Táxi

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Táxi do Rio de Janeiro.
Táxi do Recife.
Táxis de Curitiba.
Táxis de Nova York.
Táxis de Estetino (Polónia)

Os serviços de táxi terrestres são modos de transporte público com características entre os veículos privados e os ônibus urbanos, sem uma rota regular e contínua, não estando acessível ao público em geral por ser um transporte individual de tarifa comparativamente alta em relação aos transportes de massa, que têm rotas pré-estabelecidas, horários fixos, tarifas publicadas e são acessíveis economicamente a todos.[1]

A profissão de Taxista na maioria das cidades no mundo não há formação, é baseada em um sistema mercantil baseado em TER taxi e não SER TAXISTA. Na cidade do Rio de Janeiro 70% dos taxis são alugados e em Nova Iorque 90%, esse é um sistema desumano. O Movimento Taxistas Livres fundou no Brasil a Ordem dos Taxistas do Brasil que pretende criar o curso de taxista a nível tecnólogo, os conselhos regionais e federal que irão habilitar e autorizar os atuais e novos taxistas exercerem a profissão com o próprio taxi. São os conselhos que habilitam e autorizam pessoas exercerem a profissão no Brasil e são os DETRAN´S que licenciam veículos em particular ou aluguel, as prefeituras estão indevidamente para favorecer pessoas que exploram pessoas para locação de taxis. Visite no You tube o vídeo Profissão de Taxista no Brasil.

Na maioria dos países os serviços de táxi são subdivididos nas categorias táxi comum e Private Hire Vehicle - PHV. A principal diferença entre esses serviços é que o PHV só pode transportar passageiro pré-agendado, não podendo utilizar os pontos de táxi ou mesmo aliciar passageiros nas ruas.[1]

Nos serviços de táxi comum calcula-se a tarifa por meio de um taxímetro. Quando se utiliza taxímetro, este é previamente aferido e calcula a tarifa a partir do somatório da tarifa inicial, também conhecida como bandeirada, com a tarifa métrica ou horária. A tarifa métrica mais comumente utilizada é a bandeira 1; a bandeira 2 costuma ser acionada quando há fatores que justifiquem um acréscimo no valor da corrida (horário noturno, estrada de terra, etc.) O taxímetro comuta o sistema de medição para tarifa horária, quando o veículo está em baixa velocidade ou parado.[1]

A operação dos serviços de táxi se dá principalmente em três segmentos: pontos de táxi, bandeirada e radiotáxi. Nos pontos de táxi os veículos são organizados no Sistema FIFO (first-in-first-out), ou seja, a ordem de chegada no ponto de táxi determina a de saída. O seguimento bandeirada, onde os taxistas procuram os passageiros nas ruas, ainda é utilizado em diversas cidades européias, australianas e norte americanas, contudo ele tem perdido espaço para os operadores de radiotáxi. Este último seguimento tem se mostrado social e economicamente mais eficiente, sendo uma tendência de mercado.[1]

As principais formas de regulação por parte do Poder Público são: forma de entrada no mercado e tarifação. As principais formas de regulação da tarifa de táxi são: a) por teto máximo (e mínimo): muito utilizada quando se pretende evitar ou desmontar um mercado sob monopólio ou oligopólio; b) fixa: muito utilizada quando o mercado dominante é do segmento ponto de táxi; e c) de livre concorrência (desregulamentação): permite que mercado regule o seu valor pela concorrência direta e permanente.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Táxis de Lisboa.

O táxi, propriamente dito, apareceu historicamente quando foram aplicadas taxas à sua utilização através de taxímetros. Contudo, o serviço de transportar pessoas numa grande cidade a qualquer pessoa que o solicite é quase tão antigo como a civilização. O primeiro serviço desse género apareceu com a invenção do riquexó — carro de duas rodas puxado por um só homem. Existia, embora em pouca abundância, nas principais cidades da Antiguidade, mas era exclusivo das elites, que possuiam escravos para puxar esses carros.

Nas ruas da Roma Antiga, circulavam liteiras transportadas por dois ou quatro escravos que levavam quem quer que os solicitasse. Essa pessoa teria de pagar apenas o preço previamente estipulado pelo amo desses escravos. Apesar de já existirem veículos com rodas, os "táxis" romanos não os utilizavam devido às movimentadas vias de comunicação da metrópole.

Depois da Queda do Império Romano do Ocidente, os carros e carruagens começaram a desaparecer das grandes metrópoles, tal como a sua população, que foi para o meio rural à procura de subsistência. Este acontecimento ditou o fim dos serviços de transporte público e privado.

Na Idade Média o transporte de pessoas era assegurado por carruagens muito rudimentares de tracção animal, que no Renascimento foram melhoradas tendo sido acrescentados ornamentos, cobertura e até cortinas. Em 1605, apareceram em Londres as primeiras carruagens de aluguer — as hackney. O sucesso foi tanto que, em 1634, o elevado número de carruagens de aluguel fazia com que as principais ruas da metrópole ficassem completamente engarrafadas, o que levou o Parlamento a limitar o número de carruagens a circular. Mas não só em Londres havia problemas de tràfego por causa de carruagens de aluguer; também em Paris, primeiro os corbillards e depois os sociables, fizeram um estrondoso sucesso no século XVII. Já nos finais do mesmo século, surgiram na Alemanha os inovadores landau e os landaulet (versão reduzida do Landau). Posteriormente, no século XVIII, foi criado o gig em França, que deu origem ao tilbury em Inglaterra e posteriormente ao cabriolet. No século XIX já qualquer grande cidade tinha centenas, ou mesmo milhares de carruagens de aluguel.

Os primeiro táxis motorizados apareceram em 1896 na cidade alemã de Estugarda. No ano seguinte, Freidrich Greiner abriu uma empresa concorrente, na mesma cidade, mas os seus carros estavam equipadas com um sistema inovador de cobrança — o taxímetro. A implantação dos táxis foi generalizada em 1907. Nesse mesmo ano, em Paris, todos os carros de aluguel tinha de possuir um taxímetro obrigado por lei. Antes da Primeira Guerra Mundial já todas as grandes cidades europeias e americanas tinham serviço de táxis legais e pintados com esquemas de cores diferentes. Desde então as alterações foram poucas, apenas nos aparelhos possuídos pelos carros, tais como um rádio, ou ar condicionado.

Táxis no Brasil[editar | editar código-fonte]

Os municípios brasileiros diversificam os serviços de táxi em modalidades, tais como táxi luxo, táxi especial, táxi comum, táxi comum-rádio, táxi-lotação, táxi mirim e moto-táxi, quase todos se utilizando de taxímetro.

Os serviços de táxi são inegavelmente atividades de interesse público, todavia, apesar de terem seus mercados fechados à entrada, sob o ponto de vista jurídico brasileiro seria mais bem regulado sob os princípios constitucionais da livre iniciativa e livre concorrência, como ocorre com o aluguel de veículo sem motorista (o equivalente mais próximo ao PHV).[1]

Nesse vácuo regulatório, municípios brasileiros estão se utilizando da necessidade de legislar sobre os serviços de táxi, que é eminentemente de interesse local, enquadrando-os na categoria de serviços de interesse público, contudo nem sempre tendo seus operadores selecionados através de licitação, mas, em alguns casos, autorizando-se a transferência de permissão. Esse mecanismo deve prevalecer pelo menos até a estabelecer diretrizes para a regulação desta modalidade de transporte.[1]

Em Curitiba, durante a década de 70, mais precisamente em 1976, surgiu o primeiro serviço de rádio-chamada (rádio-táxi) do Brasil. A primeira rádio taxi do Brasil foi criada em 1976, a Radio Taxi Vermelha, criada por Arould Armstrong. As pessoas ligavam para a central, a telefonista anotava o endereço e n° na papeleta e dava para o "operador" que falava no radio, dando a corrida para o ponto mais próximo (todo motorista tinha um radio em seu carro). Arould Armstrong também deu nome a todos os pontos, pois antigamente os pontos não tinham nome.

Como só existia uma rádio no Brasil, Armstrong vendeu a Radio Vermelha para os motoristas e fundou outra rádio, a TeleTaxi.

A cidade de São Paulo agrega o maior número de táxis do Brasil, com aproximadamente 33 mil táxis, dos quais cerca de quatro mil são táxis de frotas, que são de propriedade de empresas. Na maior parte do Brasil e do mundo, os táxis trabalham através de licenças emitidas pelo Poder Público.

Esta licença comumente adquire um valor de mercado, variando de cidade para cidade. Por exemplo, no ano de 2004 a Prefeitura de Nova Iorque leiloou uma licença do serviço de táxis e os interessados pagaram cerca de 360 mil dólares. Na cidade do Rio de Janeiro, uma licença ou ainda alvará, como também é conhecida, custa cerca de 60 mil reais e em São Paulo, o valor varia entre 70 mil a 90 mil reais, e dependendo do ponto de estacionamento chega a 300 mil reais (caso do Aeroporto de Congonhas), e passa por valores como 180 mil reais (caso do Shopping Iguatemi).

Portanto, não basta apenas ter um carro, para a pessoa interessada em se tornar um taxista, de fato tornar-se um. Ela precisa que o veículo tenha uma licença específica. Para aquelas pessoas que não puderem ou não quiserem gastar com uma licença, ela pode optar em trabalhar com um taxi de frota. Taxis de frotas são veículos de empresas de taxis que ficam disponíveis para taxistas em troca do pagamento de um valor diário, semanal ou mensal. Em São Paulo, esse valor diário pode variar entre 85 e 115 reais + gasolina. Outras alternativas disponíveis em algumas cidades brasileiras é de alugar um taxi de uma Associação ou Cooperativa de Comum Radio Táxi,ou mesmo alugar um carro de outro taxista, para alugar um táxi dividindo as despesas e da mesma maneira que os taxistas de frotas, também é pago um valor diário.

Alguns apelidos podem ser destinados ao táxi, dentre eles: "TX".

Evolução do Táxi[editar | editar código-fonte]

Os serviços de táxi nas grandes capitais do Brasil e do Mundo ganham a cada dia inovações e melhorias, tanto no que diz-respeito ao táxi, ao taxista ou como ele recebe o pedido de táxi. A prova disso são modelos de carros com cabines de segurança, táxis elétricos, que blindados, que se transformam em dormitórios e muitos outros. A evolução do táxi é impulsionada não apenas pelas inovações automobilísticas, por necessidades específicas e os números crescentes da violência. Os novos serviços oferecidos trazem acesso à internet, motoristas bilíngue, e uma infinidade de serviços complementares.

Galeria de Imagens - Táxi Aquático[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f g Dias, F. A. O. P. (2007). Serviços de Táxi: Elementos para um Novo Modelo Regulatório. Dissertação de Mestrado, Publicação T.DM-010A/2007, Departamento de Engenharia Civil e Ambiental, Universidade de Brasília, Brasília, 98 p. Disponível em <[http://bdtd.bce.unb.br/tedesimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=2782

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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