Taquara

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Taquara

Taquara
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Subclasse: Commelinidae
Ordem: Poales
Família: Poaceae
Subfamília: Bambusoideae
Tribo: Bambuseae
Gêneros e espécies
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Taquara é a denominação comum a várias espécies de gramíneas nativas da América do Sul, a maioria com caules ocos e segmentados em gomos, em cujas intersecções se prendem as folhas.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Taquara" é um vocábulo originário do termo tupi ta'kwar[1] .

Descrição[editar | editar código-fonte]

A taquara era conhecida e usada desde tempos imemoriais pelos povos nativos da América do Sul, que lhe davam as mais diversas utilidades, desde o uso de seus colmos ocos como pequenos recipientes, como canudos para diversas finalidades (inclusive na zarabatana), como vigas e travessas leves para a construção de suas habitações, como cercas ou paliçadas leves para a contenção de aves ou outros pequenos animais e principalmente, com suas lascas, para feitio de cestas das mais diversas formas e para as mais diversas utilidades, como alqueires e balaios. É usada para a fabricação de pífanos — instrumento musical do Nordeste brasileiro de origem indígena e europeia, também conhecido como pife.

São relacionadas algumas espécies:

  • Bambusa taquara - de colmos arbóreos com 4 a 6 centímetros de diâmetro que chegam a 7 metros de altura, que ocorre principalmente no Rio Grande do Sul, no Brasil;
  • Bambusa vulgaris - utilizada nos programas de reflorestamento, principalmente na Região Nordeste do Brasil.
  • Gradua refracta - de colmos de 6 a 9 centímetros de diâmetro que chegam a 9 metros de altura que ocorre principalmente em Goiás, Brasil.
  • Nastus barbatus - (conhecido como Caratuva = (muitos espinhos)) de colmos sólidos, epinescente, que ocorre em São Paulo e Paraná, principalmente, ambos no Brasil.
  • Guadua weberbaueri " - Conhecido como taboca. Largamente espalhado pelo Brasil. Sempre foi usado pelos índios para fabricar instrumentos de sopro e pífanos. Até hoje, no interior brasileiro, fazem-se pífanos com esse bambu.
  • Merostachys speciosa - conhecido como taquara-poca.
  • Merostachys skvortzovii - conhecido como taquara-lixa.

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 649.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • Taquaras e Bambus
  • Terra da Gente
  • Luiz Fernando Andrade de Oliveira (2013), “Conhecendo bambus s suas potencialidades para uso na construção civil”, Monografia apresentada ao Curso de Especialização em Construção Civil da Escola de Engenharia UFMG, Disponível em [1]
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