Teorema das cascas esféricas
Na mecânica clássica, o teorema das cascas esféricas provê importantes simplificações no cálculo do campo gravitacional de corpos com simetria esférica. O teorema afirma que:
- Um corpo com simetria esférica afeta objetos externos como se toda a sua massa estivesse concentrada em um único ponto no seu centro.
- Uma casca com simetria esférica (esfera oca) não exerce força gravitacional no seu interior.
Um corolário dessas duas afirmações é:
- Dentro de uma esfera sólida de densidade constante, a força gravitacional vaira linearmente com a distância até o centro e anula-se nele.
[editar] Fora de uma esfera oca
Uma esfera oca pode ser vista como uma soma de anéis de espessura "dθ" e raio "r sen θ".
A força exercida no ponto "m" pode ser calculada integrando a força gravitacional de todas as secções.
A força gravitacional exercida pela secção sombreada é dado por:
Contudo, pode observar-se pela simetria do problema que todas as componentes vectorias anulam-se excepto:
Integrando:
Para se expandir "dM" em funcao de "dθ", note-se que a área total da esfera é:
e a superficies de secção entre "θ" e "dθ" tem área :
Portanto:
Logo:
Relembrando a Lei dos cossenos:
A diferenciação da função implícita:
Obtem-se então:
Em que "s" varia de "r" - "R" ate "r" + "R".
Inserido a segunda expressão acima da "lei dos cossenos":
A primitva to integrando é:
e integrando entre r - R , r + R:
Resultado equivalente a força gravitacional de um único ponto no centro.
[editar] Dentro de uma esfera oca
Pode ver-se que s varia de "R" - "r" ate "R" + "r". Utlizando a primitiva obtida anteriormente:
obtem-se:
ou seja, uma casca com simetria esférica (esfera oca) não exerce força gravitacional no seu interior.
[editar] Referências
- Haliday, Resnick e Merril (1994), LTC, Fundamentos de Física 2, 3a















