TV Cultura

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TV Cultura
Fundação Padre Anchieta
Centro Paulista de Rádio e TV Educativas
Cultura logo 2013.svg
Tipo Rede de televisão pública e comercial
País  Brasil
Fundação 20 de setembro de 1960 (54 anos)
(Diários Associados)
15 de junho de 1969 (45 anos)
(Fundação Padre Anchieta)
por Assis Chateaubriand
Pertence a Fundação Padre Anchieta
Proprietário Governo do Estado de São Paulo
Antigo proprietário Assis Chateaubriand (1960-1969)
Presidente Marcos Mendonça
Cidade de origem São Paulo São Paulo, SP
Sede Bandeira da cidade de São Paulo.svg São Paulo, SP
Rua Cenno Sbrighi, 230 / Rua Carlos Spera, 170 - Água Branca
Estúdios Bandeira da cidade de São Paulo.svg São Paulo, SP
Rua Cenno Sbrighi, 230 / Rua Carlos Spera, 170 - Água Branca
Slogan 45 anos de história, 45 anos de cultura.
Formato de vídeo 480i (SDTV)
1080i (HDTV)
Audiência 1.1 ponto (média de julho de 2013)
(no Ibope da Grande SP)
Canais irmãos MultiCultura
TV Rá-Tim-Bum
Univesp TV
Cobertura 63% do território nacional[1]
Emissoras próprias São Paulo TV Cultura São Paulo (São Paulo)
Emissoras afiliadas Ver lista completa
Nome(s) anteriore(s) Rádio e Televisão Cultura (RTC) e TV Cultura Canal 2 (C2 Cultura)
Página oficial TV Cultura (site)
cmais+ (portal)
Disponibilidade aberta e gratuita
Analógico
Digital
Disponibilidade por satélite
SKY Brasil
Canal 160
Vivo TV
Canal 251
Claro TV
Canal 26
Oi TV
Canal 02
Canal 134
Algar TV
Canal 221
Star One C2
4130 MHz (1020 MHz Banda L), Vertical (SDTV)(Analógico)
Brasilsat B4
3710 MHz @ 14580 ksps, Vertical (HDTV)
Disponibilidade por cabo
NET
Canal 01 e 501 HD (Santos)
Canal 02 e 502 HD (São Paulo)
Canal 22 e 522 HD (Campinas)
Vivo TV
Canal 02
TVN
Canal 29 (Canoas)
Canal 32 (São Luís)
BVCi
Canal 151 (HD)
CaboNNet
Canal 02 (Assis)
Canal 06 (Penápolis e Tupã)
Canal 12 (Ourinhos)
SP2
Canal 02
TCM
Canal 39
Cabo Telecom
Canal 136
Canal 807 (HD)
Adatel
Canal 02
TV Alphaville
Canal 15
MultiPlay Telecom
Canal 07
ORM Cabo
Canal 04
Sim TV
Canal 18 (Feira de Santana e Niterói)
Canal 19 (Juiz de Fora)
Canal 93 (Salvador)
SGC A Cabo
Canal 11
VerTV
Canal 15
Cabovisão
Canal 13

TV Cultura (ou apenas Cultura) é uma rede de televisão brasileira com sede em São Paulo, capital do estado homônimo. Emissora de televisão pública e comercial de caráter educativo e cultural, foi fundada em 20 de setembro de 1960 pelos Diários Associados e reinaugurada em 15 de junho de 1969 pela Fundação Padre Anchieta, sediada na capital paulista, gerando programas de televisão educativos que são transmitidos para todo o Brasil via satélite e através de suas afiliadas e retransmissoras em diversas regiões do Brasil.[2] É mantida pela Fundação Padre Anchieta, uma fundação sem fins lucrativos que recebe recursos públicos, através do governo do estado de São Paulo, e privados, através de propagandas, apoios culturais e doações de grandes corporações.[2]

No dia 30 de janeiro de 2014, o instituto de pesquisa britânico Populus divulgou que a TV Cultura é o segundo canal de maior qualidade do mundo, atrás apenas da BBC One.[3] [4]

História

TV Cultura - Diários Associados (1960-1969)

Em 1958, os Diários Associados recebem do governo a concessão do canal 2 com o atual prefixo ZYB 851 de São Paulo. No dia 20 de setembro de 1960, entra no ar a TV Cultura, com o slogan "um verdadeiro presente de cultura para o povo" e com o logotipo C2 Cultura e uma indiazinha desenhada no centro. A implantação da emissora, para evitar interferências técnicas, fez a TV Tupi mudar do canal 3 para o 4.

A TV Cultura iniciou suas operações com um estúdio de 30 instalado no décimo-quinto andar do Edifício Guilherme Guinle, na Rua 7 de Abril, 230, que foi o mesmo estúdio onde a TV Tupi iniciou suas transmissões. Os técnicos e os atores eram da TV Tupi e, além disso, sua antena no alto do Banespa (Edifício Altino Arantes), também era a antiga antena da TV Tupi, pois a mesma já transmitia seu sinal pela Torre Assis Chateaubriand, no bairro do Sumaré. Os Diários Associados colocaram o canal 2 no ar com pouca divulgação, de forma que muitos nem souberam de seu lançamento.

No inicio das transmissões da TV Cultura, José Duarte Jr. era o seu diretor artístico e comercial da emissora, sendo que depois foi substituído por Mário Fanucchi. Fanucchi foi um dos primeiros "vinheteiros" do Brasil e o inventor do indiozinho da TV Tupi. Na época ainda não existia o videotape, de forma que a programação da TV Cultura nunca foi a mesma da TV Tupi como muitos imaginam, pois na verdade tinha seus próprios estúdios e profissionais.

Entre os profissionais da TV Cultura estiveram Ney Gonçalves Dias, Fausto Rocha, Xênia Bier, Carlos Spera e Jacinto Figueira Júnior - que criou o "Homem do Sapato Branco", primeiro programa popular da TV Cultura.

Em 1963, os Diários Associados formam parceria com o Governo do estado de São Paulo e com o SERTE (Serviços de Educação de Rádio e Televisão), que dariam origem a dez horas de programação educativa na emissora.

Em 28 de abril de 1965, um curto-circuito provoca um grande incêndio no estúdio da TV Cultura. Infelizmente neste incêndio se perdeu a "Câmera 1" (câmera TK-30 de 80 quilos) que registrou a inauguração da TV Tupi e da Televisão no Brasil.

Devido ao incêndio, os programas da emissora foram provisoriamente produzidos em um estúdio da TV Tupi no Sumaré. Em 1966 a TV Cultura se instala em um bosque próximo a Freguesia do Ó, ao lado da Lagoa Santa Marina - ambos no bairro de Água Branca. Ali criaram a competição "Acqua-Ringue", que era uma luta de boxe que fazia vencedor aquele que jogava o outro na água.

Com a mudança para a nova sede, mais despesas acabaram se acumulando, sendo que o incêndio de abril de 1965 foi o pivô de toda esta situação, colaborando desta forma para a venda da TV Cultura. Assis Chateaubriand decide então vender a TV Cultura para o Governo do Estado de São Paulo e também as suas novas instalações na Água Branca.

Transição Associados-Fundação Padre Anchieta

Em setembro de 1967, o governador de São Paulo, Roberto Costa de Abreu Sodré, cria a Fundação Padre Anchieta (Centro Paulista de Rádio e TV Educativa). Esta fundação era composta por diversos profissionais, faculdades (USP, Unicamp, PUC, Mackenzie, entre outras), sociedades privadas e públicas (ABI, UBE, etc.) e com setenta centavos de cada paulista. A Fundação Padre Anchieta adquire então dos Diários Associados a TV Cultura Canal 2 e a Rádio Cultura AM.

A TV Cultura torna-se então a segunda emissora de TV educativa do Brasil (a primeira foi a TV Universitária, da Universidade Federal de Pernambuco). A Fundação Padre Anchieta procurou dar um novo nome para a emissora como: TV Escolar, TV Educativa, etc. Como a TV Cultura já tinha uma programação educativa, a Fundação manteve este nome, mesmo porque todos os funcionários da antiga emissora nesta fase de transição foram mantidos, já que seus profissionais lidavam com programas educacionais.

O governo começa então a aterrar a Lagoa Santa Marina na Água Branca, criando ruas, fábricas e prédios a sua volta. É construída então a nova sede da TV Cultura na Rua Carlos Spera, 179 (nome do jornalista da TV Cultura em sua fase nos Diários Associados e também da TV Tupi), e com saída lateral pela Rua Cenno Sbrighi, 378.

TV Cultura - Fundação Padre Anchieta (1969-presente)

Logotipo inicial da TV Cultura em sua fase na Fundação Padre Anchieta.

Após quatro meses de transmissões experimentais que iniciaram no dia 4 de abril, foi reinaugurada a TV Cultura às 19h30 do dia 15 de junho, com a apresentação dos discursos do então governador, indicado pela ditadura militar, Roberto Costa de Abreu Sodré e do presidente da Fundação Padre Anchieta, José Bonifácio Coutinho Nogueira (que posteriormente veio a fundar a EPTV, rede de quatro emissoras afiliadas à Globo no interior de São Paulo e no Sul de Minas Gerais). Em seguida, foi exibido um clipe mostrando o surgimento da emissora, os planos para o futuro e uma descrição dos programas que passariam a ser apresentados a partir do dia seguinte. Além disso foi exibida uma fita com o Papa Paulo VI dando bênção à TV Cultura.

O ex-presidente Lula, durante gravação de entrevista para o programa Roda Viva da TV Cultura, no Palácio do Planalto.

O primeiro a ser exibido pela Cultura foi o documentário Planeta Terra no dia 16 de junho, às 19h30, que trazia como tema terremotos, vulcões e fenômenos que ocorrem nas profundezas do planeta. Em seguida, às 19h55, foi levado ao ar um boletim meteorológico chamado A moça do tempo, apresentado por Albina Mosqueiro. Às 20h iniciava uma série chamada de Curso de Madureza Ginasial (onde Ruth Cardoso, ex-primeira-dama presidencial era uma das professoras que dava aula pela televisão), sendo um dos seus maiores desafios o de provar que uma aula transmitida por televisão poderia ser, ao mesmo tempo, eficiente e agradável. Estiveram entre os primeiros programas da emissora, a peça "O Feijão e o Sonho", de Orígenes Lessa; "Quem Faz o Quê", sobre profissões; "Sonatas de Beethoven", com o pianista Fritz Jank; e "O Ator na Arena", com Ziembinski. O primeiro logotipo da TV Cultura em sua fase na Fundação Padre Anchieta foi o seu "bonequinho" - como apelidaram seu símbolo, que inicialmente era acompanhado da assinatura "TV-2 Cultura". O verde desde sua fundação é tido como a cor oficial da instituição.

Em 22 de agosto de 1992, a emissora inaugurou no bairro do Sumaré a Torre Cultura, que passava a ser usada para emitir os sinais da TV Cultura e da Rádio Cultura FM, além das demais emissoras públicas de São Paulo. A nova torre substituiu a antiga utilizada pela emissora desde a década de 1970 no Pico do Jaraguá, que passou a ser utilizada pela Rádio USP FM.

A Rede Pública de Televisão, formada pela união da TVE Brasil (RJ) com a TV Cultura (SP), foi extinta no dia 2 de Dezembro de 2007, data da inauguração da TV Brasil, a TV pública do Governo Federal. Com isso, São Paulo e outros estados brasileiros passaram a transmitir apenas o sinal da TV Cultura. Depois, muitas emissoras públicas em todo o território nacional deixaram de transmitir a programação da TV Cultura para transmitirem a programação da TV Brasil, gerando o rápido encolhimento da rede desde 2008.

Programação infantil

Para o público infanto-juvenil, a TV Cultura e a Rede Globo uniram-se ao Sesame Workshop para produzir a versão brasileira do norte-americano Sesame Street, chamada aqui no Brasil de Vila Sésamo (1972 a 1977). Logo, a TV Cultura passou a ser especialista em programas infantis educativos, como Bambalalão, que foi laureado em vários anos com o prêmio APCA de Melhor Infantil, Rá-Tim-Bum, que também recebeu o prêmio da APCA além da medalha de ouro no Festival de Nova York, Castelo Rá-Tim-Bum, programa infantil de maior sucesso da TV Cultura, que rendeu shows de suas personagens, revistas, jogos e um longa-metragem: Castelo Rá-Tim-Bum, o Filme; Catavento, que ganhou o entregue pela televisão estatal japonesa TV Tokyo e Cocoricó, programa infantil que usa bonecos como personagens, e é também é um dos maiores sucessos da emissora. Atualmente, a TV Cultura exibe uma programação diversificada para o público infantil, com programas como Quintal da Cultura, Matinê Cultura, TV Cocoricó; desenhos como Doug, Sid, o Cientista, Bob, o Construtor, Peixonauta, Cyberchase; e seriados como As Aventuras de Sarah Jane, Caçadores de mitos e Sítio do Picapau Amarelo.

Esportes

Em 1974, a TV Cultura já estava cobrindo a sua primeira Copa do Mundo. Em 2005 a emissora paulista volta a transmitir competições esportivas. A Copa das Confederações, a Copa Cultura de Juniores e a Copa São Paulo de Futebol Júnior. Aos sábados, eram exibidos jogos de voleibol. Em 2006 a emissora paulistana faz o anuncio das transmissões do campeonato português de futebol. Em 2009, transmite o Campeonato Italiano de Futebol.

Copa do Mundo de futebol

As copas do mundo de 1974 e 1978 foram a primeira e a segunda Copa do Mundo que a TV Cultura exibiu. Os ícones da narração na época eram Luiz Noriega e Walter Abrahão.

Na copa de 1982, a TV Cultura exibiu os jogos em parceria com a Rede Globo. À época, a Globo ainda não possuía cobertura total na maioria dos estados, e a alternativa era fazer uma "rede de retransmissoras" ligadas a Cultura, e que eram mantidas, em sua maioria, por emissoras educativas, que cobriam boa parte das regiões onde a Globo ainda não era transmitida. Os narradores eram próprios da emissora carioca. Eram Luciano do Valle (partida de abertura, partidas da seleção brasileira, e a final, além de outros países) e Galvão Bueno (partidas dos outros países).

Programas esportivos e mesas-redondas

Dos programas esportivos, a TV Cultura exibe o Cartão Verde e o Grandes Momentos do Esporte. Também passaram na emissora diversas personalidades da narração esportiva e comentaristas como Juca Kfouri, José Trajano, Jorge Kajuru, Flávio Prado, Nivaldo Prieto, Armando Nogueira, entre outros.

Jornalismo

No setor de jornalismo, a TV Cultura exibe o telejornal Jornal da Cultura e o talk-show Roda Viva. Pela bancada do Jornal da Cultura, já passaram grandes âncoras como Carlos Nascimento e Heródoto Barbeiro e atualmente é conduzido pelo jornalista Willian Corrêa. E no Roda Viva, vários convidados ilustres já foram entrevistados como Telê Santana, Ayrton Senna, Luiz Carlos Prestes, Hebe Camargo, Fidel Castro, Tom Jobim, Dias Gomes, Caetano Veloso, Antônio Carlos Magalhães, Luiz Inácio Lula da Silva, Steve Ballmer, Dom Odilo Scherer, entre outros. Além disso, o programa já foi mediado por vários comunicadores importantes como Rodolpho Gamberini, Lilian Witte Fibe, Marília Gabriela, Paulo Markun, Heródoto Barbeiro, Mario Sergio Conti e atualmente por Augusto Nunes.

Carnaval

De 2004 a 2006, a TV Cultura exibia os desfiles do grupo de acesso e das campeãs do Carnaval de São Paulo, que depois foram repassados a TV Bandeirantes. Em 2012, em uma pareceria com o SBT e Rede Globo, a emissora voltará a transmitir os desfiles do acesso, além de passar a reprise do desfile das campeãs.[5]

Emissoras

De 1980 a 2007, a TV Cultura tornou-se uma forte rede de televisão educativa, sendo que várias emissoras educativas de todo o país passaram a se afiliar a com rede. No ano de 1998, a TVE Brasil do Rio de Janeiro se juntou a TV Cultura e juntas elas formaram a Rede Pública de Televisão, hoje ABEPEC (Associação Brasileira das Emissoras Públicas e Educativas). Em 2007, com a criação da TV Brasil, a parceria com a TV Cultura é desfeita. Em um período de 2008 a 2012, mais da metade das afiliadas da TV Cultura a deixam pela TV Brasil, gerando um rápido encolhimento da rede.

Atualmente, a TV Cultura tem estações próprias, afiliadas e retransmissoras em 18 estados brasileiros. Recentemente, em 2013, a emissora universitária Ulbra TV passou a ser afiliada a Rede Cultura em Porto Alegre, pelo canal 48, além de gerar programas locais. Antes, o sinal da TV Cultura era transmitido em Porto Alegre pela emissora pública TVE-RS, desde 1990 até 2011.

Incêndios

Em 28 de abril de 1965, um curto-circuito no 15º andar do Edifício Guilherme Guinle, na Rua 7 de Abril, 230, provocou um incêndio onde era o estúdio da TV Cultura dos Diários Associados. Pouco se salvou deste incêndio, onde inclusive perdeu-se a primeira câmera de TV do Brasil da Rede Tupi. Em decorrência deste incêndio, Assis Chateaubriand acabou mais tarde vendendo a emissora para o Governo do estado de São Paulo. No dia 28 de fevereiro de 1986 outro incêndio atingiu a sede da TV Cultura, na cidade de São Paulo. O fogo destruiu 90% dos equipamentos da emissora, fazendo com que ela ficasse três horas fora do ar.

Slogans

  • 1960 - 1968: Um verdadeiro presente de cultura para o povo (fase nos Diários Associados)
  • 1979 - 1986: A imagem de São Paulo
  • 2002 - 2003: Cultura, mais perto de você
  • 2003 - 2004: Apenas o coral Cultura
  • 2004 - 2006: Cultura, respeito por você. Qualidade em 1º Lugar
  • 2006 - 2007: Mais que televisão, é Cultura
  • 2007: TV Cultura, modelo de TV pública no Brasil
  • 2007 - 2008: Cada vez mais pública
  • 2008 - 2009: A TV que faz bem
  • 2009 - 2010: Cultura 40 Anos - a TV que faz bem
  • 2010: Está surgindo uma TV diferente
  • 2010 - 2013: Uma TV diferente
  • 2013 - 2014: Abrace o novo, abrace Cultura
  • 2014 - atualmente: 45 anos de história, 45 anos de Cultura

Transmissões digitais

A TV Cultura estreou seu sinal digital em São Paulo pelo canal 24 em UHF digital (2.1 virtual). Vários programas da casa já estão sendo produzidos com a nova tecnologia e com os recursos disponíveis, a TV Cultura envia junto com seu sinal o sinal dos canais Univesp e MultiCultura. No dia 1º de setembro de 2012 a programação neste modo chegou nas cidades de Campinas e Ribeirão Preto, e o sinal deve alcançar gradativamente todo o interior, como Santos, São José dos Campos, Bauru, Piracicaba, São José do Rio Preto e Sorocaba. A Cultura HD também está disponível no Satélite BrasilSat B4. A Previsão é que todas as cidades acima estejam cobertas com o sinal no primeiro semestre de 2013.

Sub canais digitais em São Paulo

Nome Sub canal Programação
TV Cultura 24.1 Programação principal da TV Cultura
Univesp TV 24.2 Programação da Univesp
MultiCultura 24.3 Programas antigos da TV Cultura

Controvérsias

TV Folha

Em março de 2012, a TV Cultura, sob a presidência de João Sayad, cedeu ao jornal Folha de S. Paulo o direito de transmitir permanentemente no horário nobre, aos domingos, o programa jornalístico TV Folha, com a proposta de "levar a credibilidade e o espírito de inovação do jornal impresso para a televisão." O programa semanal, dirigido por João Wainer, estreou em 11 de março. Tem duração de 30 minutos e apresenta reportagens e comentários da equipe do jornal. A TV Cultura não tem participação no conteúdo editorial, de responsabilidade exclusiva da Folha. A TV Cultura também convidou os jornais O Estado de S. Paulo, Valor e a revista Veja para produzir programas para a emissora. Após as transmissões, o conteúdo dos programas será disponibilizado nos sites da TV Cultura, da Folha Online e do portal UOL.[6]

A iniciativa foi criticada por diversos profissionais da imprensa. Em editorial publicado na revista Carta Capital, intitulado "A TV Cultura não é pública, Ela é tucana", Mino Carta apontou para o caráter supostamente eleitoreiro da concessão, afirmando: "Trata-se de agradar aos mais conspícuos barões da mídia, lance valioso às vésperas das eleições municipais no estado e no País. E com senhorial arrogância, decide-se enterrar de vez o sentido da missão de uma tevê pública." No mesmo texto, Mino Carta também aponta que a medida é representativa do suposto apoio da imprensa paulista ao PSDB: "A perfeita afinação entre a mídia nativa e o tucanato está à vista, escancarada, a ponto de sugerir uma conexão ideológica entre os nossos peculiares sociais-democratas e os barões midiáticos e seus sabujos".[7] Em artigo publicado na Folha Online, o jornalista Laurindo Lalo Leal caracterizou a iniciativa como uma opção por "privatizar mais um espaço público no Estado de São Paulo.", criticando também a inconsistência da grade de programação da TV Cultura, que seria devida a uma "instabilidade administrativa crônica" e considerando que a TV Folha "não avança na direção do aprofundamento dos temas".[8] Em artigo publicado no Observatório da Imprensa, Luciano Martins Costa questiona o motivo pelo qual o convite para produção de conteúdo não foi estendido a todos os órgãos de imprensa operantes em São Paulo, concluindo que a medida se deve a um "certo círculo de interesses que tem como eixo a emissora educativa mantida pelo governo paulista, o que tem grande potencial para gerar controvérsias, principalmente num ano eleitoral em que se considera a possibilidade da quebra de uma hegemonia de quase duas décadas do mesmo grupo político no poder municipal e no comando do Estado." Também manifesta preocupação com a possibilidade de a TV Cultura estar se tornando um órgão de propaganda político-partidária"[9]

Referências

  1. TV Cultura - Cobertura TV Cultura
  2. a b Linha do tempo - 60s. Página visitada em 4 de outubro de 2010.
  3. TV Cultura é eleita a segunda emissora com maior qualidade no mundo - Giro Famosidades - Fotos de famosos - MSN Entretenimento. Página visitada em 31 de janeiro de 2014.
  4. F5 - televisão - TV Cultura é o segundo canal de maior qualidade do mundo, Globo é 28º, aponta pesquisa. Página visitada em 31 de janeiro de 2014.
  5. Noticiasdatvbrasileira (20.01.2012). TV Cultura no Carnaval de São Paulo. Página visitada em 21.01.2012.
  6. Kachani, Morris. Programa "TV Folha" estreia neste domingo Folha Online. Página visitada em 4 de julho de 2009.
  7. Carta, Mino. A TV Cultura não é pública. Ela é tucana. In Carta Capital, São Paulo: Editora Confiança, nº. 689, ano XVII, pp. 16.
  8. Leal, Laurindo Laulo. Para Laurindo Lalo Leal, "TV Folha" privatiza espaço público Folha Online. Página visitada em 4 de julho de 2009.
  9. Costa, Lucio Martins. Os novos parceiros da TV Cultura Observatório da Imprensa. Página visitada em 4 de julho de 2009.

Ligações externas

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Ver também