Tamarana

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Município de Tamarana
"Antiga São Roque"
Salto Apucaraninha.JPG

Bandeira desconhecida
Brasão de Tamarana
Bandeira desconhecida Brasão
Hino
Aniversário 13 de dezembro
Fundação 1995 (17 anos)
Gentílico tamaranense
Prefeito(a) Paulino de Souza (PMDB)
(2009–2012)
Localização
Localização de Tamarana
Localização de Tamarana no Paraná
Tamarana está localizado em: Brasil
Tamarana
Localização de Tamarana no Brasil
23° 43' 22" S 51° 05' 49" O23° 43' 22" S 51° 05' 49" O
Unidade federativa  Paraná
Mesorregião Norte Central Paranaense IBGE/2008[1]
Microrregião Londrina IBGE/2008[1]
Região metropolitana Londrina
Municípios limítrofes Londrina, São Jerônimo da Serra, Ortigueira, Mauá da Serra e Marilândia do Sul
Distância até a capital 329 km
Características geográficas
Área 472,155 km² [2]
População 12 647 hab. Censo IBGE/2012[3]
Densidade 26,79 hab./km²
Altitude 753 m
Clima subtropical Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,683 médio PNUD/2000[4]
PIB R$ 147 157,472 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 12 030,53 IBGE/2008[5]
Página oficial

Tamarana é um município brasileiro do estado do Paraná. Integra a Região Metropolitana de Londrina.

História[editar | editar código-fonte]

Tamarana é região dos índios Kaigangues que até hoje habitam suas terras na Reserva Indígena de Apucaraninha. A palavra "tamarana" é um substantivo feminino de origem tupi, sinônimo de "cuidaru", que se trata de uma arma, em forma de clava, com cerca de um metro de comprimento ( dicionário Antonio Houaiss, 2007). Sua origem remonta à lenda de uma princesa indígena guerreira que usava como arma uma clava feita de madeira.

A colonização da região do médio Tibagi é fruto do loteamento da Fazenda Três Bocas do engenheiro Joaquim Vicente de Castro, que atraiu safristas vindos do Sul de São Paulo e do Norte Pioneiro do Paraná.

O início do povoado marca de 1915 quando o pioneiro Olímpio Moraes ali se estabeleceu e possibilitou a instalação posterior de safristas, iniciando a criação de porcos na região. A cidade nasceu como Patrimônio de São Roque em 1919, antes do advento do Café no Norte do Paraná, e contou com a participação de emigrantes do sul de São Paulo (famílias Araújo, Marcondes, Vieira, Pinto, Carvalho, Tomé, Aleixo, Barbosa, Maciel e Teixeira) que vieram para dedicar-se à pecuária e à cana-de-açúcar, e mais tarde recebeu um influxo de imigrantes japoneses e britânicos. Ainda é visível a toponímia com nomes de família e marcos da época da colonização: Bairro dos Moraes, Bairro dos Moreiras, Bairro dos Fabrícios, Bairro dos Ingleses, Bairro dos Pintos (km 103), Igrejinha do Rio Preto.

O vilarejo de São Roque em 20 de março de 1930 através do Decreto lei n.º 2.713 passou a a ser Distrito Judiciário de São Roque que pertencia ao município de Tibagi. No dia 6 de janeiro de 1939, através de Decreto Governamental, o Distrito Judiciário de São Roque foi desmembrado de Tibagi anexado ao recém-criado município de Londrina.

Na década de 1930 o povoado viu um crescimento com a chegada do café, tornando-se um micro-polo, mas rapidamente substituída por Londrina, que possuía estrada de ferro. Nos meados da década de 1960 a região entrou em uma decadência econômica ocasionada pelas geadas e queimadas. Muitos de seus habitantes migraram para o oeste paranaense, Londrina, Curitiba e Centro-Oeste. A crise acarretou no fim da monocultura do café e do regime de pequenas propriedades familiares. Hoje o regime fundiário que predomina são grandes e médias propriedades.

Criado através da Lei Estadual nº 11.224 de 13 de dezembro de 1995 foi desmembrado de Londrina, com o forte apelo dos moradores.

O Hino[editar | editar código-fonte]

O hino de Tamarana vangloria a cidade, sua história, seu povo e seus feitos. Em sua composição, há elementos literários e gramaticais ricos, que formam o enredo que se remete à cidade de Tamarana. Em cinquenta versos, tem-se o Nome, os Pioneiros, o Início, o Firmamento e a Apoteose.

A exegese do hino[editar | editar código-fonte]

ver exegese

O poema foi elaborado tomando-se por molde os monumentos poéticos, literários e artísticos mais notáveis da história e da cultura ocidental. Com sua estrutura inspirada nas grandes obras, nas quais é utilizada a excelência dos versos, a métrica e a técnica apurada, tais como Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões, o que se uniu ao estilo épico encontrado, também, no próprio Hino Nacional Brasileiro.

Elementos[editar | editar código-fonte]

O nome: a 1ª estrofe referencia o nome de Tamarana. A cidade de Tamarana foi batizada originalmente com o nome de São Roque, que é o nome de um santo da igreja católica, sendo substituído posteriormente por “tamarana”, que se trata de um substantivo feminino de origem tupi, sinônimo de cuidaru: uma espécie de arma, em forma de clava, com cerca de um metro de comprimento, utilizada entre os índios paranaenses. Ela é complementada pela 2ª.


Os pioneiros: a 3ª e 4ª estrofes referenciam os pioneiros que se fixaram na cidade e nela constituíram suas famílias, além de seus descendentes que deles herdaram suas qualidades e que contribuíram para o mundo, na cidade ou mesmo fora dela.


O início: a 5ª e 6ª estrofes referenciam o início da cidade e são inspiradas na Criação, contida no livro de Gênesis (2, 1-3), na qual Deus com toda sua magnificência teve o privilégio de descansar no sétimo dia.


O firmamento: a 7ª e 8ª estrofes referenciam o firmamento de Tamarana que veio com sua autonomia, o que se refere à sua emancipação política, e o rápido progresso advindo dela.


A apoteose: a 9ª estrofe referencia a bandeira de Tamarana e suas treze estrelas sobre o fundo bicolor (12 de um lado, mais 1 de outro, acima da data de 1995, com referência a 13 de dezembro de 1995). Seu desfecho foi inspirado na 3ª estrofe, do Canto I, de Os Lusíadas; e é complementada pela 10ª e 11ª estrofes.

Classificação[editar | editar código-fonte]

Quanto ao estilo:

Épico; Romântico.


Quanto à forma:

Versos isométricos.


Quanto às combinações:

Sextilhas: rimas emparelhadas (AABCCB).

Quartetos: rimas interpoladas (ABBA).

Tercetos: rimas interpoladas (ABA); mas alternadas no seu conjunto (ABA-BAB).


Quanto à métrica:

Ver métrica

Sextilhas: dodecassílabos ou alexandrinos.

Quartetos: octassílabos.

Tercetos: octassílabos.


Quanto à posição do acento tônico:

Sextilhas: tônica posicionada na 4ª, 8ª e 12ª sílaba poética (sáficos).

Quartetos: tônica posicionada na 4ª e na 8ª sílaba poética (sáficos).

Tercetos: tônica posicionada na 4ª e na 8ª sílaba poética (sáficos).

Geografia[editar | editar código-fonte]

Possui uma área de 472,153 km² representando 0,2369% do estado, 0,0838% da região e 0,0056% de todo o território brasileiro. Localiza-se a uma latitude 23°12'22" sul e a uma longitude 51°45'49" oeste, estando a uma altitude de 753 metros. Sua população estimada em 2012 é de 12647 habitantes.[carece de fontes?]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Dados do Censo - 2000

População Total: 12.232

  • Urbana: 5.001
  • Rural: 4.712
  • Homens: 5.001
  • Mulheres: 4.712

Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M): 0,683

  • IDH-Renda: 0,621
  • IDH-Longevidade: 0,693
  • IDH-Educação: 0,737

Administração[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2012. Censo Populacional 2012. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2012). Página visitada em 08 de janeiro de 2013.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2006-2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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