Taourirt
Nota: Não confundir com a casbá (castelo) homónima de Ouarzazate ou com a aldeia do oásis de Aït Antar, na comuna de Akka, na província de Tata
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— Município —
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| Localização de Taourirt em Marrocos | ||||
| Região | Oriental | |||
| Província | Taourirt | |||
| Altitude | 400 m (1 312 pés) | |||
| População (2004)1 2 | ||||
| - Total | 79 664 | |||
| - Estimativa (2012) | 101 681 | |||
| Zoco semanal | domingo | |||
| Sítio | www.taourirt.info | |||
Taourirt ou Tawrirt (pronúncia: táurirte; em árabe: تاوريرت; em tifinagh: ⵜⴰⵡⵔⵉⵔⵜ) é uma cidade do nordeste de Marrocos, capital da província homónima, que faz parte da região Oriental. Em 2004 tinha 79 664 habitantes1 e estimava-se que em 2012 tivesse 101 681 habitantes.2
Situa-se 50 km a leste de Guercif, 160 km a leste de Taza, 230 km a leste de Fez, 140 km a sul de Melilla e 125 km a oeste de Oujda (distâncias por estrada). Hoje, como no passado, é o cruzamento de duas das mais importantes vias de transporte do nordeste de Marrocos: a que liga Melilla e Nador na costa mediterrânica com o sul, e a que liga Fez com o extremo leste e a Argélia.
Embora seja um cidade com importância e dimensão apreciável, tem poucos atrações turísticas para além do grande zoco (mercado semanal) de domingo. Nos arredores, as principais atrações turísticas são as cascatas de Zâa, situadas cerca de 15&nsp;km a noroeste da cidade, as gargantas do Zâa, a aproximadamente a mesma distância, mas a sudeste,3 , as ruínas da casbá construída pelos Merínidas no século XIV, 3 km a oeste, e a nascente termal de Gouttitir, usada principalmente por reumáticos, 5 km a oeste.4 O clima é árido, com precipitações variáveis cuja média anual é de 280 mm.
História [editar]
Taourirt é herdeira da antiga cidade de Zá (ou Zâa), que chegou a ser uma das maiores cidades de Marrocos. A região ainda se chama Zá,[carece de fontes] bem como o rio que a atravessa, um afluente do Moulouya. Devido à sua posição estratégica e consequente importância comercial e militar, a região foi muito disputada, principalmente durante a época aúrea de Sijilmassa, chegando a mudar de mãos dez vezes em menos de cinquenta anos.4
Em 1298 foi conquistada pelos Merínidas,4 que lhe chamam Taourirt e a dotam de uma casbá, dos quais ainda há vestígios atualmente. No final do século XIII os Merínidas perdem a cidade, que se vê envolvida nas diversas guerras dinásticas dos séculos XIII e XIV. No reinado do sultão alauita Moulay Ismail (r. 1672-1727) passou a chamar-se Qasba Moulay Ismail e foi dotada de muralhas. A cidade tinha então um papel importante na defesa do reino cherifiano.
No século XIX, a casbá pertencia exclusivamente às tribos Kerarma e Ahlaf que a usavam como celeiro. Mais tarde, com a chegada dos franceses no incício do século XX, afluíram para Taourirt diversas tribos, como os Beni Bou Zeggou, Beni Bou Yhi, Mtalssa, Iqualaan e Beni Snassen. Em volta da cidade encontravam-se diversas outras tribos, como os Bni Fachat, Sijaa, Oulad Slimane, Oulad Amar, etc., que ali se sedentarizaram. Atualmente, embora todos falem árabe, são comuns diferentes variantes das línguas berberes.
A cidade desenvolveu-se no século XX, devido principalmente ao comércio de ovinos e à exploração das minas dos arredores de ferro, zinco, flúor e chumbo. Atualmente apresenta um crescimento demográfico apreciável. A economia baseia-se principalmente numa agricultura rentável à base da oliveira, e em indústrias de transformação. As remessas dos muitos emigrantes, sobretudo em Espanha, também tem um contributo importante para a economia local.
Notas e referências [editar]
- Este artigo foi inicialmente traduzido do artigo da Wikipédia em francês, cujo título é «Taourirt», especificamente desta versão.
- ↑ a b Recensement général de la population et de l'habitat 2004 (em francês). www.hcp.ma. Royaume du Maroc - Haut-Comissariat au Plan. Página visitada em 6 de março de 2012.
- ↑ a b Maroc: Les villes les plus grandes avec des statistiques de la population (em francês). gazetteer.de. World Gazeteer. Página visitada em 6 de março de 2012.
- ↑ Ellingham, Mark; McVeigh, Shaun; Jacobs, Daniel; Brown, Hamish. The Rough Guide to Morocco (em inglês). 7ª ed. Nova Iorque, Londres, Deli: Rough Guide, Penguin Books, 2004. 824 p. p. 181. ISBN 9-781843-533139
- ↑ a b c Le Guide Vert - Maroc (em francês). Paris: Michelin, 2003. 460 p. p. 413. ISBN 978-2-06-100708-2