Teiú

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Como ler uma caixa taxonómicaTupinambis
Tupinambis teguixim em zoológico de Colônia, na Alemanha

Tupinambis teguixim em zoológico de Colônia, na Alemanha
Estado de conservação
Status iucn3.1 LC pt.svg
Pouco preocupante
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Ordem: Squamata
Família: Teiidae
Subfamília: Tupinambinae
Género: Tupinambis

O gênero de répteis Tupinambis, da família Teiidae, é popularmente conhecido como teiú, lagartiu, teju, tegu, jacuraru, jacuaru, jacuruaru, jacruaru e caruaru.[1] Compreende os maiores lagartos do Novo Mundo (podem atingir até 2 metros de comprimento[2] ) e abrange sete espécies, todas nativas da América do Sul. São elas:

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Tupinambis é uma referência aos tupinambás, grupo indígena brasileiro. Como vários outros animais tropicais da América do Sul (como as sariemas), o nome científico deste lagarto deve-se à descrição pioneira da fauna e flora brasileiras por Piso & Marcgrave (Historia Naturalis Brasiliae, 1648), que fornecem os nomes das plantas e animais na língua dos índios Tupinambá, ocupantes da costa do país nos primeiros séculos da colonização portuguesa. Houve, no entanto, um engano na interpretação do texto latino, que dizia: TEIVGVACV [...] Tupinambis ("para os Tupinambás [o nome é] TEIVGVACU"). O verdadeiro nome do animal, e que deveria ser escolhido como nome científico, era, assim, "teîú-gûaçú", que significa "lagarto grande"; tupinambis, por sua vez, significa simplesmente "para os Tupinambá".[3]

"Jacuraru", "jacuruaru", "jacuaru", "jacruaru" e "caruaru" vieram do termo tupi yakurua'ru[1] .

Características[editar | editar código-fonte]

Tupinambis merianae em Nova Lima, em Minas Gerais, no Brasil

São heliófilos e de hábitos diurnos, predadores oportunistas e generalistas, podendo consumir vegetais, artrópodes, outros vertebrados e carniça. Todas as espécies do gênero possuem parte da distribuição no território brasileiro.

Dos Teiidae, é o lagarto mais comum em cativeiro, no Brasil. Atinge até 2 metros de comprimento. Possui cabeça comprida e pontiaguda, mandíbulas fortes providas de um grande número de pequenos dentes pontiagudos. Língua cor-de-rosa, comprida e bífida. Cauda longa e arredondada. Coloração geral negra, com manchas amareladas ou brancas sobre a cabeça e membros. Região gular (garganta) e face ventral brancas, adornadas de manchas negras. Os filhotes são esverdeados, coloração que vai desaparecendo de acordo com o desenvolvimento dos animais.

Devem ser mantidos em amplos terrários, dotados de pedras e troncos fortes, sendo o substrato formado por uma espessa camada de areia de rio, pré-lavada. A iluminação deve ser fornecida por lâmpadas fluorescentes, garantindo um bom período de luminosidade durante o dia. Devem ser mantidos sob temperaturas entre 28 e 32 graus centígrados, muito embora suportem consideráveis variações de temperatura. Umidade em torno de 40 por cento.

Onívoros, alimentam-se, em cativeiro, de gemas de ovos, carnes, camundongos, pintinhos, rãs, frutas doces etc. Podem ser animais agressivos, razão pela qual são importantes os cuidados no manejo para se evitarem mordidas. Ovíparos, põem, em média 30 ovos, os quais são incubados por um período de 90 dias.

Referências

  1. a b FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.980
  2. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 657
  3. Lista de discussão 'Etnolingüística'; 22/2/2012; http://lista.etnolinguistica.org/3167