Taifa de Carmona

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Os reinos de taifas em 1031
Reis taifas de Carmona

Dinastia zenata (1013-1067)

A taifa de Carmona foi um pequeno reino muçulmano que surgiu em 1013 no Al-Andalus com desintegração que, desde 1008, vinha sofrendo o Califado de Córdova. Finalmente a taifa de Carmona desapareceu em 1067 quando foi anexada pela Taifa de Sevilha.

A família berbere dos Banu Birzal, pertencente à dinastia dos Zenatas, encabeçada por Abd-Allah ben Ishaq fica com o poder das coras de Carmona e Écija e, após expulsar os governadores omíadas que as regiam, proclama a sua independência e cria o reino taifa de Carmona em 1013, com capital na atual cidade de Carmona.

Desde a sua independência política, a taifa de Carmona viveu sempre sob a sombra e ameaça da taifa de Sevilha, provocando quer períodos de confronto quer de coligação e ajuda. Assim em 1027, apoiando os hamúdidas, Muhammad ben Abd-Allah atacou o rei sevilhano Abu al-Qasim e apenas três anos mais tarde, em 1030, passaria a apoiá-lo no seu confronto com a taifa de Badajoz.

Os câmbios de postura frente à taifa de Sevilha voltam a ocorrer sob o reinado de Muhammad pois em 1035 ao ser este expulso pelo rei hammudita de Taifa de Málaga, conseguiria recuperar o trono graças à ajuda de Abu al-Qasim ao qual derrotará em 1039 com a colaboração de Granada e Almeria.

Sob o reinado de Ishaq ben Muhammad continuaram os confrontos com Sevilha, que já se encontrava governada por Al-Mutadid, ao acudir o rei de Carmona em ajuda da taifa de Badajoz.

Sob o reinado de Al-Aziz ben Ishaq, em 1067, a taifa de Carmona foi anexada pela taifa de Sevilha, embora Al-Aziz tentasse chegar a um acordo com o rei da taifa de Toledo, Al-Mamun, oferecendo-a em troca do governo de um castelo nos territórios toledanos.[1]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • MENÉNDEZ PIDAL, Historia de España (1999). Tomo VIII-I: Los Reinos de Taifas

Referências

  1. Menéndez Pidal, 1999, pp. 50-51