Sylvia Sidney

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Sylvia Sidney
Sylvia Sidney em cena de The Wagons Roll At Night
Nome completo Sophia Kosow
Nascimento 8 de agosto de 1910
Nova York, EUA
Nacionalidade Estados Unidos Norte-americana
Morte 1 de julho de 1999 (88 anos)
Nova York, EUA
Ocupação Atriz
Cônjuge Bennett Cert (1935-1936)
Luther Adler (1938-1946)
Carlton Alsop (1947-1951)
Prêmios Globo de Ouro
1986 Atriz coadjuvante TV por AIDS, Aconteceu Comigo
IMDb: (inglês)

Sophia Kosow, mais conhecida como Sylvia Sidney ou Sylvia Sydney (Nova York, 8 de agosto de 1910 — Nova York, 1 de julho de 1999), foi uma atriz norte-americana, famosa pelos dramas lacrimosos que protagonizou na Paramount Pictures.

Vida e carreira[editar | editar código-fonte]

Nascida Sophia Kosow, filha de pai russo e mãe romena que se divorciaram quando tinha cinco anos, Sylvia apegou-se ao padrasto Sigmund Sidney, de quem herdou o sobrenome artístico e que a incentivou a estudar artes dramáticas para combater sua timidez. Estreou no teatro aos quinze anos e depois de várias peças fez seu primeiro filme, Noites da Broadway (Broadway Nights, 1927). Atingiu o estrelato em 1931 com Ruas da Cidade (City Streets), de Rouben Mamoulian. Contratada da Paramount, onde o glamour era reservado, disse ela em entrevista a J. V. Cotton em 1975, "exclusivamente para Marlene Dietrich e Carole Lombard", foram-lhe reservados os papéis de mulher sofredora, sempre às voltas com gangsters.

Sylvia Sidney em Fúria

Dona de dois dos mais tristes olhos de Hollywood, foi "(...) a jovem grávida de Tragédia Americana (An American Tragedy, 1931), uma flor desabrochando nas ruas miseráveis de Nova York em No Turbilhão da Metrópole (Street Scene, 1931) e em Ruas da Cidade, presidiária em Confissões de Uma Presidiária (Confessions of a Co-Ed, 1931) e Almas Cativas (Ladies of the Big House, 1931), sofrida e enganada esposa japonesa em Madame Butterfly (Madame Butterfly, 1932), amante ilícita de figurão grosseiro em Fiel ao Seu Amor (Jennie Gerhardt, 1933) e perseguida pela polícia em A Fugitiva (Mary Burns, Fugitive, 1935), Fúria (Fury, 1936) e Vive-se Só Uma Vez (You Only Live Once, 1937)", disse na mesma ocasião.

No fim da Segunda Guerra Mundial, seu contrato expirou e não foi renovado. Sua presença nas telas começou a rarear e Sylvia ganhou vida nova na televisão, onde fez inúmeros filmes, entre eles AIDS, Aconteceu Comigo (An Early Frost, 1985), que lhe valeu um Golden Globe. Apareceu também em várias séries, como Starsky e Hutch, Playhouse 90, A Ilha da Fantasia, Cidade Nua e Rota 66. Mas ainda teve destacadas atuações no cinema, como coadjuvante, em Lembranças (Summer Wishes, Winter Dreams, 1973), Os Fantasmas Se Divertem (Beetlejuice, 1988) e Romance de Outono (Used People, 1992). Setenta anos depois de iniciada, encerrou a carreira em Marte Ataca (Mars Attacks!, 1996).

Sylvia foi protagonista de discussões com diversos diretores com quem trabalhou: Josef von Sternberg, William Wyler, Fritz Lang etc. Sobre este último, disse "sobrevivi a três filmes com ele". De Alfred Hitchcock, que a dirigiu em O Marido Era o Culpado (Sabotage, 1936): "com Hitchcock aprendi a agir como uma marionete e não tentar ser criativa". Atitudes assim contribuiram para que ela fosse cada vez mais deixada de lado por aqueles que davam as cartas na indústria do cinema.

Sylvia casou-se três vezes; todos os seus casamentos resultaram em divócio. Do segundo, com Luther Adler, nasceram seu filho Jacob e sua filha Jody, que ela considerava o tesouro de sua vida. Faleceu vítima de câncer na garganta.[1]

Trabalhos no cinema[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. UNONIUS, Kristian Erik, Sylvia Sidney, in MATINÊ 37, Ribeirão Preto, SP: Divino R. da Silva, 2005, periodicidade variável