Teorema de Perron-Frobenius
Em álgebra linear, o Teorema de Perron-Frobenius, provado por Oskar Perron (1907) e Georg Frobenius (1912), afirma que uma matriz real quadrada com entradas positivas tem um único maior autovalor e que o correspondente autovetor tem componentes estritamente positivos, e também afirma uma declaração semelhante para certas classes de matrizes não negativas. Este teorema tem aplicações importantes para a teoria de probabilidade (ergodicidade de cadeias de Markov ), para a teoria de sistemas dinâmicos; à Economia (modelo de Leontief) 1 ; à demografia (modelo de distribuição etária de população Leslie)2 à base matemática de motores de busca na internet3 e até mesmo a classificação dos times de futebol 4 .
Índice |
Caso com matrizes positivas[editar]
A teoria de matrizes não-negativas assume sua forma mais simples e elegante para matrizes positivas e é para esse caso que Oskar Perron fez descobertas fundamentais em 1907 (apud 5 ). Agora, resumiremos seus principais resultados em um teorema que leva seu nome.
- Teorema de Perron
Se
é uma matriz quadrada e
, então
- (a)

- (b)
é um autovalor de 
- (c) Existe um vetor
tal que
e 
- (d)
é um autovalor algebricamente (e, dessa forma, geometricamente) simples - (e)
para todo autovalor de
tal que
, ou seja,
é o único autovalor de maior módulo - (f)
quando
, onde
,
,
,
,
e
.
O único autovetor normalizado caracterizado no item (c) do Teorema de Perron é frequentemente chamado de vetor de Perron de
e
é frequentemente chamado de raiz de Perron de
. Obviamente,
é uma matriz positiva se
é positiva. Assim, o Teorema de Perron se aplica à matriz
também. O vetor de Perron de
é chamado de vetor de Perron à esquerda de
5 .
Caso com matrizes não-negativas e irredutíveis[editar]
Quando nos deparamos com matrizes não-negativas que não são positivas, é necessário considerar uma extensão do Teorema de Perron para o caso em que nem todas entradas da matriz são estritamente positivas. 5
- Teorema
Se
é uma matriz quadrada e
, então
é um autovalor de
e existe um autovetor não-negativo
,
, tal que
.
Entretanto, sem hipóteses adicionais, não podemos ir muito além do teorema acima na generalização do Teorema de Perron para matrizes não-negativas.
Quando
, o autovalor não-negativo
é chamado raiz de Perron de
. Visto que um autovetor associado com a raiz de Perron de uma matriz não-negativa não é necessariamente unicamente determinado (a menos quando
é positiva), não existe uma noção bem determinada de o vetor de Perron para uma matriz não-negativa. Por exemplo, a matriz
possui todo vetor não-negativo como um autovetor associado com a raiz de Perron
. 5
Agora, veremos como o Teorema de Perron se generaliza para matrizes não-negativas e irredutíveis. O nome de Frobenius é associado à generalização dos resultados de Perron sobre matrizes positivas para matrizes não-negativas segundo 5 , pois os primeiros resultados para tais matrizes foram obtidas por Georg Frobenius em 1912.
- Teorema de Perron-Frobenius
Se
é uma matriz quadrada, não-negativa e irredutível, então,
- (a)

- (b)
é um autovalor de 
- (c) Existe um vetor
positivo tal que 
- (d)
é um autovalor algebricamente (e, dessa forma, geometricamente) simples
O teorema garante que o autoespaço de uma matriz não-negativa e irredutível associado com a raiz de Perron é unidimensional. Para uma matriz não-negativa e irredutível, o único autovetor positivo normalizado também é chamado de vetor de Perron. 5
Ver também[editar]
Referências
- ↑ Meyer 2000, p. 8.3.6 p. 681
- ↑ Meyer 2000, p. 8.3.7 p. 683
- ↑ Langville & Meyer 2006, p. 15.2 p. 167
- ↑ Keener 1993, p. p. 80
- ↑ a b c d e f Horn, Roger A.; Johnson, Charles R.. Matrix Analysis. [S.l.]: Cambridge University Press, 1985. ISBN 0-521-38632-2

tal que
e
para todo autovalor de
, ou seja,
quando
, onde
,
,
e
.