Tablete gráfico

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Text document with red question mark.svg
Este artigo ou secção contém uma ou mais fontes no fim do texto, mas nenhuma é citada no corpo do artigo, o que compromete a confiabilidade das informações. (desde dezembro de 2010)
Por favor, melhore este artigo introduzindo notas de rodapé citando as fontes, inserindo-as no corpo do texto quando necessário.
Tablete gráfico Wacom Graphire4.

Um Tablete gráfico (ou mais conhecido Mesa digitalizadora) é um dispositivo periférico de computador que permite a alguém desenhar imagens directamente no computador, geralmente através de um software de tratamento de imagem. Tabletes gráficos consistem de uma superfície plana sobre a qual o utilizador pode "desenhar" uma imagem usando um dispositivo semelhante a uma caneta, denominado "stylus". A imagem geralmente não aparece no tablete propriamente dito, mas é exibida na tela do computador.

É interessante notar que o "stylus", como tecnologia, foi originalmente desenvolvido como parte do aparato eletrónico, mas posteriormente, ele passou apenas a desempenhar o papel de um "ponteiro" macio, porém preciso, que não danificasse a superfície do tablete ao "desenhar".

Histórico[editar | editar código-fonte]

Os primeiros tabletes gráficos, denominados spark ou tablete acústico, usavam um stylus que gerava estalidos com uma vela de ignição. Os estalidos eram então triangulados por uma série de microfones que localizavam a caneta no espaço. O sistema era bastante complexo e caro, e os sensores eram suscetíveis a interferências e ruídos externos.

O primeiro tablete gráfico a lembrar os dispositivos contemporâneos foi o Tablete RAND, também conhecido por Grafacon (de Graphic Converter ou Conversor Gráfico), apresentado em 1964. O Tablete RAND utilizava uma retícula de fios sob a superfície da cobertura do dispositivo, que codificavam coordenadas horizontais e verticais em sinais magnéticos. O stylus recebia o sinal magnético, que podia então ser decodificado como informação da coordenada.

Digitalizadores tornaram-se relativamente populares em meados dos anos 1970 e início dos anos 1980 devido ao sucesso comercial do ID (Intelligent Digitizer) e BitPad, produzidos pela Summagraphics Corp. Estes digitalizadores eram usados como dispositivos de entrada para muitos sistemas CAD (Computer Aided Design) de alta capacidade, bem como eram fornecidos com PCs e programas de CAD, como o AutoCad.

A Summagraphics também fez uma versão OEM do seu BitPad, que era vendido pela Apple Computer como um acessório do Apple II. Estes tabletes usavam uma tecnologia magneto-restritiva a qual empregava uma retícula feita de uma liga especial esticada sobre um substrato sólido para localizar com precisão a ponta do stylus ou o centro de um cursor digitalizador na superfície do tablete. Esta tecnologia também permitia a medida da Proximidade ou eixo "Z".

O primeiro tablete gráfico para um computador doméstico foi o KoalaPad. Embora tenha sido originalmente projetado para o Apple II, o Koala eventualmente ampliou sua aplicabilidade a praticamente todos os computadores domésticos com suporte gráfico, entre os quais o TRS-80 Color Computer, Commodore 64 e a família Atari de 8 bits. Tabletes concorrentes foram eventualmente produzidos; os modelos fabricados pela Atari eram considerados como de alta qualidade.

Os tabletes gráficos modernos funcionam de modo similar ao Tablete RAND. Nos dispositivos modernos, contudo, os fios horizontais e verticais da retícula são separados por um isolante fino. Quando é aplicada pressão no tablete, o fio horizontal e o fio vertical associados com o ponto correspondente da retícula se encontram, fazendo com que uma corrente elétrica flua em cada um dos fios. Dado que uma corrente elétrica só está presente em dois fios que se encontram, uma coordenada única para o stylus pode ser recuperada. A detecção num dispositivo apontador é auxiliado acessoriamente por um campo magnético fraco que se projeta aproximadamente uma polegada da superfície do tablete. É importante observar que, diferentemente do Tablete RAND, os tabletes modernos não necessitam de componentes eletrônicos no stylus e qualquer ferramenta que forneça uma "ponta" precisa pode ser usada sobre a superfície do tablete.

Os tabletes gráficos produzidos pela Wacom fazem uso principalmente da tecnologia de indução eletromagnética, onde o próprio tablete funciona como uma bobina transmissora e receptora. O tablete gera um sinal, o qual é recebido por um circuito na caneta. Mudando a pressão no stylus ou pressionando um comutador, muda a capacitância, a qual então se reflete no sinal gerado pela caneta. Alguns ajustes modernos também fornecem informação de pressão, mas os componentes eletrônicos para esta informação estão presentes no miolo do stylus, não no tablete.

Tabletes gráficos estão disponíveis em várias faixas de tamanho e preço; os de tamanho A6 são relativamente baratos enquanto os modelos A3 são os mais caros. Os tabletes modernos geralmente se conectam ao computador através de uma interface USB.

Usos[editar | editar código-fonte]

Uso geral[editar | editar código-fonte]

Tabletes gráficos, por causa de sua interface baseada em caneta e (em alguns casos) habilidade para detectar pressão, inclinação e outros atributos do stylus e sua interação com o tablete, são amplamente considerados por fornecer um método bastante natural de criar gráficos de computador, especialmente os bidimensionais. Com efeito, muitos pacotes gráficos (por exemplo, Inkscape, Photoshop e GIMP) são capazes de fazer uso da informação de pressão (e, em alguns casos, da inclinação da caneta) gerada por um tablete e assim modificar atributos tais como tamanho do pincel, opacidade e cor baseados nos dados recebidos do tablete gráfico.

No Extremo Oriente, tabletes gráficos ou tabletes à caneta como são conhecidos por lá, são largamente usados em conjunção com programas de edição de entrada para escrever em caracteres chineses, japoneses e coreanos. A tecnologia é popular e barata, e entre outras, companhias tais como a Twinbridge Software de Los Angeles, Califórnia, são capazes de fornecer um tablete gráfico completo, com manuais técnicos em inglês e suporte ao usuário, por cerca de US$ 100.

Tabletes são também muito populares para desenhos técnicos e CAD, visto que se pode colocar uma folha de papel sobre os mesmos sem interferir no seu funcionamento. Muitos dos mais bem sucedidos artistas que desenham para a Internet usam tabletes para colorir diretamente no computador.

Finalmente, tabletes estão ganhando popularidade como substitutos do mouse no papel de dispositivo apontador. Os defensores do seu uso citam o alívio da LER e uma grande intuitividade como seus principais atrativos.

Exemplos[editar | editar código-fonte]

Em sistemas avançados de gráficos de computador, o tablete gráfico tem sido o dispositivo de entrada favorito. Alguns exemplos são:

  • Sistema de imagem Crosfield
  • Quantel Paintbox

Dispositivos similares[editar | editar código-fonte]

Dispositivos similares aos tabletes gráficos, tais como sistemas baseados em canetas ópticas, têm sido usados para controlar outros dispositivos, como o computador musical Fairlight CMI.

Monitores touch screen são operados de modo semelhante, mas geralmente ou usam retículas ópticas ou um filme sensível à pressão, e por isso não precisam de um dispositivo apontador específico.

O desenvolvimento do Tablet PC é outro exemplo da integração de tablete gráfico e tela.

Fabricantes[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]