Tatuapé

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Nota: Se procura o bairro de mesmo nome, consulte Tatuapé (bairro de São Paulo).

Distrito paulistano do
Tatuapé
Área km²
População 81.840 hab. (2001)
Densidade hab./km²
Renda média R$ 2.361,96
IDH 0,936 - elevado
Subprefeitura Mooca
Região Administrativa Sudeste
Área Geográfica 3 (norte) e 4 (sul)
Distrito do Tatuapé e arredores
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Distritos de São Paulo

O Tatuapé (em tupi-guarani: "caminho do tatu") é um distrito pertencente à subprefeitura da Mooca, no município de São Paulo. Está fisicamente dividido entre as áreas 3 (nordeste) e 4 (leste) do município, pela rua Melo Freire e pela ferrovia.

O distrito sedia o Sport Club Corinthians Paulista, um dos clubes mais populares do Brasil, com aproximadamente 25 milhões de torcedores, além de consideráveis pontos comerciais na cidade como os shoppings Metrô Tatuapé e Boulevard Tatuapé.

A área do distrito, originalmente, abrangia também os atuais distritos do Carrão, Aricanduva e Vila Formosa, que foram se emancipando gradualmente por decretos da prefeitura. Os atuais limites do distrito foram estabelecidos em 1990 pela prefeita Luíza Erundina. Isto fez que o distrito de Carrão perdesse a estação de metrô, já que com essa nova divisão, a estação supracitada ficou a poucos metros da divisa com o distrito de Carrão, em território do Tatuapé, de acordo com os mapas oficiais da Prefeitura de São Paulo.[1] Também fez com que o Jardim Anália Franco, considerado tradicionalmente parte do Tatuapé, fosse transferido para o distrito vizinho da Vila Formosa.[2]

Índice

[editar] Formação

Foi uma região brasileira pioneira na prática da viticultura, tendo sua primeira vinícola instalada por Brás Cubas em 1551.[3] Esta atividade foi a principal fonte de economia do bairro e atingiu seu apogeu em fins do século XIX com a instalação das vinícolas de famílias de imigrantes italianos como os Marengo e os Camardo[4], cujos membros hoje emprestam seus nomes a algumas ruas do bairro.

[editar] Desenvolvimento

O desenvolvimento do distrito aconteceu de maneira desigual. Dividido ao meio pela ferrovia, que hoje serve ao metrô e à CPTM, durante a primeira metade do século XX, o lado norte se tornou uma região altamente industrializada, sediando fábricas de empresas como o Grupo Vicunha, a Bosch do Brasil, a Itautec/Philco e a Souza Cruz, enquanto a parte sul era predominantemente rural, ocupada principalmente por fazendas e chácaras.

Nas duas últimas décadas do século XX, as antigas chácaras da parte sul do distrito começaram a ser loteadas para a construção de condomínios residenciais de médio e alto padrão, o que atraiu para o distrito famílias com maior poder aquisitivo, motivando o surgimento de estabelecimentos comerciais e de lazer destinados a atender o novo público da região, cada vez mais sofisticado. Enquanto isso, o norte do distrito se notorizou como uma região de comércio popular e estritamente residencial, de casario baixo, que sofreu com o esvaziamento industrial, deixando galpões abandonados que só começaram a ser desapropriados para o uso residencial em meados da década de 2000, especialmente nas proximidades do parque do Piqueri.

Atualmente, o bairro concentra uma grande população de idosos. Segundo o Atlas do Trabalho e Desenvolvimento da Cidade de São Paulo, em 2007, o bairro de Vila Azevedo, na região central do distrito, tem a expectativa de vida mais elevada do município de São Paulo (80 anos).

[editar] Distritos Limitrofes

[editar] Imagens

Edifícios comerciais na Rua Coelho Lisboa, uma das principais vias do distrito.
O Marco da Paz, na Praça Sílvio Romero
Típica vila operária do século XX
Nave Office Tower, ao centro, o edifício mais alto do Tatuapé

Referências

  1. Site Guia Mais
  2. [1]
  3. SOUZA, João Seabra Inglêz de. "Uvas para o Brasil", Ed. Melhoramentos, 1901
  4. ABARCA, Pedro. "Tatuapé Ontem e Hoje", ed. Rumo, São Paulo, 1997

[editar] Ligações externas


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