Taxonomia dos objetivos educacionais

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O Círculo de Bloom onde é mostrado a Taxonomia cognitiva do psicólogo estadounidense (em espanhol)

A taxonomia dos objetivos educacionais, também popularizada como taxonomia de Bloom, é uma estrutura de organização hierárquica de objetivos educacionais. Foi resultado do trabalho de uma comissão multidisplinar de especialistas de várias universidades dos Estados Unidos, liderada por Benjamin S. Bloom, na década de 1950. A classificação proposta por Bloom dividiu as possibilidades de aprendizagem em três grandes domínios:

- o cognitivo, abrangendo a aprendizagem intelectual;

- o afetivo, abrangendo os aspectos de sensibilização e gradação de valores;

- o psicomotor, abrangendo as habilidades de execução de tarefas que envolvem o organismo muscular.

Cada um destes domínios tem diversos níveis de profundidade de aprendizado. Por isso a classificação de Bloom é denominada hierarquia: cada nível é mais complexo e mais específico que o anterior. O terceiro domínio não foi terminado, e apenas o primeiro foi implementado em sua totalidade.

Domínio cognitivo[editar | editar código-fonte]

As habilidades no domínio cognitivo tratam de conhecimento, compreensão e o pensar sobre um problema ou fato.

  • Conhecimento: memorização de fatos específicos,de padrões de procedimento e de conceitos.
  • Compreensão: imprime significado, traduz, interpreta problemas, instruções, e os extrapola.
  • Aplicação: utiliza o aprendizado em novas situações.
  • Análise: de elementos, de relações e de princípios de organização
  • Síntese: estabelece padrões
  • Avaliação: julga com base em evidência interna ou em critérios externos

Domínio afetivo[editar | editar código-fonte]

Na hierarquia de Bloom, o domínio afetivo trata de reações de ordem afetiva e de empatia. É dividido em cinco níveis:

  • Recepção: Percepção, Disposição para receber e Atenção seletiva
  • Resposta: participação ativa, Disposição para responder e Satisfação em responder
  • Valorização: Aceitação, Preferência e Compromisso (com aquilo que valoriza)
  • Organização: Conceituação de valor e Organização de um sistema de valores
  • Internalização de valores: comportamento dirigido por grupo de valores, comportamento consistente, previsível e característico.

Domínio psicomotor[editar | editar código-fonte]

O domínio psicomotor, na hierarquia de Bloom, trata de habilidades relacionadas com manipular ferramentas ou objetos.

Bloom não criou itens para esse domínio; outros autores fizeram propostas. Um exemplo é [carece de fontes?]:

  • Percepção:
  • Resposta conduzida:
  • Automatismos:
  • Respostas complexas:
  • Adaptação:
  • Organização:

Revisões e críticas[editar | editar código-fonte]

Uma das questões sobre o trabalho de Bloom é a existência ou não de uma hierarquia estrita e sequencial.[1] .

A classificação foi mais tarde revisada por diversos cientistas, como Lorin W. Anderson e David R. Krathwohl, co-autor do trabalho original [2] . Essa nova classificação apresenta mudanças como colocar síntese em um nível mais elevado do que avaliação.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Lorin W. Anderson et Lauren A. Sosniak. Bloom's Taxonomy: A Forty-Year Retrospective : Ninety-Third Yearbook of the National Society for the Study of Education, University of Chicago Press, 1994. isbn 0226601641
  2. Lorin W. Anderson, David R. Krathwohl, Peter W. Airasian, Kathleen A. Cruikshank, Richard E. Mayer, Paul R. Pintrich, James Raths e Merlin C. Wittrock. A Taxonomy for Learning, Teaching, and Assessing — A Revision of Bloom's Taxonomy of Educational Objectives. Addison Wesley Longman, Inc. 2001. isbn 9780801319037
  • Benjamin S. Bloom et al.:Taxonomia dos objetivos educacionais, vols 1 e 2, Editora Globo.
  • Taxonomy of Educational Objectives: The Classification of Educational Goals; pp. 201-207; B. S. Bloom (Ed.) David McKay Company, Inc. 1956.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Segundo Bloom (1972), em soluções de problemas que exigem capacidades intelectuais, espera-se que o aluno organize ou reorganize um problema, reconheça o material necessário, evoque este material e o utilize na situação problemática. Tanto no caso de capacidade como no de habilidades, pretende-se que os problemas sejam novos e não familiares para o aluno.