Teoria do éter

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Etimologia

Do Latin, æthēr; do grego, αἰθήρ aithēr; de significado: céu, firmamento, derivado de raízes indoeuropeias, aydh- "arder, fogo". Na Grécia antiga, éter era a substância que os Deuses respiravam, em contraste com o pesado ar que os mortais respiravam. Na era pré-socrática, éter era atribuído ao quinto elemento da natureza.

Éter na filosofia aristotélica

Para Aristóteles (384-322 a C), éter era o elemento material que compunha o mundo supralunar, do qual eram feitas as estrelas, o quinto elemento da natureza e, sobretudo, seu movimento natural era circular, se diferenciando dos outros quatro elementos conhecidos (terra, água, ar e fogo), cujos movimentos eram rectilíneos. Ainda, segundo a teoria de Aristóteles, o éter era um elemento sutil e leve, mais perfeito que os outros quatro e preenchia todo o espaço vazio do universo.

A Teoria do Éter é o nome dado ao conjunto de idéias produzidas principalmente na segunda metade do século XIX com o objetivo de dar um corpo coeso às teorias físicas existentes até então. Apesar de podermos encontrar traços fortes dessa teoria desde o pensamento de Isaac Newton (1642-1727), foram Hendrik Lorentz (1853-1928) e Henri Poincaré (1854-1912) os cientistas que ficaram conhecidos como autores dessa teoria.

Hoje a Teoria do Éter é vista como uma abordagem equivocada para os fenômenos naturais. Ela não é mais lecionada ou defendida enquanto teoria física, restando-lhe somente seu grande valor histórico.

Motivação da teoria do éter[editar | editar código-fonte]

No final do século XIX tanto a mecânica de Newton como o eletromagnetismo de Maxwell estavam consolidados enquanto teorias físicas. Do ponto de vista da mecânica, para todos os observadores que viajam a uma velocidade constante valem as mesmas leis do movimento. Por exemplo, uma moeda lançada no interior de um automóvel descreve o mesmo movimento para o carro em repouso na calçada como para o carro em movimento retilíneo uniforme. Nesse sentido, a mecânica newtoniana não trabalha com observadores privilegiados. Há uma série de observadores equivalentes que percebem a mesma natureza da mesma forma. Segundo a teoria eletromagnética, uma partícula carregada eletricamente que atravessa um campo magnético sofre a ação de uma força que depende: da carga da partícula, do campo magnético e da velocidade da partícula. Como a teoria eletromagnética não definia claramente a partir de qual observador essa velocidade deveria ser medida, popularizou-se a existência de um observador privilegiado onde são válidas as leis do eletromangetismo. Tal observador foi chamado Éter. Para justificar o Éter não ter sido descoberto anteriormente foi necessário atribuir a ele algumas propriedades 'mágicas', como, por exemplo, ter densidade nula e preencher todos os espaços vazios, mesmo os intergaláticos.

O Experimento de Michelson Moreley[editar | editar código-fonte]

Em 1881 A. Michelson (1852-1931) encontrou uma forma de medir a velocidade do éter em relação à Terra. O experimento foi aprimorado e repetido em 1887 sem indicar resultados positivos em nenhum dos casos. Ao que tudo indicava, se o éter realmente existe, a natureza se comporta de forma a torná-lo imperceptível.

Hipóteses ad hoc[editar | editar código-fonte]

Como o Éter não era detectado por nenhum dos experimentos realizados, a Teoria do Éter sofreu sucessivos acréscimos. Suas alterações mais significativas foram a hipótese do arrastamento do éter, a hipótese da contração de Lorentz e as transformações de Lorentz. Todas elas apontavam para uma questão simples: Se a Natureza se comporta como se o Éter não pudesse ser visto, então quais são nossas razões para acreditar na sua existência?

Nos primeiros anos do século XX a Teoria do Éter já se encontrava enfraquecida e desacreditada por seus próprios idealizadores. Em 1905 Albert Einstein inaugurou o que hoje conhecemos por teoria da relatividade restrita. Por essa nova teoria, o Éter foi definitivamente abandonado e banido dos currículos.

Visão da Teoria do Éter pelos Antigos[editar | editar código-fonte]

Observamos que os Povos antigos tinham uma visão diferente dos modernos. Sem recursos como fisica e ciência denominaram Éter o fluido que preenchia os espaços vazios inclusive entre os planetas e estrelas e que a própria matéria seria constituída deste fluido, de forma densificada. Seria o equivalente ao Quinto Elemento ou ao elemento espiritual denominado akasha. O Espírito Humano seria constituído de camadas deste fluido e isto é observado em várias linhas místicas entre elas a Teosofia sendo que na Doutrina Espírita, cujo codificador fora Allan Kardec, é denominado fluido cósmico universal. Em outras filosofias e religiões também é denominado plasma divino.

Visão do Éter pela Física contemporânea[editar | editar código-fonte]

Segundo a física moderna o Éter não é em si vazio, é preenchido por flutuações eletromagnéticas ou flutuações quânticas chamadas flutuações do vácuo quântico retratadas como partículas virtuais. Estas flutuações produzem uma pressão e o efeito da pressão sobre os corpos fora detectado por experiências de medição efetuadas com placas metálicas no vácuo ficando conhecido como Efeito Casimir. Experiências modernas e observações dizem que o Éter não é constante podendo ser dobrado ou mesmo modificado. Isto é retratado pela teoria da velocidade da luz variável. A visão moderna do Éter explica até mesmo a interferência das massas em rotação. Como o caso da precessão do giroscópio e dos corpos em rotação que estejam em queda livre no espaço. Há teorias que dizem que a inércia é gerada pela interferência da matéria no espaço. Como tais teorias ainda estão longe de serem testadas ou por falta de material ou por não se ter aparelho que permita medir. Isto está ligado a teorias da gravitação e de campo unificado.