Túnel Zuzu Angel

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Túnel Zuzu Angel
Informação
Tipo Túnel urbano
Comprimento 1.590m
Trecho Auto-Estrada Lagoa-Barra
Tráfego 130 mil veículos por dia
Localização
Localização Rio de Janeiro-RJ
Coordenadas 22° 59' 21.6" S 43° 14' 40.4" O
Histórico
Abertura junho de 1971 (42 anos)
Especificação
Galerias 2 galerias, uma em cada sentido
Vias 2 vias para cada galeria.

O Túnel Zuzu Angel, antigamente Túnel Dois Irmãos, é uma via subterrânea localizada no município do Rio de Janeiro.

Inaugurado em junho de 1971 com 1.590 metros de extensão, integra o Sistema Zuzu Angel (eixo viário Auto-Estrada Lagoa-Barra), ligando o bairro da Gávea a São Conrado, na Zona Sul da cidade.

O sistema é integrado ainda pelo chamado Túnel Acústico, com 550 metros de extensão, próximo à Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ); pelo Túnel de São Conrado, com 260 metros; pelo Túnel do Joá, com 426 metros; e pelo Elevado das Bandeiras. Passou a ser administrado pelo município do Rio de Janeiro desde setembro de 1993.

Atualmente, o sistema atende um tráfego de 130 mil veículos por dia. O túnel é monitorado por um sistema de controle de poluição, e fecha para manutenção e limpeza às segundas e quintas-feiras, das 23h às 5h, exceto nos feriados.

Homenagem a Zuzu Angel[editar | editar código-fonte]

O túnel recebeu o seu atual nome em homenagem à estilista mineira Zuzu Angel, encontrada morta em um de seus acessos, entre as ferragens do Karmann Ghia que dirigia. O seu automóvel foi encurralado em uma ribanceira por outro veículo,[carece de fontes?] na madrugada do dia 14 de abril de 1976. A informação publicada pela imprensa brasileira à época, de que se tratava de um acidente, décadas mais tarde foi investigada e desmentida; tratou-se, de fato, de um atentado praticado pelos militares então no poder.[carece de fontes?] Zuzu lutava para encontrar o corpo de seu filho, o militante de esquerda Stuart Angel Jones, que desaparecera cinco anos antes, em 1971, após ser detido. Uma semana antes de falecer, a estilista enviou uma carta ao amigo Chico Buarque que deveria ser publicada caso algo lhe acontecesse, onde afirmava: "Se eu aparecer morta por acidente, ou outro meio, terá sido obra dos assassinos do meu amado filho".[1] Após a ameaça ter sido concretizada, Buarque enviou sessenta cópias dessa carta de Zuzu a personalidades e à imprensa, mas nenhuma nota foi publicada à época.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Zuzu Angel. UOL Educação. Página visitada em 15/06/2011.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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