Teoria celular

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Desenho da estrutura do súber, conforme visto pelo microscópio de Robert Hooke e descrito em seu livro Micrographia, a qual dá origem à palavra "célula", usada para descrever a menor unidade de um organismo vivo.

A teoria celular é um dos conhecimentos fundamentais da biologia. A teoria indica que todos os seres vivos são compostos por células, e seus idealizadores foram Matthias Jakob Schleiden e Theodor Schwann.

História[editar | editar código-fonte]

A Teoria Celular, criada por Robert Hooke, em 1665, estabelece a célula como a unidade morfofisiológica dos seres vivos, ou seja, a célula é a unidade básica da vida.

No final da década de 1830, dois cientistas alemães, Matthias Jakob Schleiden, ex-advogado que abandonou a profissão para estudar a estrutura e fisiologia das plantas, determinando também que todas as plantas apresentavam organização celular, e Theodor Schwann, médico dedicado ao estudo da anatomia dos animais, estendeu a teoria de Mathias aos animais, formulando a hipótese de que todos os seres vivos são constituídos por células, construindo a base da teoria celular.

Importância[editar | editar código-fonte]

A Teoria Celular, foi uma das mais importantes generalizações da história da Biologia. Ficou claro que, apesar das diferenças quanto à forma e função, todos os seres vivos têm em comum o facto de serem formados por células. Portanto, para a plena compreensão do fenómeno da vida, é preciso conhecer as células.

O entusiasmo pela Teoria Celular também levou os biólogos à investigação sobre a origem das células vivas. Alguns acreditavam que as células se formavam espontaneamente, a partir da aglomeração de determinados tipos de substâncias, enquanto outros se opunham a essa ideia, afirmando que uma célula somente podia originar-se de outra célula pré-existente.

A teoria celular foi "o alicerce" para todo o desenvolvimento do estudo biológico. Graças a tal teoria foi possível chegarmos a uma conclusão mais facilmente através de muitos experimentos e teses, desfazendo o até então "empirismo" e pondo em prática o "método científico".

Eis abaixo algumas das definições da "Teoria Celular":

Todo ser vivo seja formado por células

A vida depende da Autonomia e da integridade da célula

Toda célula é portadora de material genético, o DNA e o RNA

A célula é responsável por todo o metabolismo do organismo, em conjunto com outras, forma os sistemas

Toda célula se origina de uma outra célula pré-existente. Sendo que elas fazem a reprodução assexuada Por outras palavras, explicou o que era até então inexplicável e deu condições para criação de outras teorias. A Principal importância é que a célula se desenvolva no Material genético, o DNA e o RNA

Principais ideias[editar | editar código-fonte]

A Teoria Celular tem três ideias principais:

  • Todos seres vivos, exceto os vírus, são formados por células e pelos seus produtos. Portanto, as células são as unidades morfológicas dos seres vivos;
  • As atividades fundamentais que caracterizam a vida ocorrem dentro da célula. Portanto, as células são as unidades funcionais ou fisiológicas dos seres vivos
  • Novas células formam-se pela reprodução de outras células preexistentes, por meio da divisão celular.

Esta última ideia foi uma conclusão do Russo Rudolph Virchow em 1855. Ele resumiu esta ideia numa frase em latim, que se tornou muito famosa: "Omnis cellula ex cellula". A ideia de Virchow foi apoiada, em 1878, pelo biólogo Walther Flemming, quem descreveu a ricos detalhes o processo de reprodução celular.

De acordo com o cientista de Schwann (1810-1882), toda a célula se origina de outra preexistente, todos os seres vivos têm organização celular: alguns são formados por uma única célula: outros por milhões delas. Já a teoria celular atual diz que nem todos os seres vivos possuem organização celular, os vírus por exemplo, não possuem tal organização, sendo, portanto, acelulares.

A teoria celular[editar | editar código-fonte]

Nem todos os seres vivos possuem organização celular: os vírus não possuem tal organização, ou seja, são acelulares. Por isso, alguns cientistas não os consideram seres vivos. Entretanto, todos concordam que os vírus são estruturas biológicas, pois precisam necessariamente invadir células vivas para se reproduzir. Eles são parasitas intracelulares obrigatórias e, se não encontrarem células vivas dentro das quais possam produzir novos vírus, permanecem inertes, sem realizar nenhuma atividade viral, pois são formados por uma cápsula de proteína e cromossomos. As outras células podem ser unicelulares procariontes ou unicelulares eucariontes ou até mesmo pluricelulares eucariontes, com várias células com núcleo membranoso, pois um ser pluricelular raramente possui células procariontes.

Toda célula, como diz a biogênese, se origina de outra pré-existente.

A célula é a menor porção de matéria viva capaz de realizar as diversas funções que mantêm vivo um organismo, do contrário dos vírus, que são parasitas, menores que uma célula, e só possuem vida quando parasitam uma bactéria ou célula.

Referências[editar | editar código-fonte]

Amabis, José Mariano e MARTHO, Gilberto Rodrigues. Biologia das células: origem da vida, citologia, histologia, embriologia, 1ª edição, Editora Moderna, 1194, págs 9846-9947.