Telemedicina

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Professor de medicina orientando residente por videoconferência.

Telemedicina (do grego τελε, distância) trata do uso das modernas tecnologias da informação e telecomunicações para o fornecimento de informação e atenção médica à pacientes e outros profissionais de saúde localizados à distância. É uma sub-área da telessaúde e sua principal área atualmente é a cibermedicina, medicina por internet ou intranet. Outros meios de comunicações utilizados incluem telefones fixos, celulares, tablets, e robôs.[1]

As próprias páginas de saúde da Wikipédia são um exemplo de telemedicina.

Conceito[editar | editar código-fonte]

Telemedicina pode ser definida como o conjunto de tecnologias e aplicações que permitem a realização de ações médicas a distância. É possível que novas modalidades de ação médica, onde a telemedicina esteja sendo aplicada, surjam com grande velocidade nos próximos anos. Com a evolução dos meios de comunicação, é natural que o contato entre o médico e o paciente possa ser feito a distância. Por isso, ao contrário do que se possa pensar, todas as aplicações dessa técnica apresentaram respostas positivas, tanto de médicos quanto de pacientes.[2]

Usos[editar | editar código-fonte]

Nos dias de hoje, vem sendo aplicada mais freqüentemente em hospitais e instituições de saúde, que buscam outras instituições de referência para consultar e trocar informações. Também vem sendo aplicada para[3] :

Regulação[editar | editar código-fonte]

Hoje, regulada pelo órgão norte americano ATA (American Telemedicine Association), por leis nacionais e conselhos de medicina, a telemedicina já é uma realidade em muitos países e apresenta em sua forma mais básica o uso de infra-estrutura convencional de telefonia. Segundo informações da ATA, a telemedicina congrega uma redução de custos com ampliação da atuação médica, sendo importante, ainda, no acompanhamento remoto de resultados de exames e execução de discussões técnicas. Exemplo disso são os serviços de atendimento aos clientes (SAC) para esclarecimento de dúvidas sobre medicamentos, sobre intoxicações, para a busca de auxílio no combate ao tabagismo, etc..

Vantagens[editar | editar código-fonte]

Como vantagens do uso da telemedicina, temos:

  • Redução do tempo e dos custos, pela desnecessidade de transportar os pacientes;
  • Ajuste do gerenciamento dos recursos de saúde devido à avaliação e triagem por especialistas;
  • Acesso rápido a especialistas em casos de acidentes e emergências;
  • Diminuição da ida a hospitais superlotados e com riscos de infecções hospitalares;
  • Uso mais eficiente de recursos, através da centralização de especialistas e da descentralização da assistência, alcançando um

número maior de pessoas;

  • Cooperação e integração de pesquisadores com o compartilhamento de registros clínicos e
  • Maior qualidade dos programas educacionais para médicos e residentes localizados em zonas fora de centros especializados.

A grande vantagem no momento é sua aplicação na assistência primária a pequenas comunidades em regiões geográficas e/ou socioculturais distantes dos grandes centros urbanos. Estas regiões estão entre as áreas de maior risco no processo adoecer e morrer, devido à escassez de profissionais habilitados em identificar doenças, tratá-las e promover a saúde a nível local. Um dos principais motivos disso é o isolamento intelectual, e escassos recursos de auxílio diagnóstico. Acredita-se que, a telemedicina possa ampliar as ações de profissionais e agentes comunitários de saúde, integrando-os aos serviços de saúde, localizados em hospitais e centros de referência, mantendo um mecanismo de atendimento contínuo para prevenção, diagnóstico e tratamento.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Referências Externas[editar | editar código-fonte]