Templo de Jerusalém

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Uma reconstituição do Templo de Salomão

O Templo de Jerusalém (em hebraico בית המקדש, beit hamiqdash) é o nome dado ao principal centro de culto do povo de Israel, onde se realizavam as diversas ofertas e sacrifícios conhecidas como o korbanot.

O primeiro templo usado pelos hebreus foi o Tabernáculo, chamado de Templo do Senhor.[1] [2]

O Templo de Jerusalém situava-se no cume do Monte Moriá (também chamado Monte do Templo),[1] no leste de Jerusalém.[3]

De acordo com a Bíblia, o Primeiro Templo foi construído no local onde Abraão havia oferecido Isaque como sacrifício. O templo foi construído durante o reinado de Salomão, utilizando o material que havia sido acumulado em grande abundância por seu antecessor, o Rei Davi. Após a construção do templo, ele permaneceu treze anos sem ser usado, por motivos desconhecidos. Foi saqueado várias vezes e acabou por ser totalmente incendiado e destruído por Nabucodonosor II, que levou todos seus tesouros para a Babilônia.[3]

Pelos cálculos de James Ussher, a ordem para a construção do Primeiro Templo foi dada pelo Rei Davi em 1015 a.C.. As fundações do templo foram lançadas em 21 de Maio de 1012 a.C., no segundo dia do segundo mês (Zif), quatrocentos e oitenta anos depois da saída de Israel do Egito. A construção terminou em 1005 a.C., mas sua dedicação foi adiada até o ano seguinte, por este ser um ano de jubileu (o nono jubileu), e, segundo Ussher, exatamente três mil anos desde a criação do mundo.[4]

O Segundo Templo foi reconstruído após o retorno do cativeiro na Babilônia, sob orientação de Zorobabel. O templo começou com um altar, feito no local onde havia o antigo templo, e suas fundações foram lançadas em 535 a.C.. Sua construção foi interrompida durante o reinado de Ciro, e retomada em 521 a.C., no segundo ano de Dario I. O templo foi consagrado em 516 a.C.. Diferentemente do Primeiro Templo, este templo não tinha a Arca da Aliança, o Urim e Tumim, o óleo sagrado, o fogo sagrado, as tábuas dos Dez Mandamentos, os vasos com Maná nem o cajado de Aarão. A novidade deste templo é que havia, na sua corte exterior, uma área para prosélitos que eram adoradores de Deus, mas sem se submeter às leis do Judaísmo.[5]

Nos quinhentos anos desde o retorno, o templo havia sofrido bastante com o desgaste natural e com os ataques de exércitos inimigos. Herodes, querendo ganhar o apoio dos judeus, propôs restaurá-lo. As obras iniciaram-se em 18 a.C., e terminaram em 65. O templo foi destruído em 70.[6]

Atualmente, o cume do Monte Moriá corresponde à região denominada Haram esh-Sherif. No centro, no local onde ficava o antigo templo, existe uma mesquita, chamada de Kubbet es-Sahkra (Domo da Rocha) ou Mesquita de Omar. No centro da mesquita existe uma rocha, onde são feitos sacrifícios.[6]

Referências

  1. a b Easton's Bible Dictionary, Temple [em linha]
  2. I Samuel 1:9
  3. a b Easton's Bible Dictionary, Temple, Salomon's
  4. James Ussher, The Annals of the World [em linha]
  5. Easton's Bible Dictionary, Temple, The Second
  6. a b Easton's Bible Dictionary, Temple, Herod's

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Leitura adicional[editar | editar código-fonte]

  • Biblical Archaeology Review, issues: July/August 1983, November/December 1989, March/April 1992, July/August 1999, September/October 1999, March/April 2000, September/October 2005
  • Ritmeyer, Leen. The Quest: Revealing the Temple Mount in Jerusalem. Jerusalem: Carta, 2006. ISBN 965-220-628-8
  • Hamblin, William and David Seely, Solomon's Temple: Myth and History (Thames and Hudson, 2007) ISBN 0500251339
  • Yaron Eliav, God's Mountain: The Temple Mount in Time, Place and Memory (Baltimore: Johns Hopkins University Press, 2005)