Templo Shuanglin

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Templo Shuanglin

Templo Shuanglin (chinês: 双林寺, pinyin: Shuānglín Sì) é um templo budista situado na província de Shanxi, China. O templo localiza-se na zona rural da aldeia de Qiaotou a cerca de 6[1] ou 7 km[2] a sudoeste da antiga cidade de Pingyao.[3] O complexo budista faz parte dos muitos monumentos culturais localizados em Pingyao, inscrito como pertence do Património Mundial da UNESCO desde 1997. O templo está sob administração do estado.

Fundado no século VI, o templo é apreciado como sendo de extrema importância cultural, pela sua notável coleção de mais de duas mil estátuas decorativas de argila que datam desde o séculos XII ao século XIX.[4] Originalmente denominado de Zongdu, o templo foi reebatizado durante o período da dinastia Song do Norte como Shuanglin. O complexo arquitectónico é apelidado de o museu das esculturas coloridas. A maioria destas obras datam das dinastias Song, Yuan, Ming e Qing.[5]

História[editar | editar código-fonte]

O templo budista foi originalmente fundado em 571 EC, durante o segundo ano do período Wuping da Dinastia Qi do Norte. Porém, os edifícios atualmente existentes datam das dinastias Ming e Qing. O templo é notável pela sua extensa coleção de mais de duas mil estátuas de terracota que remontam desde o século XII ao século XIX.[3] O Templo Shuanglin foi remodelado durante a revolução cultural do século XX sob um programa que reavivou a cultura secular.[6] Trata-se de um dos cinco sítios identificados na área de preservação das relíquias culturais que passou por várias reformas.[3] O templo foi avaliado como o terceiro tesouro da cidade de Pingyao, pelas várias esculturas artísticas que o caracterizam.[7]

Implantação[editar | editar código-fonte]

Entrada do Salão Bodhisattva.

As figuras esculpidas do templo estão apresentadas de forma sistematizada, em dez salões.[3] O complexo do templo surge como que se de uma fortaleza se trata-se, considerando o seu alto muro que o circunda, composto por um único portão. Os dez salões estão organizados num total de três pátios.[8]

Características[editar | editar código-fonte]

O templo é conhecido pelas suas coloridas esculturas, com formas realistas, que foram padronizados no projecto consoante as tradições artísticas dos períodos Song, Jin e Yuan. Os temas representados são, em geral, de natureza religiosa, propendo relacionar-se com o dia-a-dia das pessoas. Estas obras estão entre os melhores exemplos de escultura da China.[3] O número registado de esculturas coloridas presentes no templo é de 2 052 estátuas, das quais 1 650 resistiram intactas até aos dias de hoje. A altura das figuras de vulto esculpidas varia entre 0,3 e 3,5 metros. Por elas passam formatos em baixo-relevo, alto-relevo e formas circulares. Existem também esculturas de parede e algumas delas estão suspensas. Os temas variam, sendo geralmente representados Buda, Bodhisattva, guerreiros protectores, Arhat, Generais celestiais e também pessoas comuns da época. Os cenários retratam torres, prédios, montanhas, rios, nuvens, pedras, ervas, flores, árvores florestais e bosques.[3] As esculturas estão exibidas por trás de câmaras enjauladas representando formas de quadros vivos. Existem, inclusive, as estátuas do homem e da mulher que cuidaram do santuário durante a Revolução Chinesa. A configuração das cenas atrás das esculturas transmitem a noção de representações sobre cascatas e nuvens, dando a sensação de que os salões de madeira se parecem com grutas. A manutenção de todo o conjunto artístico é de baixa qualidade, o que condiciona ainda a existência de estátuas de más condições por falta de preservação. A superfície exterior do templo está coberto por uma fina camada de pó de carvão com um ar pronunciado a mofo.[8]

Notas

Referências

  1. Harper, Damian; Burke, Andrew. In: Damian. China. Ediz. Inglese. [S.l.]: Lonely Planet, 1 May 2007. 409– p. ISBN 978-1-74059-915-3 Página visitada em 7 February 2013.
  2. Law, Eugene. 中国指南: Best of China. [S.l.: s.n.], 2004. p. 166. ISBN 9787508504292
  3. a b c d e f 平遥古城汉英. [S.l.]: 五洲传播出版社, 2003. 75– p. ISBN 978-7-5085-0250-2 Página visitada em 7 February 2013.
  4. Ancient City of Ping Yao. UNESCO Organization. Página visitada em 4 March 2013.
  5. Atlas of World Heritage: China. [S.l.]: Long River Press, 1 January 2005. 43– p. ISBN 978-1-59265-060-6 Página visitada em 7 February 2013.
  6. Cooper, Eugene; Cooper, Gene. In: Eugene. The Market and Temple Fairs of Rural China: Red Fire. [S.l.]: Routledge, 1 February 2013. 197– p. ISBN 978-0-415-52079-9 Página visitada em 7 February 2013.
  7. Cai, Yanxin. Chinese Architecture. [S.l.]: Cambridge University Press, 3 March 2011. 22– p. ISBN 978-0-521-18644-5 Página visitada em 7 de fevereiro de 2013.
  8. a b Leffman, David; Lewis, Simon; Atiyah, Jeremy. In: David. China. [S.l.]: Rough Guides, 1 May 2003. 255– p. ISBN 978-1-84353-019-0 Página visitada em 7 de fevereiro de 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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