Telófase

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

A telófase é a fase mitótica em que os cromossomos começam a se desespiralizar. A carioteca ou invólucro núclear reconstroi-se, os cromossomas reúnem-se nos polos do fuso, os microtúbulos cinetocorianos desaparecem e o nucléolo reaparece. Há a formação de duas células diploides (2n) e ocorre a citocinese. De seguida, as duas células entram em estado de interfase[1] .

Nessa fase, os cromossomos já situados nos pólos celulares, descondensam-se. A carioteca reorganiza-se em torno de cada conjunto cromossômico, o que determina formação de dois novos núcleos, um em cada pólo da célula. Os nucléolos também se reconstituem.

A telófase, portanto, abrange uma série de eventos opostos àqueles que ocorreram no início da divisão. No final da telófase, completa-se a cariocinese, isto é, a divisão nuclear com a consequente formação de dois novos núcleos. Após a cariocinese, inicia-se a citocinese, ou seja, a separação do citoplasma em duas regiões, o que acarreta a formação de duas novas células-filhas.

Nas células animais verifica-se uma citocinese centrípeta, uma vez que a membrana plasmática invagina-se, determinando uma divisão celular de "fora para dentro", por estrangulamento.

Nas células vegetais ocorre a citocinese centrífuga, de "dentro para fora". Nesse caso, o complexo de Golgi origina microvesículas que se depositam na região central do citoplasma e se organizam do centro para a periferia celular, formando uma placa denominada fragmoplasto. A fusão das vesículas do fragmoplasto determina a formação de uma membrana fina e elástica, constituída de pectatos de cálcio e magnésio, denominada lamela média. Ao redor da lamela média ocorre uma deposição de celulose, formadora das paredes celulares que acabam delimitando as duas novas células.

Referências

Ícone de esboço Este artigo sobre Biologia celular é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.