Túbulo de Malpighi

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Os túbulos de Malpighi são os principais órgãos excretores dos insetos. Estão presentes em número de dois até várias centenas. Cada túbulo desemboca no intestino, entre as porções média e posterior, enquanto a outra extremidade termina em fundo cego e, na maioria dos insetos, situa-se na hemocele.

Alguns insetos, entretanto, notadamente os besouros que se alimentam de substâncias secas, apresentam um arranjo especial associado a uma extraordinária capacidade de retirar água do excremento. Nesses, a extremidade em fundo cego do túbulo encontra-se em última associação com o reto, sendo toda a estrutura circundada por uma membrana (membrana periretal). O espaço formado por essa membrana é preenchido por um fluido (fluido periretal), que circunda o túbulo de Malpighi e o epitélio retal, mas é separado da hemolinfa.

O túbulo de Malpighi funciona da seguinte maneira: o potássio é ativamente secretado para a luz do túbulo e a água segue passivamente devido às forças osmóticas, resultando na formação de uma abundante quantidade de fluido rico em potássio no túbulo. Esse fluido é isotônico em relação ao sangue, mas tem uma composição bastante diferente, que contrasta de forma surpreendente com o rim dos mamíferos, no qual o fluido urinário inicial é um ultrafiltrado do plasma sanguíneo.

Dentro do túbulo de Malpighi ocorre a modificação do fluido por processos secretórios, bem como reabsortivos, e a seguir, há a passagem do fluido para o intestino posterior, onde os solutos e grande parte da água são reabsorvidos, ocorrendo a precipitação de ácido úrico devido à sua acidificação por glândulas especializadas (que faz parte do fluido na forma de urato de potássio hidrossolúvel). Isso facilita a subseqüente retirada de água, pois o ácido úrico precipitado não contribui para a atividade osmótica do conteúdo retal. Finalmente, o conteúdo remanescente no reto é expelido como urina misturada às fezes.


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