Teorema da impossibilidade de Arrow

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O Teorema da impossibilidade de Arrow diz que a soma das racionalidades individuais não produz uma racionalidade coletiva e é atribuído ao economista prêmio Nobel de 1972 Kenneth Arrow.

Experimento[editar | editar código-fonte]

Segundo o teorema são definidos alguns postulados matemáticos que caracterizam o comportamento racional de um indivíduo; depois vários indivíduos são colocados juntos para ver se o grupo também segue o mesmo comportamento. A conclusão ao observar o resultado é a impossibilidade de obter essa informação de antemão.

Resumindo, no mundo da economia o todo não só é maior como também pode ser bem diferente da soma das partes. O coletivo têm regras próprias de funcionamento e uma racionalidade diferente das individuais.

  • Exemplo: Se um indivíduo vê uma árvore carregada de frutos e outra quase vazia, a racionalidade individual diz que este indivíduo subirá na árvore carregada; no entanto, na racionalidade coletiva não há como prever se todos subirão na árvore carregada, já que a decisão coletiva prejudica o indivíduo.

Definição[editar | editar código-fonte]

A definição se baseia na busca por um sistema de votação ideal, que transforma um conjunto de listas de preferências em uma lista global com as preferências da sociedade. Deste modo, o teorema considera as seguintes propriedades (por serem igualmente desejadas em um sistema de votação justo):

Não ditatorial
A função de bem-estar social deve considerar as preferências de múltiplos participantes. Ela não pode simplesmente considerar as preferências de um único participante (chamado de ditador).
Domínio irrestrito
A função de bem-estar social deve ser definida para qualquer conjunto de preferências.
Independência das alternativas irrelevantes
A função de bem-estar social deve fornecer a mesma avaliação tanto para um subconjunto de preferências quanto para o conjunto completo das mesmas. As mudanças das preferências sob as alternativas irrelevantes, isto é, aquelas que estão fora do conjunto, não devem ter impacto na preferência geral da sociedade sobre o subconjunto em questão.
Unanimidade
Se todos participantes preferem uma certa alternativa a outra, então esta deve ser a preferência da sociedade.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Franco, Gustavo H. B. (1999). O pensamento do mercado. São Paulo. O Estado de São Paulo.


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