Tecnocracia
Tecnocracia é uma forma hipotética de governo, no qual a Ciência seria a controladora de todas as decisões. Seriam, portanto os cientistas, engenheiros e demais profissionais tecnológicos (e não políticos, economistas e/ou gestores) os governantes, devido ao seu conhecimento e habilidades.[1] Assim, numa tecnocracia os decisores seriam escolhidos com base na qualidade académica ou não apresentada no seu campo de estudo/trabalho.
O termo tecnocracia era usado originalmente para designar a aplicação do método científico na resolução de problemas sociais, em contraste com as tradicionais aboradagens política, económica e filosófica.[2]. No entanto, a palavra tecnocracia tem sido usada popularmente para indicar qualquer tipo de administração feito por especialistas de qualquer campo (não apenas da ciência física) e em diversos contextos.[2][3]
As aptidões técnicas e de liderança seriam selecionadas através de processos burocráticos, acentes no desempenho e conhecimentos especializados, ao invés de uma eleição democrática. Alguns usos da palavra tecnocracia denotam a definição deste conceito como uma mera forma de meritocracia.
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[editar] História do termo
O termo tecnocracia deriva das palavras gregas tekhne, que significa aptidão, e kratos, que significa poder. William Henry Smith, um engenheiro californiano, é apontado como o inventor do termo tecnocracia, que o definia como "the rule of the people made effective through the agency of their servants, the scientists and engineers", embora a palvra já fosse usada várias vezes antes.[4][5][6][7]
[editar] Tecnocracia na crise das dívidas soberanas
Após a crise das dívidas soberanas, o termo tecnocrata foi novamente usado na imprensa europeia. Estes, tais como os primeiros-ministros de Itália (Mario Monti) e da Grécia (Lucas Papademos), foram vistos por uns como solucionadores de problemas que os políticos não conseguiram resolver e, por outros, como pessoas catapultadas para o topo da política, a fim de pôr em prática as ordens dos seus "patrões" na Alemanha e em França.[8]
[editar] A Tecnocracia no Brasil
A Tecnocracia teve seu uso durante o Regime militar do Brasil. sendo defendida por diversos setores da alta sociedade civil conservadora e militar brasileira.[9] Teve seu conceito adaptado para a atual realidade autoritária governamental, e caracterizava-se primariamente por um crescimento econômico baseada em sistemas repressivos de exclusão da classe trabalhadora de decisoes políticas.[9] Paralelamente ao endurecimento do regime, o governo militar punha em ação o plano tecnocrata de modernização da indústria nacional, baseada na racionalidade técnica.[9] A tecnocracia no Brasil foi marcada por intervenções técnicas-calculistas do Estado na politica econômica.
Alguns exemplos da aplicação da tecnocracia no regime militar[9]
- Cálculo entre arrocho salarial e o crescimento econõmico.
- Reformulação das pautas do ensino médio afim de uma maior efetividade, futuramente, na produção do trabalho
- Indexação dos preços de acordo com a inflação
- Política cambial supervalorizante do dólar
- Maquinização dos setores agrícolas
- Política de juros subsidiados
- Direcionamento da produção agrícola para o mercado externo
[editar] Ligações externas
- Predefinição:YouTube
- Marion King Hubbert, Howard Scott, Technocracy Inc., Technocracy Study Course, New York, 1st Edition, 1934; 5th Edition, 1940, 4th printing, July 1945.
Referências
- ↑ Ernst R. Berndt, (1982).“From Technocracy To Net Energy Analysis: Engineers, Economists And Recurring Energy Theories Of Value”, Studies in Energy and the American Economy, Discussion Paper No. 11, Massachusetts Institute of Technology, Revised September 1982 |língua=inglês
- ↑ a b Questioning of M. King Hubbert, Division of Supply and Resources, before the Board of Economic Warfare (PDF) (1943-04-14). Página visitada em 2008-05-04.p.35 (p.44 of PDF), p.35 |língua=inglês
- ↑ Who Is A Technocrat? - Wilton Ivie - (1953)
- ↑ History and Purpose of Technocracy by Howard Scott
- ↑ Who Is A Technocrat? - Wilton Ivie - (1953)
- ↑ Predefinição:YouTube
- ↑ Barry Jones (1995, fourth edition). Sleepers, Wake! Technology and the Future of Work, Oxford University Press, p. 214.
- ↑ Em defesa dos tecnocratas (em português). Página visitada em 19 de Janeiro de 2012.
- ↑ a b c d Amarilio Ferreira Jr.. Título não preenchido, favor adicionar.