Surdez

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Surdez, prejuízo auditivo ou perda auditiva é uma inabilidade total ou parcial de ouvir[1] . É causada por diferentes fatores, como idade, ruídos, doenças, intoxicações, traumas físicos, etc. Há um diagnóstico para determinar a severidade do prejuízo auditivo, medida em decibéis, e categorizada em suave, moderada, moderadamente severa ou profunda. A surdez também pode ser definida em três pontos de vista: ponto de vista médico, educacional ou cultural.[2]

Existem diversas medidas que podem ser tomadas para prevenir a perda auditiva, mas em alguns casos é impossível de reverter ou prevenir. Muitos avanços tecnológicos foram realizados para melhorar a audição dos deficientes auditivos. Entretanto, algumas dessas tecnologias têm causado controvérsias na comunidade surda.

Ponto de vista médico[editar | editar código-fonte]

Em termos médicos, a surdez é categorizada em níveis do ligeiro ao profundo. É também classificada de deficiência auditiva, ou hipoacúsia.[3] Os tipos de surdez quanto ao grau de perda auditiva:

  • Perda auditiva leve: não tem efeito significativo no desenvolvimento desde que não progrida, geralmente não é necessário uso de aparelho auditivo.
  • Perda auditiva moderada: pode interferir no desenvolvimento da fala e linguagem, mas não chega a impedir que o individuo fale.
  • Perda auditiva severa: interfere no desenvolvimento da fala e linguagem, mas com o uso de aparelho auditivo poderá receber informações utilizando a audição para o desenvolvimento da fala e linguagem.
  • Perda auditiva profunda: sem intervenção, a fala e a linguagem dificilmente irão ocorrer.

Ponto de vista educacional[editar | editar código-fonte]

Deste ponto de vista, surdez refere-se à incapacidade ou dificuldade da criança aprender a linguagem, por via auditiva. A criança surda pode aprender a falar, ainda que haja dificuldades.

A partir da Lei 10436, o governo brasileiro reconhece a LIBRAS, como língua, e os surdos têm o direito de, nas instituições educacionais, as aulas sejam ministradas em LIBRAS, ou, pelo menos com a presença de um interprete de língua de sinais.

Também em Portugal, o decreto-lei 3/2008 regulamentou a educação especial, em particular, o direito da criança surda crescer bilingue.[4]

Ponto de vista cultural[editar | editar código-fonte]

Em termos culturais, surdez é descrita como diferença linguística e identidade cultural, a qual é partilhada entre indivíduos surdos[5] . A surdez é o paradigma da cultura surda, a base sobre a qual se constrói a estrutura e forma da cultura surda, cujo principal elemento espelhador é a Lingua de Sinais, o idioma natural dos surdos. Portanto, sem surdez não há cultura surda.[6]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. "Deafness". Encyclopædia Britannica Online. (2011). Encyclopædia Britannica Inc.. Consultado em 2012-02-22. 
  2. Afonso, C (2008) Reflexões sobre a surdez, A problemática específica da surdez. VNG. Gailivro
  3. Torres, M.; Sanchez, M (2003) Deficiência Auditiva, Evaluacionm intervencion y recursos psicopedagocicos. Madrid, CEPE
  4. Educação especial: aspetos positivos e negativos do Decreto-Lei n.º 3/2008 Educare.pt
  5. MORAIS JUNIOR, Luis Carlos de; CARVALHO, Carlos Hilton Cruz. Os que ouvem mais que nós. Rio de Janeiro: Litteris, 2013, p. 46-56.
  6. ______; CARVALHO, Luiz Claudio da Costa Carvalho. Outras palavras; minorias sociais/e narrativas sobre a/ diferença /essencializada. Rio de Janeiro: Litteris/FAPERJ, 2014.
Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Surdez