Take the Money and Run

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Take the Money and Run
O Inimigo Público (PT)
Um Assaltante Bem Trapalhão (BR)
 Estados Unidos
1969 • cor • 85 min 
Direção Woody Allen
Elenco Woody Allen
Janet Margolin
Louise Lasser
Marcel Hillaire
Jackson Beck
Género comédia
pseudodocumentário
Idioma inglês
Página no IMDb (em inglês)

Take the Money and Run (no Brasil, Um Assaltante Bem Trapalhão; em Portugal, Inimigo Público) é um filme estadunidense de 1969, uma comédia dirigida e estrelada por Woody Allen, com as atrizes Janet Margolin e Louise Lasser. Escrito pelo próprio Allen e Mickey Rose, o filme documenta a vida de Virgil Starkwell, um assaltante de bancos incompetente. Filmado em San Francisco e a na Prisão Estatal de San Quentin, o filme recebeu indicações do prêmio Golden Laurel nas categorias de melhor performance masculina de comédia (Woody Allen) e novo rosto masculino (Woody Allen), e uma indicação para o prêmio do Writers Guild of America na categoria de melhor comédia escrita diretamente para o cinema (Woody Allen, Mickey Rose).

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Starkwell entra para a vida do crime ainda jovem. A "trama" aborda sua trajetória criminal, sua primeira prisão e subsequente fuga, o nascimento e crescimento de sua família, bem como sua posterior captura pelo FBI.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Produção[editar | editar código-fonte]

Foi o segundo filme dirigido por Woody Allen, que queria originalmente que Jerry Lewis o dirigisse. Sua decisão de dirigir o filme ele próprio foi parcialmente causada pelas filmagens caóticas e descontroladas de Casino Royale (1967), no qual ele havia atuado dois anos antes. Take the Money and Run marcou a primeira vez que Allen executou simultaneamente as três funções de roteirista, diretor e ator, num mesmo filme. Seu estilo frenético, quase pastelão, é semelhante ao dos seus filmes seguintes, como Bananas, de 1971, e Sleeper (br: O Dorminhoco), de 1973.

Allen discutiu o conceito de filmar uma sátira de documentário durante uma entrevista com Richard Schickel:

Take the Money and Run foi um pseudo-documentário arcaico. A ideia de fazer um documentário, que eu aperfeiçoei finalmente quando a utilizei em Zelig, estava comigo desde o dia em que comecei a fazer filmes. Achava que aquele era um veículo ideal para se fazer comédia, porque o formato do documentário é muito sério, então você está de cara trabalhando numa área em que qualquer coisa que você fizer perturba a seriedade, e se torna engraçado. E você pode contar a sua história, de risada em risada em risada... O objetivo do filme era que cada centímetro dele fosse uma risada.[1]


O filme foi filmado em locações da cidade de San Francisco, na Califórnia. Uma das cenas se passa no restaurante Ernie's, cujo célebre interior vermelho foi imortalizado no filme Vertigo, de Alfred Hitchcock. Também foi filmado na Prisão Estatal de San Quentin.[2] Cem detentos da prisão receberam um pequeno salário para trabalhar no filme; o elenco e os funcionários envolvidos com a produção do filme eram carimbados diariamente com uma tinta especial, que brilhava sob luzes ultravioleta, para que os guardassem pudessem checar quem tinha a permissão de deixar a prisão no fim do dia. Micil Murphy, um dos atores do filme, iniciou sua carreira como ator após receber liberdade condicional da prisão de San Quentin, três anos antes, em 1966, onde havia cumprido cinco anos e meio por assalto a mão armada.

Allen filmou inicialmente um final anticlimático, no qual ele era morto a tiros, graças aos efeitos especiais de A. D. Flowers. O final mais leve que acabou indo para a versão final supostamente teria sido gravado por influência do editor de Allen, Ralph Rosenblum, em seu primeiro trabalho com o diretor.

Recepção[editar | editar código-fonte]

Resposta da crítica[editar | editar código-fonte]

O filme recebeu críticas positivas, em sua maior parte. Vincent Canby, do New York Times, descreveu-o como "um filme que é, para todos os efeitos, um longa-metragem em dois rolos de comédia muito especial, excêntrico e engraçado", ainda que à medida que seu final chega "instaura-se uma certa monotonia" no ritmo da comédia de Allen.[3] Roger Ebert, do Chicago Sun-Times, escreveu que o filme tinha muitos momentos divertidos, porém "em última análise não é um filme muito engraçado", e a culpa seria da sua edição e do seu humor visual.[4]

No site agregador de críticas Rotten Tomatoes, o filme tem uma avaliação positiva de 93%, a partir das principais 14 críticas, com apenas uma negativa (de Roger Ebert). O filme tem uma avaliação positiva de 73% do público, com base em 10.893 avaliações.[5]

Referências

  1. Schickel, Richard. Woody Allen: A Life in Film. Nova York: Ivan R. Dee, 2003. p. 92. ISBN 978-1566635288.
  2. Allen, Woody e Björkman, Stig. Woody Allen on Woody Allen. [S.l.]: Grove Press, 2005. p. 25. ISBN 978-0802115560.
  3. Canby, Vincent (19 de agosto de 1969). Take the Money and Run The New York Times. Visitado em 11-5-2012.
  4. Ebert, Roger (6 de outubro de 1969). Take the Money and Run Chicago Sun-Times. Visitado em 11-5-2012.
  5. Take the Money and Run Rotten Tomatoes. Visitado em 11-5-2012.