Tabagismo e saúde

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Caveira com Cigarro Aceso é uma obra do pintor holandês Vincent van Gogh.

Os efeitos à saúde causados pelo fumo de tabaco referem-se tanto ao tabagismo direto quanto à inalação de fumaça ambiente (tabagismo passivo). A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 16% da população brasileira seja fumante. Ainda de acordo com a OMS, nos países desenvolvidos, 26% das mortes masculinas e 9% das mortes femininas podem ser atribuídas direta ou indiretamente ao tabagismo. Desta forma, o tabagismo se classifica como uma importante causa de morte prematura em todo o mundo.[1]

Riscos primários, secundários e terciários[editar | editar código-fonte]

Placa proibindo o tabagismo na York University, em Toronto, Ontário, Canadá.

Os principais malefícios à saúde relacionados ao tabagismo referem-se às doenças do sistema cardiovascular, sendo o tabagismo um fator de risco importante para infarto do miocárdio (ataque cardíaco), doenças do trato respiratório como a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e enfisema, e câncer, particularmente câncer de pulmão e câncer de laringe e boca. Antes da Primeira Guerra Mundial, o câncer de pulmão era considerado uma doença rara, a qual a maioria dos médicos poderia jamais ver durante sua carreira profissional. Com o crescimento da popularidade do tabagismo após a guerra, houve um aumento epidêmico de câncer de pulmão.[2] [3]

A incidência de impotência sexual é aproximadamente 85% maior em fumantes masculinos do que em não fumantes[4] e é uma causa importante de disfunção erétil[5] [6] . O tabagismo leva à impotência por causar o estreitamento das artérias (do pênis e do corpo)[7] .

As doenças relacionadas ao tabagismo matam 440 mil cidadãos estadunidenses por ano[8] e cerca de 1205 por dia, fazendo com que o tabagismo seja a maior causa de morte passível de prevenção nos Estados Unidos.

O risco aumentado da pessoa contrair doenças é diretamente proporcional ao tempo em que a pessoa fuma e à quantidade de cigarros consumidos. Entretanto, ao parar de fumar, as chances diminuem gradualmente já que os danos ao corpo são reparados.

Doenças associadas ao tabagismo incluem:

Incidência de câncer de pulmão é altamente correlacionado com o tabagismo.

Fumantes de charuto e cachimbo tendem a inalar menos que os fumantes de cigarro; por conta disso, seu risco de cancro do pulmão é menor, mas ainda é várias vezes mais elevado do que o risco em não fumantes. Todos estes grupos sofrem o mesmo risco de cancros da cavidade oral: laringe ou esôfago, um risco que foi apenas uma hipótese, sem qualquer ligação entre fumar e o câncer, até ser provado cientificamente e pela cobertura da imprensa dos cancros relacionados com o tabaco de dois presidentes estadunidenses: Ulysses S. Grant morreu em 1885, aos sessenta e três anos, depois de uma longa e penosa batalha contra o cancro da garganta, assumindo-o como o resultado de seu hábito de fumar charuto. Grover Cleveland foi diagnosticado em 1893 com cancro da mandíbula esquerda, que era frequentemente visto pela imprensa e pelo público fumando charuto. Do mesmo modo, o cancro da boca e mandíbula é também um risco para quem masca tabaco. Os benefícios para quem para de fumar são imediatos: a pressão arterial, frequência cardíaca e a temperatura corporal retornam à faixa normal; o risco de ataque cardíaco diminui; a capacidade de sentir aroma e sabor é apurada e melhora a circulação.

É geralmente aceito que o grande fator motivacional por trás do tabaco é a nicotina que ele contém. No entanto, a prática de ingerir o fumo diretamente de sua folha gera uma enorme quantidade de compostos químicos ativos, agrupados como alcatrão, muitos deles são biologicamente reactivos e potencialmente perigosos à saúde. Mesmo grupos de tabaco considerados mais brandos são também cancerígenos, provavelmente porque compostos semelhantes são gerados para a cura do câncer; os nórdicos snus, utilizam vapor, portanto, são muito menos cancerígenos.) Existem cerca de três mil substâncias químicas encontradas no fumo do tabaco.

Exposição a longo prazo aos outros compostos na fumaça, como monóxido de carbono, cianeto, e de outros compostos provocam danos no tecido arterial do pulmão, e se acredita que seja responsável pelos danos cardiovasculares e pela perda de elasticidade nos alvéolos, levando a enfisema e DPOC. Além disso, os cigarros contêm 19 agentes cancerígenos conhecidos.

Nicotina e vício[editar | editar código-fonte]

A nicotina é um estimulante poderoso e é um dos principais fatores que levam ao consumo contínuo de tabaco. Embora a quantidade de nicotina inalada no fumo seja muito pequena (a maior parte da substância é destruída pelo calor), ela ainda é suficiente para causar dependência psicológica e/ou física. A quantidade de nicotina absorvida pelo corpo no tabagismo depende de diversos fatores, incluindo o tipo do tabaco, se a fumaça é inalada e se é usado um filtro.

Tabagismo de cigarro versus charuto[editar | editar código-fonte]

Há quem julgue o ato de fumar charutos menos danoso à saúde que fumar cigarros, devido ao fato do fumante de charutos não "tragar", ou seja, não inalar ativamente a fumaça.[2] Entretanto, as evidências científicas não corroboram esta ideia. Nos Estados Unidos da América, o Instituto Nacional do Câncer, divulgou , em 1998, que fumar charutos está associado a vários tipos de Câncer, incluindo tumores da cavidade oral (lábio, língua, bochechas, garganta), do esôfago, laringe e pulmão.[3] Este estudo levava em consideração pessoas que fumavam ao menos um charuto ao dia e afirmava que os riscos de fumar menos que diariamente não são conhecidos. Apesar do estudo mostrar que a maioria dos fumantes de charutos não inalarem ativamente a fumaça, alguns, principalmente ex-fumantes de cigarrros, o fazem [4] ,sendo assim o risco igual ao de fumantes de cigarros. No caso de fumantes passivos, a grande quantidade de fumaça produzida por charutos, principalmente em ambientes fechados e ou quando vários fumantes se congregam, é mais que suficiente para afetar a saúde de quem permanecer nestes ambientes. Este estudo do Instituto Nacional do Câncer foi criticado por defensores do charuto, alegando uso indevido das estatísticas.[5]

Tabagismo e doenças cardiovasculares[editar | editar código-fonte]

O tabaco provoca o amarelecimento dos dentes, por via da nicotina. Provoca cancro da boca, da língua, do esôfago, da faringe e da laringe, além de provocar a insuficiência respiratória forçando o coração a bater mais rapidamente para maior captação de oxigênio diminuindo assim sua vida útil.

Epidemiologia do tabagismo[editar | editar código-fonte]

Uma Equipe de Cientistas Britânicos liderados por Richard Doll fez uma pesquisa com 34,439 especialistas médicos entre o ano de 1951 e 2001, pesquisa esta apelidada de "British doctors study."[15] O estudo demonstrou que fumar diminui a expectativa de vida em até 10 anos e que quase metade dos fumantes morrem por doenças causadas possivelmente pelo cigarro (como câncer, doenças cardiovasculares e infartos). Cerca de 5,900 dos participantes da pesquisa ainda estão vivos e somente 134 ainda fumam. No Reino Unido, os impactos do uso contínuo do cigarro é mais acentuado nas classes sociais mais baixas, que já tem a menor expectativa de vida.

Tabaco e reprodução[editar | editar código-fonte]

O tabaco provoca infertilidade, problemas de erecção nos homens e aborto espontâneo no caso das mulheres.

Efeitos do tabagismo nas células espermáticas[editar | editar código-fonte]

Existem cada vez mais evidências de que os compostos danosos do tabagismo matam células espermáticas (os espermatozóides).[16] [17] Desta maneira, alguns governos exigem que os fabricantes coloquem avisos em suas embalagens.

Síndrome da morte súbita infantil[editar | editar código-fonte]

O tabagismo passivo está relacionado à Síndrome da Morte Súbita Infantil.

A síndrome da morte súbita infantil ocorre quando na há explicação de como um bebê faleceu mesmo tendo feito autópsia e com investigação. Também podemos chamar esta síndrome de morte de berço, pois ela acontece enquanto os bebês dormem durante a noite ou estão cochilando durante o dia, e ela que por sua vez vem sendo a maior causa de mortes entre os bebês. Normalmente o bebê que morre devido à síndrome morre antes de completar os seus quatro meses de vida ou durante esse período e as estações onde mais ocorre este tipo de morte é no outono, inverno e geralmente no início da primavera.

O porquê isto ocorre ninguém sabe exatamente, o que os médicos e pesquisadores dizem é que isto acontece devido a uma série de fatores, entre elas podem estar irregularidade no batimento cardíaco de uma criança, um distúrbio metabólico, entre outros fatores, esses são apenas alguns. Esses fatores e ainda o modo de como a criança dorme de bruços e inala muita fumaça de cigarro, ou pegar uma doença respiratória, ou seja, inala muito dióxido de carbono ela tem mais chances de ser vitima da SMSI.

Como realizadas em pesquisas quando o bebê apresenta defeito no cérebro a maioria deles apresentam anomalias no seu tronco cerebral, às vezes o bebê até percebe o que está se passando, mas pode não ter mecanismos de proteção para que isso não ocorra. No caso de um distúrbio metabólico eles não produzem a quantidade de ácidos graxos da maneira necessária e um possível acumulo desses ácidos poderia evitar que ocorra a síndrome. O favorecimento disto se dá através da criança dormir em colchões macios, se o bebê for prematuro, se ficar exposto a fumaças, entre outros. Alguma dica para sempre proteger o seu bebê é o deixar dormir sempre de costas e a temperatura do quarto não muito aquecida se o clima estiver bom, entre muitas outras.

Efeitos benéficos de fumar[editar | editar código-fonte]

Ao tabaco já foram atribuídos possíveis efeitos benéficos sobre certas condições, presumivelmente devido aos efeitos da Nicotina sobre o sistema nervoso. Alguns estudos demonstraram que a incidência de tabagismo em pacientes que desenvolveram o Mal de Alzheimer é menor que na população em geral, o que foi interpretado como uma possível proteção que o tabagismo traria contra a doença. Entretanto, a pesquisa sobre o assunto é limitada e os resultados controversos. Alguns estudos demonstram que fumar aumenta o risco de desenvolver o mal de Alzheimer. Revisões recentes sobre a literatura científica disponível concluíram que a aparente menor incidência do Mal de Alzheimer entre tabagistas deve-se ao fato de que fumantes tendem a morrer antes de atingirem a idade de desenvolverem a doença. A mortalidade precoce é um problema encontrado nas pesquisas que pretendem investigar os efeitos do tabagismo em doenças de acometimento tardio, após os 75 anos de idade, como é o caso do Mal de Alzheimer já que o número de fumantes que atingem a idade de 80 anos é 50% menor que não fumantes..[18]

Alguns estudos sugerem que o tabagismo está associado a menor incidência de:

  • Doença de Parkinson,[19] [20] , embora os autores sustentem que as desordens de movimento próprias da doença impedem as pessoas de fumar.
  • Colite ulcerativa.[21] , embora aumente o risco de Doença de Crohn.
  • Sarcoma de Kaposi[22] ..
  • Há alguma evidência de menor incidência de Endometriose em mulheres inférteis [23] enquanto alguns estudos apontam incidência maior em tabagistas.[24] Não há evidências de efeito protetor em mulheres férteis.
  • Evidência inconsistente de menor incidência de Mioma uterino em fumantes.,[25] .[26]
  • Evidência limitada de menor incidência de Doença hipertensiva específica da gravidez, em fumantes.,[27] Evidência invalidada em gestações gemelares.[28] Fumar, com certeza, trás riscos graves à saúde da gestante e do concepto.[29]

No caso da Esquizofrenia, muitos pacientes esquizofrênicos utilizam o fumo como uma forma de auto-medicação contra a ansiedade.[30] [31] [32] [33]

Problemas acidentais[editar | editar código-fonte]

Um problema de saúde pública indireta colocados pelos cigarros é a de incêndios acidentais, normalmente associados ao consumo de álcool. Inúmeros projetos de cigarros têm sido propostas, algumas das empresas de tabaco em si, que extinguiria um cigarro deixados sozinhos por mais de um minuto ou dois, reduzindo assim o risco de incêndio. No entanto, a indústria do tabaco historicamente tem resistido a essa ideia, alegando que o incômodo de ter de reacender o cigarro deixado intocado por muito tempo reduziria as suas vendas. Na verdade, o tabaco tratado formaram um cigarro vai extinguir-se de forma relativamente rápida, se deixado sozinho, e como um cigarro de tabaco resultado é tratada quimicamente para que esta possa estar latente indefinidamente.

Referências

  1. "Nicotine: A Powerful Addiction." Centers for Disease Control and Prevention.
  2. Witschi 2001, A Short History of Lung Cancer. Toxicol Sci. 2001 Nov;64(1):4-6. PMID 11606795
  3. Adler I. Primary malignant growths of the lungs and bronchi. New York: Longmans, Green, and Company; 1912., cited in Spiro SG, Silvestri GA. One hundred years of lung cancer Am J Respir Crit Care Med 2005 Sep 1;172(5):523-9 PMID 15961694
  4. The Tobacco Reference Guide. Visitado em 2006-07-15.
  5. Peate I. (2005). "The effects of smoking on the reproductive health of men.". Br J Nurs 14 (7): 362-6. PMID 15924009.
  6. Korenman SG. (2004). "Epidemiology of erectile dysfunction.". Endocrine 23 (2-3): 87-91. PMID 15146084.
  7. Kendirci M, Nowfar S, Hellstrom WJ.. (2005). "The impact of vascular risk factors on erectile function.". Drugs Today (Barc) 41 (1): 65-74. PMID 15753970.
  8. The American Legacy Foundation factsheet on Tobacco and Socio-Economic Status; their cited source is CDC (Centers for Disease Control) Cigarette Smoking Among Adults-United States, 2001. MMRW 2003; 52(40); 953-956.
  9. American Legacy Foundation factsheet on lung cancer; their cited source is: CDC (Centers for Disease Control) The Health Consequences of Smoking: A Report of the Surgeon General. 2004
  10. Lipworth L, Tarone RE, McLaughlin JK. The epidemiology of renal cell carcinoma. J Urol. 2006 Dec;176 (6 Pt 1):2353-8. PMID 17085101
  11. Cui Y, Miller AB, Rohan TE. Cigarette smoking and breast cancer risk: update of a prospective cohort study. Breast Cancer Res Treat. 2006 Dec;100(3):293-9. PMID 16773435
  12. Calle EE, Miracle-McMahill HL, Thun MJ, Heath CW. Cigarette smoking and risk of fatal breast cancer. Am J Epidemiol. 1994 May 15;139(10):1001-7. PMID 8178779
  13. Kuper H, Boffetta P, Adami HO. Tobacco use and cancer causation: association by tumour type. J Intern Med. 2002 Sep;252(3):206-24. PMID 12270001
  14. Leslie K. Jacobsen, et.al., "Effects of smoking and smoking abstinence on cognition in adolescent tobacco smokers", Biological Psychiatry, Volume 57, Issue 1 , 1 January 2005, Pages 56-66. Retrieved November 10, 2006.
  15. Richard Doll, Richard Peto, Jillian Boreham, Isabelle Sutherland. (June 2004). "Mortality in relation to smoking: 50 years' observations on male British doctors.". BMJ 328 (1519): 1519.
  16. Agarwal A, Prabakaran SA, Said TM. Prevention of oxidative stress injury to sperm. J Androl. 2005 Nov-Dec;26(6):654-60. PMID 16291955
  17. Robbins WA, Elashoff DA, Xun L, Jia J, Li N, Wu G, Wei F. Effect of lifestyle exposures on sperm aneuploidy. Cytogenet Genome Res. 2005;111(3-4):371-7. PMID 16192719
  18. Osvaldo P. Almeida, Gary K. Hulse1, David Lawrence2 & Leon Flicker. (January 2002). "Smoking as a risk factor for Alzheimer's disease: contrasting evidence from a systematic review of case-control and cohort studies". Addiction 97: 15.
  19. Allam MF, Campbell MJ, Hofman A, Del Castillo AS, Fernandez-Crehuet Navajas R. Smoking and Parkinson's disease: systematic review of prospective studies. Mov Disord. 2004 Jun;19(6):614-21. PMID 15197698
  20. Allam MF, Campbell MJ, Del Castillo AS, Fernandez-Crehuet Navajas R. Parkinson's disease protects against smoking? Behav Neurol. 2004;15(3-4):65-71. PMID 15706049
  21. Mahid SS, Minor KS, Soto RE, Hornung CA, Galandiuk S. Smoking and inflammatory bowel disease: a meta-analysis. Mayo Clin Proc. 2006 Nov;81(11):1462-71. PMID 17120402
  22. Goedert JJ, Vitale F, Lauria C, Serraino D, Tamburini M, Montella M, Messina A, Brown EE, Rezza G, Gafa L, Romano N; Classical Kaposi's Sarcoma Working Group Risk factors for classical Kaposi's sarcoma. J Natl Cancer Inst. 2002 Nov 20;94(22):1712-8. PMID 12441327
  23. Missmer SA, Hankinson SE, Spiegelman D, Barbieri RL, Marshall LM, Hunter DJ. Incidence of laparoscopically confirmed endometriosis by demographic, anthropometric, and lifestyle factors. Am J Epidemiol. 2004 Oct 15;160(8):784-96. PMID 15466501
  24. Calhaz-Jorge C, Mol BW, Nunes J, Costa AP. Clinical predictive factors for endometriosis in a Portuguese infertile population. Hum Reprod. 2004 Sep;19(9):2126-31. PMID 15229202
  25. Baron JA. Beneficial effects of nicotine and cigarette smoking: the real, the possible and the spurious. Br Med Bull. 1996 Jan;52(1):58-73. PMID 8746297
  26. Schwartz SM, Marshall LM, Baird DD. Epidemiologic contributions to understanding the etiology of uterine leiomyomata. Environ Health Perspect. 2000 Oct;108 Suppl 5:821-7. PMID 11035989
  27. Zhang J, Zeisler J, Hatch MC, Berkowitz G. Epidemiology of pregnancy-induced hypertension. Epidemiol Rev. 1997;19(2):218-32. PMID 9494784
  28. Krotz S, Fajardo J, Ghandi S, Patel A, Keith LG. Hypertensive disease in twin pregnancies: a review. Twin Res. 2002 Feb;5(1):8-14. PMID 11893276
  29. Maternal and Infant Health: Smoking During Pregnancy
  30. "[1]".
  31. "".
  32. Kelly, Ciara; McCreadie, Robin G.. (1999). "Smoking Habits, Current Symptoms, and Premorbid Characteristics of Schizophrenic Patients in Nithsdale, Scotland". The American Journal of Psychiatry 156: 1751-1757. American Psychiatric Association.
  33. Hughes, J.R.; Hatsukami, D.K., Mitchell, J.E., & Dahlgren, L.A.. (1986). "Prevalence of smoking among psychiatric outpatients". The American Journal of Psychiatry 143: 993-997. American Psychiatric Association.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]