Teoria da persuasão

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Introdução[editar | editar código-fonte]

A Teoria da Persuasão, também chamada de Teoria Empírico-experimental, paralelamente à Teoria Empírica de Campo, desenvolve-se a partir dos anos 40 e conduz ao abandono da Teoria Hipodérmica. Consiste na revisão do processo comunicativo entendido como uma relação mecanicista e imediata entre estímulo e resposta. Oscila entre a idéia de que é possível obter efeitos relevantes se as mensagens forem adequadamente estruturadas e a certeza de que, frequentemente, os efeitos que se procurava obter não foram conseguidos. Persuadir os destinatários é possível se a mensagem se adequa aos fatores pessoais ativados pelo destinatário ao interpretá-la. A mensagem contém características particulares do estímulo, que interagem de maneira diferente de acordo com os traços específicos da personalidade do destinatário.( De Fleur, 1970,122) Ou seja, o avanço consiste em que a teoria passa a levar em conta as diferenças individuais do público. Dessa maneira, estabelece-se uma estrutura lógica, muito semelhante ao modelo mecanicista da Teoria Hipodérmica:

CAUSAS -> PROCESSOS PSICOLOGICOS INTERVENIENTES -> EFEITOS

Síntese[editar | editar código-fonte]

Contexto[editar | editar código-fonte]

  • Segunda Grande Guerra - Guerra Fria / Comercialização ( Poder ilimitado da mídia)

Aspectos Importantes[editar | editar código-fonte]

  • Estuda os fatores que provocam o sucesso e o insucesso do processo comunicativo tomando por base mensagem e audiência.
  • A massa é vista como grupo, não mais como indivíduo isolado
  • A mensagem deve ser adequada às características do grupo que se quer persuadir
  • Existem intervenientes psicológicos no público que influem nos efeitos da mensagem
  • O foco desta teoría é a mensagem e o destinatário
  • Esta Teoria tem orientação sociológica

Hyman e Sheatsley determinam em seu ensaio processos intervenientes ou algumas razões pelas quais as campanhas de informação falham.

Fatores relativos à audiência[editar | editar código-fonte]

  • Interesse em obter a informação.
  • Exposição seletiva: Campanhas fazem mais efeito para os que já concordam com o tema.
  • Percepção seletiva: O destinatário interpreta a mensagem e a adapta aos seus valores, às vezes entendendo-a até de forma oposta à original.
  • Memorização seletiva:' A audiência memoriza mais os argumentos com os quais concorda. Com o passar do tempo da exposição, isso se acentua.

Fatores relativos à mensagem[editar | editar código-fonte]

  • Credibilidade do comunicador
  • Integralidade da argumentação: estudar o impacto que causa a apresentação de um único aspecto ou ambos aspectos de um tema controverso
  • Ordem da argumentação:
  • Efeito Primacy: apresenta-se os argumentos a que se quer dar ênfase no início.
  • Efeito Recency: apresenta-se os argumentos a que se quer dar ênfase no final.
  • Explicitação das conclusões: se é mais eficaz deixar as conclusões explícitas ou implícitas.

Principais autores[editar | editar código-fonte]

  • Karl Hovland
  • Harold Lasswell

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Wolf, Mauro "'Teorias da Comunicação"'
  • Pena, Felipe "' 1000 Perguntas , Teoria da Comunicação, Conceitos, Mídias, Profissões"'
  • Almeida, Nailton "'Cada um tem sua razão, o que seria do homo sapiens se não fossem os sonhos, seria só uma mente vazia numa noite quente de verão'"
  • Versiani, Caio "O mundo globalizado também tem seus defeitos "
  • Maciel, Vitor "'A influencia dos veículos de comunicação em massa'"