Temporada de ciclones na região da Austrália de 2007-2008

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Temporada de ciclones na região da Austrália de 2007-2008
Primeiro sistema1 formado: Ciclone tropical sem nome (27 de Julho de 2007)
Sistemas ativos1: Temporada encerrada
Total de tempestades nomeadas: 13
Total de ciclones: 7
Grandes ciclones (Cat. 3+): 1
Tempestade mais forte: Pancho - 934 mbar, 155 Km/h
Número de sistemas1 que atingiram terras emersas: 2
Danos totais: Desconhecido
ECA Total: 35,065
Fatalidades confirmadas: 170
1Inclui depressões tropicais e depressões subtropicais

A temporada de ciclones na região da Austrália de 2007-08 ou estação de ciclones na região da Austrália de 2007-08 ou ainda época de ciclones na região da Austrália de 2007-08 foi um evento no ciclo anual de formação de ciclones tropicais. A temporada começou oficialmente em 1º de Novembro de 2007 e terminou em 30 de Abril de 2008. Entretanto, a formação de um ciclone tropical em 27 de Julho de 2007 marcou um começo antecipado da temporada. O plano operacional regional de ciclones tropicais define um "ano de ciclones tropicais" separado de uma "temporada de ciclones tropicais". O "ano de ciclones tropicais" começou oficialmente em 1º de Julho de 2007 e terminará em 30 de Junho de 2008. A área de monitoração de ciclones na região da Austrália fica no Hemisfério sul, limitada pela linha do Equador e pelos meridianos 90°L e 160ºL. Esta área de monitoramento inclui a Austrália, Papua-Nova Guiné, Timor-Leste, parte ocidental das Ilhas Salomão e parte da Indonésia.

Os ciclones tropicais que se formam nesta área são monitorados por cinco centros de aviso de ciclone tropical (CACTs): Bureau of Meteorology em Perth, em Darwin e em Brisbane; pelo CACT de Jacarta, Indonésia e pelo CACT de Port Moresby, Papua-Nova Guiné[1] O Joint Typhoon Warning Center (JTWC) emite avisos não oficiais para a região, designando depressões tropicais com o sufixo "S" quando se formam a oeste do meridiano 135°E e com o sufixo "P" quando se formam a leste dele.

A temporada ciclônica na região da Austrália foi relativamente calma. Embora a temporada tenha registrado 14 ciclones tropicais, nenhum deles alcançou a intensidade equivalente a um furacão de categoria 3 ou maior na escala de furacões de Saffir-Simpson. Embora o ciclone Pancho seja o ciclone tropical mais intenso desta temporada, causou apenas danos mínimos na costa oeste australiana. A formação de uma tempestade tropical não nomeada marcou o início bem antecipado da temporada. O ciclone Guba foi o único ciclone tropical da temporada de 2007-08 a causar vítimas e prejuízos. Guba provocou no mínimo 170 fatalidades na Papua-Nova Guiné. Os ciclones Helen, Nicholas, Ophelia e Pancho causaram apenas danos mínimos na Austrália Ocidental. O ciclone Durga, em Abril de 2008, foi o primeiro sistema a ser nomeado pelo CACT de Jacarta, Indonésia, após a sua reabertura um mês antes.

Tempestades[editar | editar código-fonte]

Ciclone tropical sem nome[editar | editar código-fonte]

Ciclone tropical sem nome (01S)
Categoria 1  (Escala Australiana)
Tempestade tropical  (EFSS)
{{{image}}} 1-S 2007 track.png
Duração 27 de Julho de 200731 de Julho de 2007
Intensidade 40 nós (74 km/h, 46 mph) 1 min
35 nós (65 km/h, 40 mph) 10 min, 992 hPa (mbar)

Uma área de baixa pressão formou-se próximo ao meridiano 90°L, na área de responsabilidade do CACT de Perth e tornou-se uma perturbação tropical em 29 de Julho. Embora avisos não tivessem sido emitidos, o sistema foi monitorado e designado com um número[2] pela Météo-France. O Joint Typhoon Warning Center (JTWC) tinha emitido um alerta de formação de ciclone tropical (AFCT)[3] sobre o sistema em fortalecimento um dia antes e começou a emitir avisos regulares sobre o Ciclone Tropical 01S logo depois, em 29 de Julho. Neste momento o centro do sistema estava na área de responsabilidade do CACT de Perth.

O ciclone começou a se dissipar no começo da madrugada de 30 de Julho e o JTWC interrompeu a emissão de avisos logo depois.[4] A Météo-France emitiu seu último aviso no dia seguinte.

O Bureau of Meteorology classificou o sistema como um ciclone tropical em análises pós-tempestade, com ventos máximos constantes (10 minutos sustentados) de 75 km/h, baseado em observações do satélite QuikSCAT. Foi estimado que o sistema devia ter alcançado a força de um ciclone tropical entre 29 e 30 de Julho. O ciclone foi o segundo na história a ter se formado em julho no Oceano Índico sudeste, o outro foi o Ciclone Lindsay, em 1996.[5]

Ciclone tropical intenso Guba[editar | editar código-fonte]

Ciclone tropical intenso Guba
Ciclone tropical 02P
Categoria 3  (Escala Australiana)
Categoria 1  (EFSS)
{{{image}}} Guba 2007 track.png
Duração 13 de Novembro de 200720 de Novembro de 2007
Intensidade 75 nós (139 km/h, 86 mph) 1 e 10 min, 970 hPa (mbar)

O Centro de Aviso de Ciclone Tropical (CACT) em Brisbane, Austrália, começou a emitir avisos sobre uma área de baixa pressão em fortalecimento localizada perto da costa sul da Papua-Nova Guiné em 13 de Novembro.[6] Depois, ainda no mesmo dia, o JTWC emitiu seu primeiro aviso, designando a área de baixa pressão como o ciclone tropical "02P".[7] O CACT de Brisbane, Austrália, iniciou os avisos regulares sobre a área de baixa pressão tropical no começo da madrugada de 14 de Novembro. Pouco depois, o CACT de Brisbane classificou o sistema como o ciclone tropical "Guba". O nome foi contribuído pela CACT de Port Moresby, Papua-Nova Guiné.[8] Guba moveu-se erraticamente nos dias seguintes, intensificando-se.

Guba começou a se enfraquecer em 17 de Novembro e foi "rebaixado" para um ciclone de categoria 1. Guba começou a acelerar para oeste em direção à costa de Queensland. Avisos e alertas de ciclone foram emitidos novamente em 19 de Novembro assim que o ciclone estava previsto a mover-se perto da costa e a se intensificar. A intensificação não se materializou e Guba mudou novamente sua direção de deslocamento. O CACT de Brisbane parou de emitir avisos sobre Guba assim que o sistema começou a se dissipar no começo da madrugada de 20 de Novembro.

O ciclone causou muitos estragos em Papua-Nova Guiné. Plantações, estradas e casas foram severamente danificadas, principalmente pelas enchentes e pela maré de tempestade. Cerca de 2.000 pessoas tiveram que abandonar suas casas. Cerca de 170 pessoas morreram durante a passagem do ciclone.

Guba foi o primeiro ciclone tropical a receber um nome da lista de nomes do CACT de Port Moresby desde o Ciclone Epi em 2003. O ciclone também foi o primeiro a ocorre na região de Queensland no mês de Novembro desde 1977.[9]

Ciclone tropical Lee-Ariel[editar | editar código-fonte]

Ciclone tropical Lee
Ciclone tropical 03S
Categoria 2  (Escala Australiana)
Tempestade tropical  (EFSS)
{{{image}}} Lee-Ariel 2007 track.png
Duração 13 de Novembro de 200719 de Novembro de 2007
Intensidade 35 nós (65 km/h, 40 mph) 1 min
50 nós (93 km/h, 58 mph) 10 min, 984 hPa (mbar)

Em 13 de Novembro, o centro de aviso de ciclone tropical (CACT) de Perth começou a emitir avisos sobre uma área de baixa pressão tropical que estava localizado dentro da área de responsabilidade do CACT de Jacarta, Indonésia.[10] Em 14 de Novembro, o CACT de Perth classificou a área de baixa pressão tropical para ciclone tropical "Lee" no momento em que o sistema ainda estava na área de responsabilidade do CACT de Jacarta.[11] Depois, ainda naquele dia, o Joint Typhoon Warning Center (JTWC) emitiu um alerta de formação de ciclone tropical (AFCT) sobre o ciclone tropical Lee[12] e então a tempestade foi classificado como o ciclone tropical "03S" pouco depois.[13] O CACT de Perth classificou Lee como um ciclone de categoria 2 em 15 de Novembro. Depois, ainda naquele dia, o CACT de Perth emitiu seu último aviso sobre Lee assim que o ciclone cruzou o meridiano 90°L, seguindo para oeste, deixando a área de responsabilidade do CACT de Perth para adentrar a área de responsabilidade do CRME de Reunião.[14]

Lá, o sistema foi renomeado como "Tempestade tropical severa Ariel" pela sub-regional do CRME de Reunião em Maurícia.[15]

Área de baixa pressão tropical (21/12)[editar | editar código-fonte]

Área de baixa pressão tropical
Ciclone tropical 07S
Baixa tropical  (Escala Australiana)
Depressão tropical  (EFSS)
{{{image}}} Dama 2007 track.png
Duração 18 de Dezembro de 200722 de Dezembro de 2007
Intensidade 30 nós (56 km/h, 35 mph) 10 min, 998 hPa (mbar)

Em 18 de Dezembro, uma depressão tropical no sudoeste do Oceano Índico foi nomeada como tempestade tropical Dama e foi monitorada pela Météo-France. O sistema deslocou-se para sudeste, entrando na área de responsabilidade do CACT de Perth, a leste do meridiano 90°L. Entretanto, a tempestade não tinha força de um ciclone tropical neste momento, mas era ainda uma depressão tropical no qual o CACT de Perth emitiu alertas para a navegação. Logo depois, o sistema tornou-se um ciclone extratropical.

Ciclone tropical Melanie[editar | editar código-fonte]

Ciclone tropical Melanie
Ciclone tropical 08S
Categoria 2  (Escala Australiana)
Tempestade tropical  (EFSS)
{{{image}}} Melanie 2007 track.png
Duração 27 de Dezembro de 20072 de Janeiro de 2008
Intensidade 60 nós (111 km/h, 69 mph) 1 e 10 min, 962 hPa (mbar)

Em 27 de Dezembro, o Centro de Aviso de Ciclone Tropical (CACT) de Perth identificou uma área de baixa pressão tropical perto das coordenadas 11,2°S e 117,2°E e começou a emitir avisos para a navegação sobre o sistema em fortalecimento.[16] No começo da madrugada de 28 de Dezembro, o CACT de Perth classificou a área de baixa pressão tropical como um ciclone tropical e lhe deu o nome de "Melanie".[17] O ciclone deslocou-se para o sul e então para o sudoeste em 29 de Dezembro. Neste momento, o ciclone se fortaleceu alcançando a força de um ciclone de categoria 2 (escala australiana).[18] Avisos e alertas de ciclone foram emitidos para a costa de Pilbara, Austrália.

Em 30 de Dezembro, Melanie começou a se enfraquecer e o sistema foi "rebaixado" para um ciclone de categoria 1 em 31 de Dezembro, tornando-se extratropical logo depois.[19]

Área de baixa pressão tropical (31/12)[editar | editar código-fonte]

Área de baixa pressão tropical
Baixa tropical  (Escala Australiana)
Depressão tropical  (EFSS)
{{{image}}} Cyclone Temporaire.png
Duração 31 de Dezembro de 20072 de Janeiro de 2008
Intensidade 30 nós (56 km/h, 35 mph) 10 min, 994 hPa (mbar)

Uma área de distúrbios meteorológicos formou-se em 30 de Dezembro no Oceano Índico sudeste. O Joint Typhoon Warning Center começou a monitorar o sistema como uma perturbação tropical. Em 31 de dezembro, o CACT de Perth também começou a monitorar esta área, designando-o como uma área de baixa pressão tropical.[20]

No entanto, em 2 de janeiro, o CACT de Perth emitiu seu último aviso sobre esta área assim que a área começou a ser altamente afetada por ventos de cisalhamento.[21]

Ciclone tropical Helen[editar | editar código-fonte]

Ciclone tropical Helen
Ciclone tropical 10S
Categoria 2  (Escala Australiana)
Tempestade tropical  (EFSS)
{{{image}}} Helen 2007 track.png
Duração 3 de Janeiro de 20086 de Janeiro de 2008
Intensidade 45 nós (83 km/h, 52 mph) 1 min
50 nós (93 km/h, 58 mph) 10 min, 975 hPa (mbar)

Em 3 de Janeiro, um sistema de distúrbios meteorológicos se fortaleceu e o CACT de Darwin classificou o sistema como uma área de baixa pressão tropical.[22] Em 4 de Janeiro, o CACT de Darwin classificou a área de baixa pressão como o ciclone tropical "Helen",[23] enquanto o Joint Typhoon Warning Center classificou o sistema como o ciclone tropical "10S". O ciclone atingiu o pico de intensidade, com ventos constantes (10 minutos) de 95 km/h.[24]

No mesmo dia, Helen começou a se deslocar para leste, atingindo o Território do Norte. Assim que começou a se deslocar sobre terra, Helen começou a se enfraquecer e com isso o CACT de Darwin "rebaixou" Helen numa área de baixa pressão tropical.[25] Era esperado que, quando o sistema emergisse no Golfo de Carpentária, se fortaleceria novamente, devido às altas temperaturas das águas do golfo e aos fracos ventos de cisalhamento. Entretanto, isto não se concretizou e tanto o CACT de Perth quanto o JTWC emitiram seus últimos avisos sobre Helen em 6 de Janeiro.[26] [27]

No Território do Norte, Helen provocou danos mínimos, tais como pequenos destelhamentos e quedas de algumas árvores. No entanto, as atividades de mineração ficaram paralisadas por alguns dias como conseqüência da passagem do ciclone.[28]

Área de baixa pressão tropical (04/02)[editar | editar código-fonte]

Área de baixa pressão tropical
Ciclone tropical 17S
Baixa tropical  (Escala Australiana)
Tempestade tropical  (EFSS)
{{{image}}} Cyclone Temporaire.png
Duração 4 de Fevereiro de 200810 de Fevereiro de 2008
Intensidade 40 nós (74 km/h, 46 mph) 1 min
30 nós (56 km/h, 35 mph) 10 min, 990 hPa (mbar)

Uma área de distúrbios tropicais formou-se no Oceano Índico central em 31 de Janeiro e começou a ser monitorado pelo Joint Typhoon Warning Center no dia seguinte. Nos cinco dias seguintes, não houve mudanças significativas na intensidade do sistema. Entretanto, em 4 de Fevereiro, o Centro de Aviso de Ciclone Tropical (CACT) de Perth classificou o sistema como uma área de baixa pressão tropical.[29] Em 6 de Fevereiro, o JTWC emitiu um alerta de formação de ciclone tropical para o sistema em desenvolvimento e no dia seguinte, começou a emitir avisos regulares sobre o ciclone tropical 17S.[30]

Entretanto, o sistema não se intensificou, atingindo o pico de intensidade com ventos constantes de 75 km/h em 8 de Fevereiro antes de ser afetado por fortes ventos de cisalhamento. No mesmo dia, o CACT de Perth emitiu o último aviso sobre a área de baixa pressão tropical. Em 10 de Fevereiro, o JTWC emitiu seu último aviso sobre 17S.

Ciclone tropical intenso Nicholas[editar | editar código-fonte]

Ciclone tropical intenso Nicholas
Ciclone tropical 19S
Categoria 3  (Escala Australiana)
Categoria 1  (EFSS)
{{{image}}} Nicholas 2008 track.png
Duração 10 de Fevereiro de 200820 de Fevereiro de 2008
Intensidade 80 nós (148 km/h, 92 mph) 1 e 10 min, 948 hPa (mbar)

Em 10 de Fevereiro, o Centro de Aviso de Ciclone Tropical (CACT) de Perth começou a emitir avisos para a navegação sobre uma área de baixa pressão tropical. No final de 12 de Fevereiro, o JTWC emitiu seu primeiro aviso sobre o sistema em desenvolvimento, designando-o como ciclone tropical 19S.[31] Pouco depois, o CACT de Perth classificou a área de baixa pressão tropical como o ciclone tropical Nicholas.[32] Nicholas alcançou o pico de intensidade com ventos constantes de 150 km/h e uma pressão mínima central de 944 mbar em 16 de Novembro.

A partir deste momento, Nicholas começou a ser afetado por fortes ventos de cisalhamento. Na madrugada de 20 de Fevereiro, Nicholas fez landfall na costa oeste da Austrália, entre Cape Curvier e Coral Bay e logo depois foi desclassificado para uma área de baixa pressão tropical.[33] Horas depois, o JTWC emitiu seu último aviso sobre Nicholas.

Ciclone tropical Ophelia[editar | editar código-fonte]

Ciclone tropical Ophelia
Ciclone tropical 21S
Categoria 2  (Escala Australiana)
Categoria 1  (EFSS)
{{{image}}} Ophelia 2008 track.png
Duração 27 de Fevereiro de 20086 de Março de 2008
Intensidade 65 nós (120 km/h, 75 mph) 1 min
55 nós (102 km/h, 63 mph) 10 min, 985 hPa (mbar)

O Centro de Aviso de Ciclone Tropical (CACT) de Darwin classificou uma área de distúrbios meteorológicos sobre o Território do Norte, Austrália como uma área de baixa pressão tropical.[34] Em 1º de Março, o Joint Typhoon Warning Center começou a emitir avisos regulares sobre o ciclone tropical 21S (Ophelia).[35] Durante aquele dia, o sistema deixou a área de responsabilidade do CACT de Darwin para entrar na área de responsabilidade do CACT de Perth. Assim que o sistema emergiu no Oceano Índico, começou a se intensificar e o CACT de Perth classificou a área de baixa pressão como o ciclone tropical Ophelia.[36] No dia seguinte, Ophelia alcançou o pico de intensidade, com ventos constantes de 120 km/h.

No entanto, o ciclone começou a se enfraquecer lentamente assim que águas mais frias e ar seco começaram a afetar o sistema. Ophelia continuou a seguir para sudoeste e depois para o sul e dissipou-se sem provocar maiores danos.

Área de baixa pressão tropical (29/02)[editar | editar código-fonte]

Baixa tropical (29/02)
Ciclone tropical 20P
Baixa tropical  (Escala Australiana)
Tempestade tropical  (EFSS)
{{{image}}} Cyclone Temporaire.png
Duração 29 de Fevereiro de 200829 de Fevereiro de 2008
Intensidade 35 nós (65 km/h, 40 mph) 1 min
30 nós (56 km/h, 35 mph) 10 min, 999 hPa (mbar)

Uma área de distúrbios meteorológicos formou-se em associação a um cavado de monção na costa oeste da Austrália. Em 28 de fevereiro, o Joint Typhoon Warning Center (JTWC) emitiu um alerta de formação de ciclone tropical (AFCT) para o sistema um desenvolvimento.[37] No dia seguinte, o JTWC começou a emitir avisos regulares sobre o ciclone tropical 20P.[38] No entanto, horas depois, o JTWC emitiu seu segundo e último aviso sobre o sistema, notando que a tempestade estava se tornando um ciclone extratropical.[39]

O Centro de Aviso de Ciclone Tropical (CACT) de Brisbane, apesar de não ter liberado avisos regulares sobre o sistema, considerou a tempestade como uma área de baixa pressão tropical.[40]

Ciclone tropical intenso Pancho[editar | editar código-fonte]

Ciclone tropical intenso Pancho
Ciclone tropical 26S
Categoria 4  (Escala Australiana)
Categoria 3  (EFSS)
{{{image}}} Pancho 2008 track.png
Duração 24 de Março de 200829 de Março de 2008
Intensidade 100 nós (185 km/h, 115 mph) 1 min
95 nós (176 km/h, 109 mph) 10 min, 934 hPa (mbar)

Uma área de distúrbios meteorológicos surgiu em 21 de Março ao sul de Java, Indonésia. Durante a madrugada (UTC) de 24 de Março, o Centro de Aviso de Ciclone Tropical (CACT) de Perth classificou o sistema como uma área de baixa pressão tropical.[41] Em 24 de Março, o JTWC começou a emitir avisos regulares sobre o ciclone tropical "26S".[42] No dia seguinte, o CACT de Perth classificou a área de baixa pressão tropical como o ciclone tropical Pancho.[43] Continuando a seguir para o sul, o CACT de Perth classificou Pancho como um ciclone tropical intenso.[44]

No entanto, a partir de 27 de março, Pancho adentrou numa região com ventos de cisalhamento desfavoráveis e águas mais frias e começou a se enfraquecer.[45] Pancho enfraqueceu-se num ciclone tropical e seu centro ficou totalmente exposto das áreas de convecção profundas.[46] Por fim, tanto o JTWC quanto o CACT de Perth emitiram seus últimos avisos sobre Pancho em 29 de Março.[47] [48]

Apesar de não ter atingido diretamente a costa, Pancho causou indiretamente chuvas fortes no oeste da Austrália, sendo que em Exmouth, a precipitação acumulada passou de 220 mm.[49]

Ciclone tropical Rosie[editar | editar código-fonte]

Ciclone tropical Rosie
Categoria 2  (Escala Australiana)
Tempestade tropical  (EFSS)
{{{image}}} Rosie 2008 track.png
Duração 21 de Abril de 200825 de Abril de 2008
Intensidade 50 nós (93 km/h, 58 mph) 1 e 10 min, 988 hPa (mbar)

Em 20 de Abril, o Centro de Aviso de Ciclone Tropical (CACT) de Jacarta, Indonésia, classificou uma área de distúrbios meteorológicos numa depressão tropical.[50] Logo depois, o (CACT) de Perth considerou a formação de uma área de baixa pressão tropical na região.[51] Em 21 de Abril, o Joint Typhoon Warning Center (JTWC) emitiu um alerta de formação de ciclone tropical (AFCT) sobre o sistema em desenvolvimento.[52] Logo em seguida, o JTWC começou a emitir avisos regulares sobre o recém-formado ciclone tropical "28S".[53] Depois, naquele dia, o CACT de Perth classificou a área de baixa pressão tropical num ciclone tropical e lhe atribuiu o nome Rosie.[54] Em 22 de Abril, o JTWC notou que o centro do ciclone foi relocado para 185 km mais ao noroeste.

No dia seguinte, devido ao aumento dos ventos de cisalhamento, o CACT de Perth desclassificou Rosie numa área de baixa pressão tropical. Em 24 de Abril, o JTWC emitiu seu último aviso sobre o sistema,[55] enquanto que o CACT de Perth fez o mesmo no começo da madrugada (UTC) de 25 de Abril.[56]

Ciclone tropical Durga[editar | editar código-fonte]

Ciclone tropical Durga
Categoria 1  (Escala Australiana)
Tempestade tropical  (EFSS)
{{{image}}} Durga 2008 track.png
Duração 21 de Abril de 2008—25 de Abril de 2008
Intensidade 40 nós (74 km/h, 46 mph) 1 min
50 nós (93 km/h, 58 mph) 10 min, 984 hPa (mbar)

Uma área de distúrbios meteorológicos que formou-se no Oceano Índico centro-sul gradualmente intensificou-se e em 21 de Abril, o Joint Typhoon Warning Center (JTWC) emitiu um alerta de formação de ciclone tropical sobre o sistema.[57] Naquele momento, o sistema estava na área de responsabilidade do Centro Meteorológico Regional Especializado (CMRE) de Reunião, mas, movendo-se para leste, o sistema adentrou a área de responsabilidade do Centro de Aviso de Ciclone Tropical (CACT) de Jacarta, Indonésia. A agência Indonésia logo identificou-o como uma depressão tropical e começou a emitir avisos regulares sobre o sistema.[58] No dia seguinte, o JTWC fez o mesmo.[59] Em 23 de Abril, o CACT de Jacarta classificou o sistema num ciclone tropical e lhe atribuiu o nome Durga.[60] Esta foi a primeira fez que o CACT Jacarta nomeou um sistema dentro de sua área de responsabilidade desde a sua reativação em Março de 2008. Ainda em 23 de Abril, o CACT de Perth assumiu o monitoramento do sistema, assim que Durga cruzou a latitude 10°S.[61]

Durga encontrou fortes ventos de cisalhamento e rapidamente se enfraqueceu. Durante a noite de 24 de Abril, o JTWC emitiu seu último aviso sobre o sistema,[62] enquanto que o CACT de Perth desclassificou Durga numa área de baixa pressão tropical e também emitiu seu último aviso sobre o sistema no começo da madrugada de 25 de Abril.[63]

Cronologia[editar | editar código-fonte]

O gráfico abaixo mostra de forma clara a duração e a intensidade de cada ciclone tropical:

Energia ciclônica acumulada[editar | editar código-fonte]

ECA (104kt²) — Tempestade:
1 12,489 Nicholas 7 1,176 17S
2 8,706 Pancho 8 1,006 Durga
3 5,919 Ophelia 9 0,805 Helen
4 4,931 Guba 10 0,368 01S
5 4,228 Melanie 11 0,123 20P
6 4,020 Lee 12
Total: 35,065[64] [65]

A tabela a direita mostra a Energia ciclônica acumulada (ECA) para cada ciclone tropical formado durante a temporada. A ECA é, de forma abrangente, uma energia medida da tempestade multiplicada pelo tempo em que a mesma existiu. Quanto mais tempo dura e quanto mais forte a tempestade, a mesma terá uma ECA maior. A ECA somente é calculada para aqueles sistemas que alcancem força de tempestade tropical, ou seja, sistemas cujos ventos alcancem 63 km/h ou mais. A tempestade tropical Rosie não foi incluída nos cálculos.

Nomes das tempestades[editar | editar código-fonte]

Cada Centro de Aviso de Ciclone Tropical tem sua própria lista de nomes para designar ciclones tropicais.

Indonésia[editar | editar código-fonte]

Ciclones tropicais que se formam entre a linha do Equador e o paralelo 10 S e entre os meridianos 90 E e 125 E são monitorados pelo CACT de Jacarta, Indonésia. Uma lista de nomes para esta região ainda não foi anunciada,[66] Apesar de atribuir o nome Durga para um ciclone tropical que se formou em sua área de responsabilidade em Abril de 2008.

Oceano Índico sudeste[editar | editar código-fonte]

Ciclones tropicais que se formam entre os meridianos 90°L e 125°L e ao sul da latitude 10°S são monitorados pelo CACT de Perth, Austrália. Os nomes são utilizados sequencialmente e em ordem alfabética. Estão sendo mostrados abaixo apenas os sete nomes utilizados.

Mar de Arafura e Golfo de Carpentária[editar | editar código-fonte]

Ciclones tropicais que se formam ao sul da linha do Equador e entre os meridianos 125°E e 141°E são monitorados pelo CACT de Darwin, Território do Norte, Austrália. Assim como em Perth, os nomes são usados sequencialmente e em ordem alfabética. Está sendo mostrado abaixo apenas o único nome utilizado na temporada de 2007-08.

Mar de Coral[editar | editar código-fonte]

Ciclones tropicais que se formam ao sul da latitude 10°S e entre os meridianos 141°E e 160°E são monitorados pelo CACT de Brisbane, Queensland, Austrália. Assim como em Perth e Darwin, os nomes são usados sequencialmente e em ordem alfabética. No entanto, nenhum nome desta lista foi utilizado na temporada de 2007-08.

Mar de Salomão e Golfo de Papua[editar | editar código-fonte]

Ciclones tropicais que se formam ao sul da linha do Equador e entre os meridianos 141°E e 160°E são monitorados pela CACT de Port Moresby, Papua-Nova Guiné. A lista de nomes está em ordem alfabética, porém, aleatório, ou seja, o nome pode ser escolhido entre qualquer nome da lista. Está sendo mostrado abaixo o único nome utilizado nesta temporada.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. http://www.wmo.ch/pages/prog/www/tcp/documents/TCP-24-OP-PLN-2006-edition-english.pdf
  2. http://img175.imageshack.us/img175/3108/tropicaldisturbance16rrc9.jpg
  3. http://www.webcitation.org/5TAuMTWMe
  4. http://www.webcitation.org/5TAuS3oNN
  5. http://www.Typhoon2000.ph/garyp_mgtcs/jul07sum.txt
  6. Gale Warning for North Eastern Area: Tropical Low. Bureau of Meteorology (13 de Novembro de 2007). Retirado em 15 de Novembro de 2007.
  7. Tropical Cyclone 02P Warning NR 001. Joint Typhoon Warning Centre (13 de Novembro de 2007). Retirado em 15 de Novembro de 2007.
  8. Gale Warning for North Eastern Area: Tropical Cyclone Guba. Bureau of Meteorology (14 de Novembro de 2007). Retirado em 15 de Novembro de 2007.
  9. "Cyclone Guba stews under southery drift", Brisbane Times, 15 de Novembro de 2007. Retirado em 16 de Novembro de 2007.
  10. Gale Warning for the Western Area: Tropical Low. Bureau of Meteorology (13 de Novembro de 2007). Retirado em 15 de Novembro de 2007.
  11. Storm Force Wind Warning for the Western Area: Tropical Cyclone Lee. Bureau of Meteorology 14 de Novembro de 2007. Retirado em 15 de Novembro de 2007.
  12. Tropical Cyclone Formation Alert. Joint Typhoon Warning Center (14 de Novembro de 2007). Retirado em 15 de Novembro de 2007.
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]



Ciclones tropicais da Temporada de ciclones na região da Austrália de 2007-08
Escala de Furacões de Saffir-Simpson
DT TS TT 1 2 3 4 5



BT - Área de baixa pressão tropical
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