Cyclopes didactylus

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Como ler uma caixa taxonómicaTamanduaí[1]
Two-toed anteater balanced on a stick.jpg

Estado de conservação
Status iucn3.1 LC pt.svg
Pouco preocupante (IUCN 3.1) [2]
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Infraclasse: Placentalia
Superordem: Xenarthra
Ordem: Pilosa
Subordem: Vermilingua
Família: Cyclopedidae
Pocock, 1924
Género: Cyclopes
Gray, 1821
Espécie: C. didactylus
Nome binomial
Cyclopes didactylus
(Linnaeus, 1758)
Distribuição geográfica
Pygmy Anteater area.png
Subespécies
  • C. d. didactylus Linnaeus, 1758
  • C. d. catellus Thomas, 1928
  • C. d. dorsalis Gray, 1865
  • C. d. eva Thomas, 1902
  • C. d. ida Thomas, 1900
  • C. d. melini Lönnberg, 1928
  • C. d. mexicanus Hollister, 1914
Sinónimos
  • dydactyla Brongniart, 1792
  • jurnanus Cabrera, 1958

O tamanduaí, tamanduá-anão ou tamanduá-seda (nome científico: Cyclopes didactylus) é um pequeno tamanduá arborícola encontrado do sul do México ao norte do Brasil e na ilha de Trinidad e Tobago. É uma das várias espécies de tamanduás sul-americanos. Esta espécie é difícil de ser vista. Não muito maior que um esquilo. Passa os dias dormindo, enroscado no alto das árvores. Só sai do lugar durante a noite, e mesmo assim não vai muito longe. Nunca desce ao chão. Possui pelagem amarelada, macia e sedosa, que lhe rendeu o nome popular de tamanduá-seda. Cauda preênsil de cerca de 25 centímetros de comprimento, funciona como um quinto membro. As mãos têm dois dedos, quatro dedos nas patas anteriores, com duas garras longas e curvas, olhos e orelhas pequenos. É o menor dos tamanduás, medindo cerca de 50 centímeros no total, pesando cerca de 450 gramas. Por ser um insetívoro altamente especializado (alimenta-se predominantemente de insetos em diferentes estágios), sua manutenção em cativeiro se torna muito difícil. Devido à sua vida reclusa, pouco se conhece dos hábitos deste animal, tanto que há pouquíssimas fotografias dele na natureza. Além disso, o que dificulta ainda mais os estudos, é o fato de nenhum zoológico do mundo ter um tamanduaí em sua coleção.

O pouco que se sabe deve-se a algumas observações em seu habitat, as florestas tropicais. Ele vive basicamente sozinho, com exceção da época do acasalamento e no período em que o filhote único depende de cuidados especiais. No começo, é alimentado com leite da mãe e depois com uma papa de insetos regurgitada pelos pais.

Apesar dessa aparente fragilidade, ele sabe se defender muito bem dos predadores naturais, utilizando suas garras fortes e recurvadas. No entanto, o tamanduaí tem um inimigo contra o qual não consegue lutar: o homem. Devido aos constantes desmatamentos na Floresta Amazônica, ele está perdendo rapidamente o seu habitat, não conseguindo, também, se deslocar para outras regiões, uma vez que se movimenta muito lentamente.

Referências

  1. Gardner, A.L.. Order Pilosa. In: Wilson, D.E.;Reeder, D.M. (eds.). Mammal Species of the World. 3 ed. Baltimore: Johns Hopkins University Press, 2005. 100–103 p. p. 102. ISBN 978-0-8018-8221-0 OCLC 62265494
  2. Miranda, F. & Meritt, D. A. Jr. (2011). Cyclopes didactylus (em Inglês). IUCN 2012. Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN de 2012 Versão 2. Página visitada em 06 de fevereiro de 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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