Swing (sexo)

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Swing ou troca de casais, é um relacionamento sexual entre dois casais estáveis que praticam sexo grupal como uma atividade recreativa ou social.[1] Existem correntes que consideram o swing quando um casal adiciona um ou mais elementos numa relação sexual.

Tipos de swing[editar | editar código-fonte]

  • Soft Swing - troca de parceiros com caricias, beijos e sexo oral, não há penetração.
  • Hard Swing - troca de parceiros com penetração.

Conforme a interação entre os participantes o swing pode ser:

  • Sexo no mesmo ambiente com bissexualismo (masculino ou feminino)
  • Sexo no mesmo ambiente com troca de carícias, sexo oral mas sem troca na penetração
  • Sexo no mesmo ambiente com troca na penetração

Conforme a orientação sexual dos participantes o swing pode ser:

MFFM
swing entre mulheres bissexuais e homens heterossexuais
MFMF
swing entre mulheres e homens heterossexuais
FMMF
swing entre mulheres heterossexuais e homens bissexuais
MMFF
swing entre mulheres e homens bissexuais

Clube de swing[editar | editar código-fonte]

São locais destinados à prática de swing, cujo acesso deveria ser restrito apenas a casais verdadeiros, mas isso nem sempre acontece, devido aos homens que contratam prostitutas para irem em tais locais. Em algumas festas temáticas pode ser permitida a entrada de pessoas sozinhas, de um ou ambos os sexos, para fins de ménage. Os clubes podem ser exclusivos para casais swingers, ou terem outras atividades (boate erótica, por exemplo), reservando um dia da semana para eventos swingers. Alguns dos clubes permitem o acesso a pessoas sozinhas em alguns dias da semana ou em alguns casos em espaços separados dos casais.

A maioria dos clubes de swing é dividida em dois espaços: uma boate com música de diversos tipos (gravada ou ao vivo) e um "espaço íntimo", acessível por uma porta discreta.

A boate: sua estrutura pouco difere de uma boate convencional. Os casais dançam, consomem bebida e petiscos como em qualquer boate. O diferencial está nas brincadeiras eróticas e na apresentação de stripteases masculinos e femininos. Às vezes, também ocorrem performances de casais strippers, ou com objetos eróticos. Os strippers costumam interagir com a platéia, mas só o fazem se devidamente autorizados pelo casal ou pessoa abordada. No primeiro sinal de desinteresse, se afastam. A pista de dança pode ter queijinhos e mastro para facilitar danças eróticas. Em alguns locais, também há estrutura para sex shop, janela indiscreta, paredão e box transparente com chuveiro para performances com água.

O espaço íntimo: varia conforme a casa de swing, embora camão e darkroom sejam tradicionais. A seguir, uma breve descrição do que é possível encontrar na área íntima de uma casa de swing:

  • camão ou tatame: cama enorme na qual vários casais praticam sexo simultaneamente. Ao seu redor, é comum a presença de vários casais assistindo e estimulando os demais participantes
  • darkroom ou jogo do quarto escuro (pt): ambientes sem iluminação, completamente escuro, com poltronas ou sofás nos quais os casais trocam carícias ou mesmo relacionam-se sexualmente. O estímulo desejado é mais auditivo que visual, e permite grande privacidade
  • aquário: quartos com paredes de vidro nos quais os casais se relacionam a portas fechadas enquanto do lado de fora outros assistem
  • confessionário: salas com camas ou poltronas individuais, separadas do ambiente externo por treliça. Permitem a quem está de fora assistir a relação sexual
  • labirinto: sala com pouca iluminação, estruturada na forma de labirinto, cujo objetivo é encontrar a saída. No trajeto, os casais trocam carícias e encontram pequenas surpresas, como confessionários, espalhados pelo ambiente.
  • cadeira erótica: cadeira especialmente projetada para facilitar grande número de posições sexuais

Comunidades Swing[editar | editar código-fonte]

Grupos de pessoas que acreditam na filosofia swinger e seguem este modo de vida

  • Comunidades físicas: Existem inúmeros grupos que podemos considerar comunidades físicas ou presenciais, que organizam eventos privados, como festas e encontros, para promover o encontro entre casais liberais. Existem inúmeros exemplos de grupos de casais liberais no Mundo, especialmente em países onde os espaços swingers não são muito fidedignos para casais por a entrada ser livre a qualquer casal, o que leva muitas vezes ao aparecimento de “casais de ocasião”, que não são bem aceites pela maioria dos membros da comunidade swing.
  • Comunidades virtuais – As comunidades virtuais ajudam os casais liberais a conhecerem outros casais, a comunicarem uns com os outros, e a publicarem as suas noticias, publicitarem eventos ou simplesmente partilharem experiências.

Estas ajudam também as pessoas interessadas no swing a conhecerem melhor a filosofia e a iniciarem-se conhecendo outros casais e espaços.

A Bissexualidade no Meio Liberal[editar | editar código-fonte]

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O que ainda pode se observar nas casas de swing é uma inibição muito maior dos homens do que das mulheres, pois ainda predomina o bi feminino. O que acontece é que as mulheres tem maior liberdade de expressão, e tem passe livre dentro do universo masculino, e cada mulher cobra menos de si e menos das outras mulheres também, existe menos pudor, a figura feminina é, digamos, menos "manchada" por possíveis "ofensas". O mesmo não acontece entre os homens, pois cada homem cobra muito de si e dos outros, existe uma espécie de “honra” a ser defendida, os homens não podem sair da linha de conduta criada por eles mesmos, já que o bi masculino entra no tabu da falta de virilidade. A maioria dos homens ainda não se tocam entre si nas surubas por medo de serem censurados, ridicularizados e taxados de gays. Inclusive algumas casas de swing têm proibido a prática de sexo entre homens dentro do estabelecimento, o que não é exatamente democrático, pois pode ser visto como contradição permitir o sexo grupal mas impedir relacionamentos entre homens sozinhos.

O que acontece é que há uma boa fatia de casais que curtem o bi masculino nas suas mais variadas formas, tipo o voyeur, o corno submisso (cuckold), o marido ativo, o marido passivo ou flex (assumidamente bi).

O que se faz necessário é uma adaptação ao universo da sexualidade atual. Primeiro de tudo é conveniente haver uma pró-atividade por parte das mulheres, elas podem colaborar na possibilidade do parceiro ter o desejo de interagir com outros homens e se mostrarem dispostas a ajudar, já que os maridos costumam ter a atitude de incentivar o bi das esposas. principalmente naquele momento da transa no qual um homem está olhando para o outro, muitas vezes com desejo, mas não tem coragem de dar o primeiro passo, e o primeiro passo é exatamente a ajuda das mulheres envolvidas na transa. Pode ser de grande valia que haja casas especializadas em swing com bi masculino, ou que as casas já existentes criem alas para esse público, ou separem alguns dias da semana para essa prática.

Referências

  1. Bergstrand, Curtis; Blevins Williams, Jennifer (10 de outubro de 2000). Today's Alternative Marriage Styles: The Case of Swingers (em inglês) Electronic Journal of Human Sexuality. Visitado em 4 de abril de 2013.

Livros[editar | editar código-fonte]