Tabebuia
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Ipê
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Couralia Splitg. |
Tabebuia, mais conhecido como ipê, pau-d'arco, ipeúva e ipé1 , é o gênero neotropical mais comum da família Bignoniaceae.
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Etimologia[editar]
"Ipê" e "ipé" provém do tupi ï'pé, "árvore cascuda"2 . "Pau-d'arco" é uma referência a seu uso, pelos povos indígenas do Brasil, como matéria-prima para confecção de arcos3 . "Ipeúva" significa, traduzido do tupi, "árvore da casca"4 .
Taxonomia[editar]
As árvores do gênero são de grande porte, decíduas. Possuem copas abertas e irregulares nos indivíduos jovens, enquanto, nos adultos, são arredondadas e elevadas. Seus troncos têm cor pardo-escuro. Os ritidomas são longitudinais, sulcados e fissurados transversalmente nas plantas adultas, apesar de serem lisos nas jovens.
As folhas são opostas cruzadas, compostas, digitadas com cinco folíolos, coríaceos, pubescentes em ambas as faces, oblongos, de base arrendondadas ou cuneadas, quase truncadas. As flores apresentam-se em tríades em conjuntos de inflorescência róseo-violáceas. Os frutos são de até 30 centímetros, deiscentes, cilíndricos. Suas sementes têm até dois centímetros e são aladas, com inúmeras por fruto.5 6
Por sua grande variedade de espécies, autores sugeriram a revisão do gênero, de forma que ele fique restrito a árvores de flores brancas a vermelhas e que as espécies de flores amarelas, com folhas pilosas e de madeira dura (contendo lapachol) passem a pertencer ao gênero Handroanthus.7
Espécies[editar]
São 253 espécies,8 com várias cores de flor. Nem todas são conhecidas popularmente como ipê.9 10 11 12
- T. acrophylla
- T. actinophylla
- T. acunana
- T. affinis
- Tabebuia alba Sandwith: ipê-amarelo-da-serra
- Tabebuia anafensis Urban
- T. angustata
- T. anisophylla
- T. apiculata
- T. aquatilis
- T. araliacea
- T. arenicola
- T. argentea
- Tabebuia arianeae A.H.Gentry
- Tabebuia arimaoensis Britton
- T. aesculifolia
- T. atrovirens
- Tabebuia aurea (Silva Manso) Benth. & Hook. f ex S. Moore: para-tudo, ipê-amarelo-do-cerrado
- Tabebuia avellanedae Lorentz ex Griseb.: ipê-roxo, ipê-rosa, piúva
- T. bahamensis
- Tabebuia barbata (E.Mey.) Sandwith
- T. berterii
- T. beyeri
- Tabebuia bibracteolata (Grisebach) Britton
- T. billbergii
- Tabebuia botelhensis A.H.Gentry
- T. brevipes
- T. brigandina
- T. brooksiana
- T. buchii
- T. bullata
- Tabebuia bureavii Sandwith
- T. calcicola
- T. calderoni
- T. calderonii
- T. caleticana
- T. camagueyensis
- T. candicans
- Tabebuia capitata (Bureau & K.Schum.) Sandwith
- T. capotei
- T. caraiba
- Tabebuia cassinoides (Lam.) DC.: caixeta
- Tabebuia catarinensis A.H.Gentry & Morawetz
- T. chapadensis
- Tabebuia chrysantha (Jacq.) Nichols.
- T. chrysea
- Tabebuia chrysotricha (Mart. ex A.DC.) Standl.: ipê-amarelo
- T. citrifolia
- T. clementis
- T. coartata
- T. conferta
- T. coralibe
- T. cordata
- T. cowellii
- T. crassifolia
- T. crispiflora
- Tabebuia cristata A.H.Gentry
- T. cuneifolia
- T. curtissii
- T. del
- T. densifolia
- T. dentata
- T. dictyophylla
- T. diluvialis
- T. dolichopoda
- T. domingensis
- T. dominicensis
- T. donnell
- Tabebuia donnell-smithii Rose
- T. dracocephaloides
- Tabebuia dubia (C. Wright ex Sauvalle) Britton ex Seibert
- T. dugandii
- T. dura
- T. ecuadorensis
- T. ekmanii
- T. elegans
- Tabebuia elliptica (DC.) Sandwith: ipê-mirim
- Tabebuia elongata Urban
- T. erosa
- T. excisa
- T. eximia
- T. fallax
- T. flavescens
- T. floccosa
- Tabebuia fluviatilis (Aubl.) DC
- Tabebuia furfuracea Urban
- T. fuscata
- Tabebuia gemmiflora Rizzini & A.Mattos
- T. geronensis
- T. glaucescens
- T. globiflora
- T. glomerata
- T. gonavensis
- T. gracilipes
- T. grisebachii
- T. guayacan
- Tabebuia haemantha (Bertol. ex Spreng.) DC.
- Tabebuia heptaphylla (Vell.) Toledo: ipê-rosa
- Tabebuia heterophylla (DC.) Britt.
- T. heteropoda
- T. heterotricha
- T. hotteana
- T. hypodictyon
- T. hypolepra
- Tabebuia hypoleuca (Wright ex Sauvalle) Urban
- T. ilicifolia
- Tabebuia impetiginosa (Mart. ex A.DC.) Standl.: ipê-roxo
- T. inaequipes
- Tabebuia incana A.H.Gentry
- Tabebuia insignis (Miq.) Sandwith: ipê-roxo
- T. ipe
- Tabebuia jackiana Ekman ex Urban
- T. jamaicensis
- T. japurensis
- T. jaucoensis
- T. jojoana
- T. lanceolata
- T. lapacho
- T. latifolia
- Tabebuia lapacho (K. Schumann) Sandwith
- T. latifolia
- T. leonis
- T. lepidophylla
- T. lepidota
- T. leptoneura
- T. leptopoda
- T. leucoxyla
- T. libanensis
- T. lindahlii
- T. linearis
- T. litoralis
- T. longiflora
- T. longipes
- T. lopezii
- T. lucida
- T. magnolioides
- T. mansoana
- T. maestrensis
- T. maxonii
- T. mexicana
- T. micrantha
- T. microphylla
- T. millsii
- T. moaensis
- T. mogotensis
- T. multinervis
- T. myrtifolia
- T. neochrysantha
- T. nervosa
- T. neurophylla
- T. nicaraguensis
- T. nigripes
- T. nipensis
- T. nivea
- Tabebuia nodosa (Griseb.) Griseb: labão
- T. obovata
- Tabebuia obscura (Bureau & K.Schum.) Sandwith
- Tabebuia obtusifolia (Cham) Bureau
- Tabebuia ochracea (Cham.) Standl.: ipê-amarelo
- T. odontodiscus
- Tabebuia oligolepis Urban
- T. ophiolithica
- T. ophiticola
- T. orinocensis
- T. ostenfeldii
- T. ovatifolia
- T. pachyphylla
- T. pallida
- T. palmeri
- T. palustris
- T. paniculata
- T. papyrophloios
- Tabebuia pedicellata (Bureau & K.Schum.) A.H.Gentry
- T. pentaphylla
- T. perelegans
- T. perfae
- T. pergracilis
- T. petrophila
- T. picotensis
- Tabebuia pilosa A.H.Gentry
- T. pinetorum
- T. pisoniana
- T. piutinga
- Tabebuia platyantha (Griseb.) Britton
- T. polyantha
- Tabebuia polymorpha Urban
- T. potamophila
- Tabebuia pulcherrima Sandwith
- T. pulverulenta
- Tabebuia pumila A.H.Gentry
- T. punctatissima
- T. pyramidata
- Tabebuia reticulata A.H.Gentry
- T. revoluta
- T. ricardii
- T. richardiana
- Tabebuia rigida Urban
- Tabebuia riodocensis A.H.Gentry
- T. riparia
- T. roraimae
- Tabebuia rosea (Bertol.) Bertero ex A.DC. in DC
- Tabebuia roseoalba (Ridl.) Sandwith: ipê-branco
- T. rubriflora
- Tabebuia rufescens J. R. Johnston
- T. rufinervis
- T. rugosa
- T. sagraei
- T. samanensis
- T. sanguinea
- T. sauvallei
- T. savannarum
- T. saxicola
- Tabebuia schumanniana Urban
- T. schunkevigoi
- Tabebuia selachidentata A.H.Gentry
- Tabebuia serratifolia (Vahl) G. Nicholson: ipê-pardo
- T. sessifolia
- T. sessilifolia
- T. setulosa
- Tabebuia shaferi Britton
- T. simplicifolia
- T. speciosa
- T. spectabilis
- Tabebuia spongiosa Rizzini
- Tabebuia stenocalyx Sprague & Stapf
- Tabebuia striata A. Gentry
- T. subcordata
- T. suberosa
- T. subsessilis
- Tabebuia subtilis Sprague & Sandwith
- T. tortuensis
- T. trachycarpa
- T. trinitensis
- T. triorbicularis
- T. triphylla
- T. truncata
- T. turquinensis
- Tabebuia uleana (Kraenzl.) A.H.Gentry
- T. uliginosa
- Tabebuia umbellata (Sond.) Sandwith: ipê-amarelo
- Tabebuia vellosoi Toledo: ipê-amarelo
- T. vinosa
- T. wrightii
- T. xanthophylla
- T. zanonii
- T. zolyomiana
Flores do gênero Tabebuia[editar]
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Tabebuia aurea em Calcutá, em Bengala Ocidental, na Índia
-
Tabebuia impetiginosa em Corrientes, na Argentina
-
Tabebuia apricot no arboreto do Condado de Los Angeles, em Arcadia, na Califórnia, nos Estados Unidos
Utilidades[editar]
As espécies deste gênero são importantes para obtenção de madeira usada para mobília e outros usos ao ar livre. É mais densa do que a água.
É cada vez mais popular como um material de “decking” devido a sua resistência contra insetos e sua durabilidade. Em 2007, a madeira certificada do ipê tinha-se tornado prontamente disponível no mercado, embora os certificados fossem forjados ocasionalmente.
O ipê é amplamente utilizado como a árvore decorativa nos trópicos em jardins, nas praças públicas e os bulevares devido à sua florescência impressionante e colorida. Muitas flores aparecem em hastes imóveis no fim da estação seca, fazendo a exposição floral mais conspícua. São úteis como plantas de mel para abelhas, e são popular com determinados colibris A casca de diversas espécies tem propriedades médicas. A casca é secada e fervida então fazendo um chá amargo ou ácido-gosto acastanhado-colorido: o chá da casca interna de ipê (T. impetiginosa). É um remédio erval é usado tipicamente durante a gripe e a estação fria e facilitando a tosse do fumante. Trabalha aparentemente como o expectorante, promovendo os pulmões para tossir e livrar do muco e contaminadores profundamente encaixados.
São dotadas de lenho muitíssimo resistente à putrefação. Sua madeira, ainda, é muito dura e resistente: é branca, levemente rosada, uniforme, leve, macia e durável, própria para marcenaria fina.
Notas
- ↑ FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.966
- ↑ FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.966
- ↑ http://www.apremavi.org.br/noticias/apremavi/584/ipe-amarelo-a-cor-dourada-do-brasil
- ↑ http://www.apremavi.org.br/noticias/apremavi/584/ipe-amarelo-a-cor-dourada-do-brasil
- ↑ Francisco Coelho Alencar. Arborização Urbana no Distrito federal. Brasília: Secretaria de Publicações do Senado federal. 2008
- ↑ Manoel Claudio. 100 Árvores do Cerrado. Guia de Campo: Rede de sementes do cerrado. 2005
- ↑ [1] Grose, Susan O.; Olmstead, R.G. Taxonomic Revisions in the Polyphyletic Genus Tabebuia s. I. (Bignoniaceae) Systematic Botany, Volume 32, Number 3, July 2007, pp. 660-670(11)
- ↑ Tropicos.org. Missouri Botanical Garden. 17 Feb 2009
- ↑ Catalogue of Life:2008 Annual Checklist
- ↑ IUCN Red List
- ↑ Flora Brasiliensis
- ↑ Fundação Biodiversitas
Referências bibliográficas[editar]
- Ipef Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais
- Sistemática (em inglês)
- Classificação (em alemão)
- Harri Lorenzi, Árvores Brasileiras vol. 1, Instituto Plantarum.
- Contendo dados sobre árvores do Brasil