Televisão em Portugal

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A Televisão em Portugal foi criada em Dezembro de 1955, construída em 1956 e nasce em Março de 1957, sendo um grande fenómeno nacional. Inicialmente, as pessoas dirigiam-se aos locais públicos para poderem ver a "magia" da TV. Eram poucas as pessoas que naquela altura tinham televisão.

Este fenómeno teve grande aceitação logo de início no nosso país e começou, aos poucos, a mudar o serão, o entretenimento e até a cultura.

Portugal conta actualmente com 3 canais públicos de televisão a emitir em sinal aberto: RTP1, RTP2 e ARTV. Ao todo, "a caixinha mágica", em Portugal, tem cinco canais a emitir em sinal aberto: a RTP1, a RTP2, a SIC, a TVI e a ARTV.


História[editar | editar código-fonte]

A televisão portuguesa, RTP (canal estatal), inicia as emissões experimentais, a 4 de Setembro de 1956, em Lisboa, passando a 7 de Março de 1957 a emissão regular. A televisão portuguesa tinha mais regras do que as outras televisões, porque nessa altura, Portugal estava ainda "mergulhado" na ditadura imposta pelo Estado Novo e a televisão, tal como todos os outros meios de comunicação social nessa altura em Portugal, estava sob o controlo da censura. A queda da ditadura portuguesa, a 25 de Abril de 1974, gerou uma forte recessão da censura e consequentemente uma maior liberdade.

São lançados, posteriormente, três canais: a RTP2, em Dezembro de 1968, e nas respetivas regiões autónomas a RTP Madeira, em Agosto de 1972 e a RTP Açores, em Agosto de 1975.

As primeiras emissões a cores começaram em 1976, durante as eleições presidenciais. Mas só em Março de 1980 é que começaram as emissões regulares a cores em Portugal, com o Festival RTP da Canção. Porém, em Setembro de 1979 são transmitidos os populares Jogos sem fronteiras, também a cores, por obrigação europeia.

A RTP Internacional, chega em Fevereiro de 1992, que passa a emissão regular a 10 de Junho desse ano.

Nascem também os canais privados: a SIC, a 6 de Outubro de 1992 e a TVI em Outubro de 1993. Esta inicia as emissões experimentais a 20 de Fevereiro desse ano. Nesta altura, a TVI chama-se "4", por ser a 4ª rede de TV em Portugal. No mesmo ano, começa a emissão regular do som estéreo, introduzido pela TVI, seguido logo pela RTP. À SIC chega pouco depois.

Em 1994, chega a Portugal a Televisão por cabo. Neste ano, é também a TVI a 1ª televisão em Portugal a emitir alguns programas em ecrã panorâmico, o chamado 16:9, também conhecido por PalPlus. A TVI abandona o 16:9 em 1996. É recuperado em Dezembro de 1997 pela RTP, que na mesma altura introduz também o Teletexto na sua emissão.

Houve também planos para introduzir canais locais/regionais. Chegou mesmo a nascer em 1997, a TV Oeiras na região de lisboa, mas nunca chegou a emitir.

A televisão digital é testada em 1998 e tentou-se introduzir em 2002 e 2003 sem sucesso. Chegam finalmente no Outono de 2008 as emissões experimentais, que passa a emissão regular na Primavera de 2009, com os mesmos 4 canais nacionais.

A 26 de Abril de 2012, foram desligados todos os Retransmissores analógicos de TV e Portugal entra na era da TV Digital.


Paisagem Televisiva Portuguesa[editar | editar código-fonte]

A televisão de "serviço público", teoricamente, procura defender um maior grau de independência da sua programação, visto que não está atrelada, puramente, a critérios comerciais. Com isso, não está obrigada à orientação dos índices de audiências. Na prática, o serviço público de televisão deve lançar programas que se adequem a todos os telespectadores de uma forma geral, sendo que o ponto forte da RTP é a informação, incluindo públicos e interesses regionais. A SIC está no meio, entre a programação da TVI (no entretenimento) e da RTP (na informação), só conseguindo desta forma manter-se no mercado. Contudo, uma estação de televisão que tenha no seu perfil o serviço público, deve ser financiada e mantida pelo Estado, através de pagamentos de taxas ou indemnizações compensatórias facultadas por contrato ou orçamento. Desde 2003 que a RTP passou a cumprir os compromissos com o Estado (12 minutos por hora de publicidade dos quais só 6 revertem a favor da RTP), estando nesta altura, o futebol como a maior fonte de receitas, sendo que, talvez a resolução passe por um misto de soluções: intervenção do Estado + Inovação, até porque, o modelo do negócio é e será sempre: audiências e troca de publicidade, estando o ano publicitário da RTP a ser muito bom, segundo previsões do economista, Almerindo Marques, administrador da RTP na altura.

Verificamos que em Portugal, a polémica sobre o financiamento da estação pública com recursos do mercado (Estado), tem-se tornado sempre o cenário de discussão e controvérsia, a concorrência desleal de que se fala tem muito mais a ver com os canais temáticos, os canais temáticos não têm capacidade para se pagarem a si próprios e o mercado publicitário não chega para os 4 canais. Todavia, o recurso à publicidade como forma de rematar a incapacidade do Estado em garantir os investimentos, a TV pública regula o sentido da prestação do serviço público. De facto, a RTP, permite que a mesma possa continuar a disputar fatias do mercado junto com outros canais privados, que logicamente, possuem naturezas diferentes, nomeadamente em relação ao panorama das 4 televisões generalistas que gastam 200 milhões na compra de programas a terceiros, sendo que existem também custos relativos com estruturas e recursos humanos, contando que a RTP tem mais de 2000 trabalhadores, ao passo que a SIC e a TVI têm cerca de 1000 trabalhadores cada, atendendo que a conjuntura atual está altamente depressiva.[carece de fontes?]


Canais difundidos[editar | editar código-fonte]

Via Terrestres (TDT)[editar | editar código-fonte]

A nível nacional[editar | editar código-fonte]

A nível regional[editar | editar código-fonte]

Via Satélite (Pago)[editar | editar código-fonte]

Televisão por cabo[editar | editar código-fonte]

A Televisão por cabo foi introduzida em Portugal em 1992 pela Tv Cabo Madeirense[1] na Região Autónoma da Madeira, empresa agora denominada Zon TV Cabo Madeirense, foi a primeira a fornecer o serviço de Televisão por cabo em Portugal[2]. Chega a Portugal continental em 1994 com o nome TV Cabo. Em 1995, surge em Palmela e Setúbal a Cabovisão. É atualmete a terceira maior operadora de televisão por cabo em Portugal. Existiram outros pequenos operadores, como a TVtel, PluriCanal, Coimbratel e a Bragatel. Este último foi o primeiro operador a disponibilizar Internet por cabo, em Banda média/Larga, em Portugal, para clientes particulares. Foi em 1998, com uma tecnologia proprietária, que mais tarde passou à tecnologia DOCSIS. A Bragatel foi um operador privado de capitais exclusivamente nacionais. A ZON TV Cabo, com uma oferta de serviços de Televisão, Internet de banda larga por cabo, fibra ótica, telefone fixo e ainda telemóvel, é o maior operador de televisão por subscrição em Portugal e um dos maiores da Europa.

Em 2005, a TVCabo iniciou a transição dos seus canais para a televisão digital.

Com o aparecimento da televisão digital, a ANACOM (Autoridade Nacional de Comunicações em Portugal), obriga todos os operadores de TV paga, a utilizarem esta tecnologia. Sem recursos para o investimento elevado exigível, os operadores Coimbratel, Bragatel, Pluricanal e TVtel, não vêem renovadas as suas licenças. Para manter os clientes com serviços destes operadores, a ZON TV Cabo efectua a compra dos 4 operadores entre Julho e Novembro de 2008, depois de autorizada pela Autoridade da Concorrência que lhe impõe algumas condições. Efectuou-se a migração de clientes para os seus serviços.

Em 2012, a ZON TV Cabo anunciou, que iria adquirir o serviço da Optimus e passaria a chamar-se ZON-Optimus. As 2 empresas, aprovam a proposta de fusão em Março de 2013 e com os valores acordados a Anacom dá a luz verde em Abril. A fusão foi concluída a 1 de Outubro e eleito Miguel Almeida para presidente do grupo, que afirmou: uma "posição competitiva" com objetivo de crescer dentro e fora do mercado português. O nº de quadros na empresa, teve, como esperado, reduções. Como resultado desta fusão e simplificando os vários serviços, a ZON-Optimus chama-se NOS desde 16 de Maio de 2014.


TDT - Televisão Digital Terrestre[editar | editar código-fonte]

Com a tecnologia sempre em movimento, aparece em 1998, a Televisão Digital, na Inglaterra. Portugal, faz questão de iniciar alguns testes de televisão, nesta plataforma, por ocasião da Expo 98 de Lisboa. O sistema de Rádio digital DAB é também testado na mesma altura. Chega a ser efetuada uma reportagem sobre a radio e TV digitais, que foi emitida na RTP2.

Facto de curiosidade, o DAB em Portugal arrancou no verão de 1999 e foi desligado em Abril de 2011 por desinteresse geral e custos elevados. Ainda não se sabe quando será substituído pelo DAB+/DRM+. A rede DAB, pertence à RTP e está atualmente sem utilidade. A rede pode ser aproveitada e atualizada para DAB+/DRM+ a baixo custo e pode ainda suportar o DVB-T2, podendo evitar o dispendioso aluguer de transporte e difusão de sinal de TV cobrado pela PT.

A TDT só chega a Portugal em Outubro de 2008, em emissão experimental, a partir do retransmissor de Palmela. Até final do ano estas emissões estenderam-se ao emissor de Monsanto e retransmissores da Caparica, Estoril, Sintra e Malveira, mas com potências reduzidas e emitindo apenas nalgumas direcções restritas (por exemplo, as emissões provenientes de Monsanto, em Lisboa, chegavam apenas até à zona de Picoas). Em Janeiro de 2009, procedem-se a mais testes noutras zonas do país. A emissão regular inicia-se a 29 de Abril desse ano. Só em Abril de 2008, foi anunciado que a TDT iria finalmente arrancar a 29 de Abril do ano seguinte. Esta chegada tardia deve-se em parte a 2 tentativas falhadas de introdução da TDT em Portugal; a 1ª em 2002, a 2ª em 2003. O encerramento, nesse ano, da emissão digital em Espanha, prejudicou a introdução em Portugal. Em Espanha reabriu novamente a 30 de Novembro de 2005.

Com a era Digital, esperava-se o aparecimento de + canais, como a Tele5, que esteve em tribunal, a RTP Informação e RTP Memória que são canais públicos emitidos apenas no cabo, canais locais e regionais e o canal parlamento, ARTV. Apenas este, depois de várias barreiras polémicas, dá finalmente entrada na TDT a 27 de Dezembro de 2012, que passa a emissão regular a 3 de Janeiro de 2013.

Estão atualmente a ser emitidos, no mux A, a RTP1, RTP2, SIC, TVI e ARTV. Há a possibilidade de transmitir programas em HD num canal criado para o efeito, mas as estações de TV não se mostram interessadas. Existe ainda a possibilidade do 5º canal generalista, assim como emitir canais HD com um 2º mux na TDT gratuita (FTA) e ainda a implantação do DVB-T2, mas a PT está contra e diz até no relatório sobre O futuro da TDT 2014 (em Anacom.pt) que pretende acabar com o serviço em 2023, data de fim do contrato.

"Apagão analógico" e implementação da rede SFN[editar | editar código-fonte]

A rede analógica de televisão foi desligada na totalidade a 26 de Abril de 2012. Assim, o desligamento dos emissores e retransmissores analógicos, ocorreu em três fases, da seguinte forma:

   1.ª Fase - de 12 de Janeiro a 23 de Fevereiro de 2012: Cessação dos emissores e retransmissores que asseguram a
cobertura de quase toda a faixa litoral do território continental. Nesta fase, os desligamentos ocorreram em cinco momentos:
       12 de Janeiro - Emissor: Palmela;
       Retransmissores: Alcácer do Sal, Melides e Sesimbra.
       23 de Janeiro - Emissor: Foia - Monchique;
       Retransmissores: Santiago do Cacém, Cercal do Alentejo, Odemira, Odeceixe, Monchique, Aljezur e Silves.
       1 de Fevereiro - Emissor: Lisboa-Monsanto;
       Retransmissores: Areeiro, Barcarena, Caparica, Carvalhal, Cheleiros, Estoril, Graça, Montemor-o-Novo, Odivelas, 
Sintra, Malveira, Sobral de Monte Agraço, Coruche e Cabeção.
       13 de Fevereiro - Emissor: Reguengo do Fetal;
       Retransmissores: Vale de Santarém, Sobral da Lagoa, Mira de Aire, Candeeiros, Alcaria, Tomar, Ourém, Caranguejeira,
Leiria, Alvaiázere, Avelar, Pombal, Castanheira de Pera, Espinhal, Senhora do Circo, Padrão, Ceira dos Vales, Vale de Açôr,
Vila Nova de Ceira, Ceira, Coimbra, Caneiro, Cidreira, Lorvão, Penacova, Mortágua, Avô e Benfeita.
       23 de Fevereiro - Emissor: São Macário;
       Retransmissores: Préstimo, Viseu, Cedrim, Vouzela, Vale de Cambra, Covas do Monte, Santa Maria da Feira, Arouca,
Rio Arda, Lalim, Vila Nova de Gaia, Foz, Valongo, Santo Tirso, Caldas de Vizela, Caldas de Vizela II, Amarante, Gondar, 
São Domingos, Ancede, Caldas de Aregos, Resende, Lamego e Santa Marta de Penaguião.
   2.ª Fase - 22 de Março de 2012: Cessação dos emissores e retransmissores das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.
   3.ª Fase - 26 de Abril de 2012: Cessação dos emissores e retransmissores no restante território continental.

Para maior detalhe, consulte o sítio do ICP-ANACOM em www.anacom.pt e escreva: TDT switch-off (desligamento). Ou veja o sítio tdt.telecom.pt

Foi ainda prevista a cessação das emissões analógicas de alguns emissores em zonas piloto, que ocorreram ainda em 2011 nas seguintes datas:

  • 12 de Maio: Retransmissor de Alenquer;
  • 16 de Junho: Retransmissor de Cacém;
  • 13 de Outubro: Retransmissor da Nazaré;

Migração para redes MFN[editar | editar código-fonte]

Devido aos inúmeros problemas de interferência destrutiva inerentes à rede SFN, procedeu-se à passagem desta para diversas redes MFN.

Com base nas torres da rede analógica, são ativados em Maio de 2012 os retransmissores:

  • Monte da Virgem: canal 42
  • Lousã: canal 46
  • Montejunto: canal 49

Ativados em Setembro de 2014:

  • Mendro: canal 40
  • Palmela: canal 45
  • São Mamede: canal 47
  • Marofa: canal 48
  • Boa Viagem (Figueira da Foz): canal 46



Factos e contradições da TDT[editar | editar código-fonte]

Foi adotado, como no resto da Europa, o sistema DVB-T (Digital Video Broadcasting - Terrestrial).

A proteção contra interferências de novos serviços, no sinal de TV analógica, termina a 17 de Junho de 2015 às 00:01[1] , pelo que deverá ser obrigatório que haja migração para a tecnologia digital. Além de ter melhor qualidade de imagem, som e mais funcionalidades, permite sobretudo a otimização do espectro de frequências e a harmonização na Europa. Isto levou a Comissão Europeia a recomendar na Rec. 2009/848/EC que os Estados-membros desligassem a TV analógica até 1 de Janeiro de 2012.[2] Alguns países não cumpriram esta recomendação por incapacidade financeira ou por simples desleixo, como em Portugal.

A implementação da TDT em Portugal foi propositadamente tardia e desastrosa, para favorecer a TV paga, deixando milhares de pessoas sem televisão e sem informação de como fazer a mudança e apenas com a mesma oferta que no analógico: 4 canais nacionais com formato de imagem em 4:3 e com menor cobertura da população. Na consulta pública de 2013 e 2014 (no sítio Anacom.pt), esta, procederá a um ponto de situação em 2015, definir o mapeamento nacional com a Comissão Europeia em 2016, para ajudar a PT a fazer as alterações necessárias à adoção da rede nacional em multi-frequência e abandonar o atual canal 56. A medida só será aplicada depois de 2017. Até lá, há que ter muita paciência, para: ter + canais incluindo em HD, + e melhor cobertura terrestre e a implementação do sistema DVB-T2, já em funcionamento parcial na maioria dos países europeus (mapa em DVB.org). Espanha, França e Alemanha, por exemplo, são países que ainda não têm o DVB-T2, mas já realizaram os testes e a introdução será em 2015.

A RTP2, iniciou a 14 de Maio de 2012 a emissão regular de imagem em 16:9, exemplo que em Junho também foi seguido pela RTP1. Neste ano, a intenção de encerrar a RTP2 foi largamente divulgada pelo governo de Pedro Passos Coelho, alegando falta de verbas, dada a atual situação económica do país. A realidade, é que se acha a RTP2 muito cara para as audiências que tem. Depois de recuos e protestos do povo, o nosso grande canal da cultura e do conhecimento, que é a verdadeira alternativa aos restantes canais da TDT, não encerrou, mas tem um orçamento muito limitado. Esta situação provocou a saída do diretor de programas do canal, Jorge Wemans. Apesar da ameaça ter sido real houve quem não levasse a sério o fecho da RTP2, porque se tal decisão absurda fosse tomada, deixaria centenas de pessoas no desemprego e milhares sem o seu canal alternativo, provocando, além dum fosso no nº de canais, já de si reduzido, um fosso ainda maior na variedade de programação que é oferecida na TDT. Nos 2 anos seguintes, a qualidade de programação, assim como as audiências, têm vindo a descer devido ao forte corte no orçamento e à reposição de programas da RTP1 assim como as notícias às 24 horas em direto com a RTP Informação (que antes eram às 22h depois do documentário e do café central). Os espectadores assiduos da RTP2 estão desapontados e muita gente acusa o governo de uma manobra para o canal ficar o + pobre possível, até haver interesse zero em o manter. Com o risco supostamente afastado, a RTP Porto toma agora conta da emissão do canal e tem um novo diretor de programas. As notícias são agora às 21h. O orçamento melhorou ligeiramente e há novos programas com a marca de qualidade da RTP2.

Até Abril de 2012, a coberta final e real da TDT não ultrapassou os 87,5% da população, contra os obrigatórios 90% que são afirmados pela PT. Segundo, a mesma, a cobertura digital, em 2012, (com o desligamento analógico) anda perto dos 94%. Um valor absolutamente irrealista, visto os problemas que a população continua a ter para receber o sinal digital, mesmo com novos equipamentos (TVs, descodificadores, antenas, cabelagem). Problemas confirmados pela DECO, num estudo realizado em Novembro de 2012, publicado em Fevereiro de 2013: diz que "62% das casas com TDT, têm problemas de recepção do sinal" e que "mesmo 13%" dos quais, "não conseguem seguir o normal desenrolar das emissões" devido a falhas de minutos ou horas. Problemas que se acentuam no Verão, devido ao calor, que vem agravar o efeito de propagação do sinal. Na consulta pública sobre a TDT de Janeiro de 2013, a Anacom diz que a cobertura da população nacional não ultrapassa os 92,7%. Mesmo que seja verdade, não é suficiente. A União Europeia obriga os estados-membros a uma cobertura da população com sinal digital terrestre igual ou superior ao do sinal analógico. Portugal chegava quase aos 96%. Muitos acusam a PT de criar propositadamente zonas-sombra assim como o corte remoto parcial ou total de sinal que dura largos minutos a horas, para obrigar a população a contratar TV paga. O problema é que não se consegue provar tais acusações, mas as queixas à DECO e Anacom multiplicam-se em pleno 2014 com problemas de sinal.

No Outono de 2008, foi aberto o concurso para a licença do 5º canal generalista nacional. Surgem duas cadidaturas: a Zon e a Tele5. Ambas foram chumbadas pela ERC e ambas levam separadamente a decisão a tribunal. A Tele5 interpôs ainda uma providência cautelar, a que o tribunal administrativo de Lisboa veio dar razão. ERC e governo não podiam reabrir o concurso enquanto não houvesse decisão. O processo arrasta-se quase quatro anos e em Janeiro de 2013 a Tele5 desiste do processo devido, segundo um advogado da Tele5, à lentidão e a isenção de custas judiciais terminar no mês seguinte (Fevereiro de 2013). Um responsável da Tele5 em entrevista ao jornal Público, diz que se "inviabilizou o aparecimento de uma nova televisão privada" e que "foi um lamentável erro da ERC e do Governo, uma deslealdade" e acredita que a Tele5 foi excluída porque "a licença estava destinada à Zon". A Zon, a ERC e o antigo ministro da comunicação social, Miguel Relvas não quiseram comentar a decisão da Tele5, nem o processo em tribunal, nem o que pretendem fazer à licença para o 5º canal. Há quem se pergunte se ainda valerá a pena investir na TDT. Com a retirada da queixa da Zon e arquivamento do processo, um novo concurso para a atribuição da licença do 5º canal pode agora ter lugar, mas a Anacom e a ERC ainda não se prenunciaram.

A Autoridade da Concorrência (AdC), pretende que seja retomado o processo de licenciamento do quinto canal generalista nacional, defendendo mesmo ser indispensável a atribuição dessa licença como forma a aumentar a magra oferta de canais na TDT. A proposta está incluída na 1ª versão do relatório da AdC sobre o processo de implantação da TDT em Portugal, que foi apresentado em Abril de 2013. A AdC sugere também a integração, em sinal aberto na TDT, os canais temáticos da RTP, como a RTP Informação e RTP Memória e critica o facto destes canais usarem recursos da casa-mãe, que é suportada pelos contribuintes, estar apenas acessível à população com TV paga. A AdC também não esquece os canais em alta definição, conteúdos para os mais novos e ainda serviços interactivos e de pagamento por visualização de programa (pay-per-view). (ver sítio da AdC em concorrencia.pt e NovidadesTV.com)

A RTP pediu e a ERC deu luz verde à entrada da RTP Informação e da RTP Memória na televisão digital terrestre, em sinal aberto. Mas a RTP avisou que isto não significa a entrada automática dos seus dois canais na TDT. A situação tem de ser avaliada pelo governo, pela Anacom e pela PT. Prova disso foi ter sido anunciado para fim de Setembro de 2013 e até agora nada! Com o cerco a apertar-se aos privados, com a agora provável entrada de mais canais públicos e privados na TDT, a SIC e a TVI querem levar a ERC a tribunal, por considerarem ser ilegal. Evocaram, mais uma vez, o princípio de não discriminacão e "interesse" no canal HD, que nunca emitiu, numa tentativa desesperada, que a TDT fique como está.

Outros canais como o 5º canal, o CMTV a TV Record Portugal entre outros, estão também interessados e aguardam a sua entrada na TDT em FTA.

A RTP inaugurou o 5i em Fevereiro de 2014, uma aplicação que apresenta informação complementar num 2º ecrã. Assemenha-se ao fracassado sistema de tv interativa da Microsoft estreado em 2000.

Tecnologias como o 4G, o satélite (DVB-S2) ou a fibra óptica, que segundo a PT cobre + de 55% da população em FTTH, estão a revolucionar o mercado televisivo e poderão ter impacto na dinâmica da própria televisão e na economia.


Rumores da TDT[editar | editar código-fonte]

  • A SIC e a TVI poderiam abrir 1 canal cada, caso a RTP2 fechasse. Informação desmentida pelas 2 entidades, alegando que na reunião que tiveram, à porta fechada, em Abril de 2012 com o governo, este, já tinha "programado" o fecho do canal para Janeiro de 2013 (que não se chegou a verificar).
  • O canal da agência Lusa, LusaTV, queria emitir em horários combinados com o ARTV. (os 2 juntos teriam + de 16h de emissão diária)
  • Iriam aparecer canais locais e regionais, após o desligamento do sinal analógico. (mas até agora, nada)
  • A RTP queria lançar a RTP3, no fim de 2012, para agrupar a RTP Música, RTP Desporto e blocos de informação regional e local.
  • O TV Rural irá regressar à RTP depois de aprovado na Assembleia da Républica (ainda sem data marcada).
  • O formato 16:9 iria regressar à TVI (segundo a própria) entre Dezembro de 2012 e a Primavera de 2013. Foi depois anunciado para Setembro. Na SIC foi anunciado para Outubro (e ambos continuam em 4:3)!
  • A RTP quer abrir novos canais e passar os canais internacionais para o porto. Já tem o apoio do ministro Miguel Poiares Maduro. A RTP Porto, diz não ter capacidade para a RTP Internacional, por já estar ocupada com a RTP2!

Nenhum destes e outros rumores se verificou nem há novidades até à data.


IPTV[editar | editar código-fonte]

A IPTV surge em Portugal em 2006, com o serviço SmarTV da Optimus Clix. Mais tarde, em 2007, surgiu o Meo, serviço de IPTV da Portugal Telecom criado com o objectivo de combater a ZON TVCabo, que foi obrigada a vender. Em Julho de 2009, a Vodafone lançou o serviço de IPTV designado Vodafone Casa TV. A fibra óptica tem atualmente uma velocidade anunciada de 400 mbps e a cobertura ultrapassa os 55% da população. A taxa de penetração é > a 28% (Outubro 2014).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Canais Regionais na Net[editar | editar código-fonte]

Canais móveis (telemóvel)[editar | editar código-fonte]

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. http://www.digitag.org/ASO/ASOHandbook.pdf
  2. http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=OJ:L:2009:308:0024:0026:EN:PDF

Ligações externas[editar | editar código-fonte]