Taperoá (Paraíba)

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Município de Taperoá
"A princesa do Cariri"
Bandeira de Taperoá
Brasão de Taperoá
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 06 de outubro
Fundação 06 de Outubro de 1886
Gentílico taperoaense[1]
Prefeito(a) Presidente da Câmara Municipal provisório
(2013–2016)
Localização
Localização de Taperoá
Localização de Taperoá na Paraíba
Taperoá está localizado em: Brasil
Taperoá
Localização de Taperoá no Brasil
07° 12' 23" S 36° 49' 25" O07° 12' 23" S 36° 49' 25" O
Unidade federativa  Paraíba
Mesorregião Borborema IBGE/2008 [2]
Microrregião Cariri Ocidental IBGE/2008 [2]
Municípios limítrofes norte Salgadinho, Passagem e Assunção; leste Juazeirinho e Gurjão; oeste Desterro, Passagem, Teixeira; sul Livramento , São José dos Cordeiros.
Distância até a capital 216 km
Características geográficas
Área 639,959 km² [3]
População 14 938 hab. IBGE/2010[4]
Densidade 23,34 hab./km²
Altitude 532 m
Clima Semi-árido, com máximas de 32°C e mínimas de 17°C
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,575 baixo PNUD/2000 [5]
PIB R$ 50 220,948 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 3 320,61 IBGE/2008[6]
Página oficial

Taperoá (7º 12” 23” Sul - 36º 49” 25” Oeste), município no Estado da Paraíba (Brasil) , localizado na microrregião do Cariri Ocidental. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano de 2006 sua população era estimada em 13 421 habitantes. Área territorial de 640 km².

Taperoá é famosa por nela transcorrer toda a história da peça Auto da Compadecida, do escritor paraibano Ariano Suassuna. No ano de 2007, Taperoá viveu bons momentos com as gravações da microssérie A Pedra do Reino, escrita também por Ariano Suassuna. Na época, foi montada um cidade cenográfica onde foi gravada a história, com a participação de artistas locais e da própria Rede Globo. Durante o período de gravações a cidade foi muito vista por parte da imprensa.

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005.[7] Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca. Está localizado quase no centro geodésico do estado oriental, e recebe o nome do principal afluente do rio São Domingos que desagua numa reentrância marinha de mesmo nome falsamente confundida com uma foz fluvial (muito procurada por franceses e ingleses no passado em busca de madeira de brazza - no céltico - ou vermelha). Só depois os tupinicistas retiraram o nome indo-europeu do rio por um patrioteirismo pseudo-nativista bacoco e falso, já que os nativos provavelmente não chamavam o rio de ruim a navegação, pois suas canoas passavam facilmente ali no seu estreito mais alto e portanto ele só era ruim as caravelas portuguesas de modo anacrônico e pseudo-reconstrucionista.

História[editar | editar código-fonte]

Os primeiros habitantes civilizados das terras do atual Município de Taperoá foram o licenciado Francisco Tavares de Melo, capitão Gonçalo Pais Chaves e o ajudante Cosme Pinto, os quais, por concessão do capitão mor Francisco de Abreu Pereira, receberam da Coroa, em 1703, as datas na encosta da serra da Borborema, duma extensão de doze léguas à margem do rio Unebatucu (hoje Taperoá). Aí se fixaram aqueles três chefes de família, fundando algumas fazendas de gado e desenvolvendo ligeira cultura do solo.

Os principais núcleos de vida e de desenvolvimento daquelas terras se denominaram Serrote, Bonito, Salgado, Carnaúba e Cosme Pinto. Aqui a origem mais remota do Município de Taperoá.

Na área da cidade atual, segundo alguns historiadores, foi travada, em 1824, uma grande batalha entre os republicanos da Confederação do Equador, que tentavam uma retirada para o Ceará, e as forças legalistas. Estas últimas foram as vitoriosas. Deste fato resultou o nome de Batalhão para a localidade, em memória da grande batalha (batalhão) que ali se havia travado.

Há, porém, quem queira relacionar o primitivo nome de Batalhão aos choques armados com os remanescentes índios cariris e os primeiros civilizados que penetraram na região e lá se estabeleceram.

Em qualquer das hipóteses, a primitiva denominação de Batalhão lembra uma grande peleja.

Focalizando melhor os primórdios da sede do Município e a sua evolução, vemos em 1830,aproximadamente, Manuel de Farias Castro, descendente dos Farias Castro de São João do Cariri, fundar uma fazenda na área da atual cidade de Taperoá. Aí passou a residir e constituiu família. Seus filhos e genros. que foram numerosos, passaram a habitar,a povoar e a explorar os sítios denominados Campos do Coxo, Várzea do Sales e Alto Batalhãozinho. A estes, veio logo se juntar o português Costa Vilar que, com seus descendentes e agregados, muito contribuiu para o desenvolvimento da vida local.

Em 1860, teve origem a ideia da construção de uma capela em torno da qual se concentrassem núcleos populacionais a fim de criarem condições para a criação dos futuros distrito e Município. Essa construção, porém, só foi iniciada em 1865, depois de resolvida a divergência entre Manuel de Farias Castro, Silvério de Farias Castro e seu cunhado Sales, sobre o local exato em que se deveria erguer a capela. Começaram as obras sob a orientação espiritual do missionário Hermenegildo Herculano Vieira da Costa (frei Herculano). Os trabalhos correram lentamente e só foram concluídos em 1874, já sob a direção eclesiástica do padre José Antônio Maria Ibiapina.

A ação religiosa desenvolvida com base na nova capela atraiu novos e numerosos moradores para suas cercanias, influindo sensivelmente no rápido crescimento do povoado, que. em 1880, já contava com mais de 50 casas residenciais.

Em 1872, a 20 de julho, foi fundada sua primeira escola pública.[8]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Fonte: IBGE

Referências

  1. Editores do VOLP (2009). Busca no vocabulário ortográfico Academia Brasileira de Letras. Visitado em 01/05/2013.
  2. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  3. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  4. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  5. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  6. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
  7. Ministério da Integração Nacional, 2005. Nova delimitação do semiárido brasileiro.
  8. http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/dtbs/paraiba/taperoa.pdf

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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