies classe A em sua carenagem.

A superfície classe A é um padrão, de máxima de qualidade, que se aplica à modelagem de produtos, dentro de parâmetros industriais.[1] O processo utiliza o método de modelagem matemática.[2] Essas superfícies são tidas como superfícies perfeitas (continuidade G4).[3] [4] Existem softwares especializados na análise e modelagem de superfícies classe A como o Icem Surf[5] .

Continuidades[editar | editar código-fonte]

Para o design, as superfícies modeladas por computador têm sido analisadas e divididas nas seguintes categorias:

  1. G0, que representa a interseção entre duas linhas ou dois planos (posição);[6]
  2. G1, que é obtida por tangência (concordância);[6]
  3. G2, que são superfícies orgânicas obtidas por traçados à mão livre e curvas ou superfícies de Bézier. Neste caso leva-se em conta a posição, a direção e o raio de curvatura nas extremidades. Se o raio de curvatura é o mesmo no ponto final, comum a ambas, as curvas são G2. Ou seja, as curvas não só vão no mesmo sentido quando se encontram, mas têm também o mesmo raio naquele ponto. Não é um caso fácil de se detectar a olho nu.[6]
  4. G3, é uma continuidade que adiciona uma terceira exigência: a aceleração planar. São curvas que além de irem na mesma direção, têm o mesmo raio, o qual acelera no mesmo ritmo, a partir de um determinado ponto.[6]
  5. G4, as Superfícies classe A, são raramente usadas e só podem ser obtidas por modelagem matemática. Curvas de continuidade G4 têm as mesmas características das curvas G3, mas sua curvatura acelera igualmente em três dimensões. [6]

Referências

  1. Abr Systems. Superfícies Classe A. Página visitada em 23/04/2012.
  2. Metrologia 3D. Modelamento Matemático. Página visitada em 23/04/2012.
  3. BDexpert.com. Icem Surf: A arte na modelagem de superfícies classe A. Página visitada em 23/04/2012.
  4. Mandarino, Denis, Curso de Modelagem Digital em Rhinoceros e Renderização em 3D MAX, vol. 2, Ed. Plêiade, São Paulo: 2009.
  5. Marciniak, Oliver - Vergleich der Freiformflächenkonstruktion mit ICEM Surf und ISD: Grundlagen, Konzepte, Methoden, Ed. VDM Verlag Dr. Müller, Munique, 2011 (ISBN 978-3639322620).
  6. a b c d e Mc Neel. Continuity Descriptions Documentos do McNeel - Rhino 5. Página visitada em 07 de outubro de 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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