Tamanqueiro

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 Variedade de tamanqueiro

Variedade de tamanqueiro
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Malpighiales (APG)
Família: Euphorbiaceae
Género: Alchornea
Espécie: A. glandulosa
Nome binomial
Alchornea glandulosa
Endl. & Poeppig
Sinónimos
Alchornea glandulosa var. genuina Müll.Arg.

O tamanqueiro, tapiá ou amor seco (Alchornea glandulosa) é uma espécie de árvore da família das euforbiáceas, nativa da América do Sul, presente, por exemplo, na porção sul do Brasil desde Minas Gerais até o Rio Grande do Sul.

Esta árvore retorcida cresce preferencialmente em mata ciliar, onde uma espécie pioneira tem crescimento comum até uma altura de 10 a 20 metros. É essencialmente perenifólia, embora no meses de verão haja uma mudança mais acentuada de folhas e os ramos fiquem desnudados até certo ponto.[1]

O fruto tem cerca de 8,7 milímetros de comprimento por 5,9 milímetros de largura em média, e contém uma semente redonda medindo cerca de 4,45 milímetros de diâmetro (raramente uma segunda semente se desenvolve). Ele sobressai de um aril na ponta da fruta, quando madura, o tegumento fica vermelho e as frutas se assemelham um pouco a um teixo com uma semente maior e mais proeminente. As frutas amadurecem nos meses de verão, aproximadamente entre setembro/outubro e dezembro/janeiro no sul do Brasil, e como as árvores carregam menos as folhas naquela época do que o contrário, os frutos vermelhos brilhantes são facilmente identificáveis.[2]

A espécie tem duas sub-espécies:

  • Alchornea glandulosa subsp. glandulosa
  • Alchornea glandulosa subsp. iricurana (Casar.) Secco

Ocorrência[editar | editar código-fonte]

Américas Central e do Sul.

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • Catalogue of Life: 2008 annual Checklist

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Conegero, Leila de Souza; Ide Massae, Regina; Nazari, Anelise Samara; Sarragiotto, Maria Helena; Dias Filho, Benedito Prado; Nakamura,Celso Vataru ; de Carvalho, João Ernesto & Foglio, Mary Ann (2003): Constituintes químicos de Alchornea glandulosa (Euphorbiaceae). Quím. Nova 26(6): 825-827 PDF completo
  2. Pascotto, Márcia Cristina (2006): Avifauna dispersora de sementes de Alchornea glandulosa (Euphorbiaceae) em uma área de mata ciliar no estado de São Paulo [Seed dispersal of Alchornea glandulosa (Euphorbiaceae) by birds in a gallery forest in São Paulo, southeastern Brazil.]. Revista Brasileira de Ornitologia 14(3): 291-296 PDF completo
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