Atribuição (psicologia)

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Teoria da Atribuição é uma teoria da Psicologia Social que disserta sobre as maneiras pelas quais as pessoas explicam (ou atribuem) o comportamento de outros, ou delas mesmas, com fatores externos. Ela explora como indivíduos "atribuem" causas para eventos e como essa percepção cognitiva afeta a utilidade dos indivíduos em uma organização. Foi desenvolvida por Fritz Heider, Harold Kelley, Edward E. Jones, e Lee Ross.

Elementos da Teoria da Atribuição[editar | editar código-fonte]

Bernard Weiner propôs alguns elementos à teoria: locus, estabilidade e controle.[1]

Locus de causalidade[editar | editar código-fonte]

O primeiro, Locus de causalidade, é a localização da causa - interna (disposicional) ou externa (situacional) à pessoa. Está bastante relacionado aos sentimentos de auto-estima. O sucesso ou falha é atribuído a fatores internos: sucesso levará ao orgulho e motivação aumentada, enquanto falha diminuirá a auto-estima.[1]

Estabilidade[editar | editar código-fonte]

A estabilidade é a probabilidade da causa se manter a mesma no futuro próximo, ou mudar. Está relacionada às espectativas sobre o futuro. Por exemplo, se um estudante atribui sua falha a fatores estáveis, como, por exemplo, a dificuldade da matéria, ele esperará falhar naquela matéria no futuro.[1]

Controlabilidade[editar | editar código-fonte]

Controlabilidade é a possiblidade da pessoa controlar a causa do que ocorre. Está relacionado a ambições, como raiva, piedade, gratidão ou vergonha. Se o indivíduo se sente responsável por suas falhas, sente culpa; se se sente responsável por seu sucessos, sente orgulho. Falhar, porém, em uma tarefa que não controla pode levar à vergonha ou à raiva.[1] [2]

Teoria da Covariação[editar | editar código-fonte]

A teoria da Covariação, desenvolvida por Harold Kelley, examina como as pessoas decidem se a atribuição a ser feita será interna ou externa. A teoria divide as maneiras pelas quais as pessoas atribuem causas em dois tipos:

  • Atribuição externa ou situational: atribui causalidade a um fator externo, como, por exemplo, o clima.
  • Atribuição interna ou disposicional: atribui causalidade a fatores internos à pessoa, como sua própria inteligência ou outras variáveis que fazem o indivíduo responsável pelo evento.

Referências

  1. a b c d Marcelo Luis Grassi Beck. (Dezembro de 2001). "A Teoria da Atribuição e sua Relação com a Educação" nº 03. ISSN 1519-6178.
  2. Second Canadian Edition of Educational Psychology, by Anita Woolfolk, Philip Winne, and Nancy Perry.
  • Heider, Fritz. (1958). The Psychology of Interpersonal Relations. New York: John Wiley & Sons. ISBN 0-471-36833-4
  • Woolfolk, Anita (2007). Educational Psychology. Boston, MA: Pearson Education, Inc..
  • Vockell, Edward L (2001). Chapter 5, Educational Psychology: A Practical Approach.
  • Este artigo foi inicialmente traduzido do artigo da Wikipédia em inglês, cujo título é «Attribution theory», especificamente desta versão.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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