Teoria do valor-trabalho

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Este artigo não cita fontes fiáveis e independentes. (desde setembro de 2012). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)

A teoria do valor-trabalho é uma teoria econômica associada maioritariamente a Adam Smith, David Ricardo e, por vezes, a Karl Marx.

Por outro lado, a teoria do valor-trabalho parte da ideia de que a atividade econômica é essencialmente coletiva. Ou seja, ela não interessa no estudo da ciência econômica, enquanto atividade individual. É claro que os indivíduos, vez por outra, fazem coisas para si próprios, isoladamente.

Segundo essa teoria, o valor econômico de uma mercadoria é determinado pela quantidade de trabalho que, em média, é necessário para a produzir, incluindo aí todo o trabalho anterior (para produzir suas as matérias primas, máquinas, etc.).

Por esta teoria o preço de uma mercadoria reproduz a quantidade de tempo de trabalho nela colocado, sendo o trabalho o único elemento que realmente gera valor. Num exemplo clássico entre os teóricos do valor-trabalho, a razão porque um diamante é mais valioso que um copo de água é porque dá, em média, mais trabalho, encontrar e extrair um diamante do que um copo de água. Não podemos confundir essa teoria com as leis de oferta e demanda, o valor-trabalho segundo Karl Marx, falava da relação entre o trabalhador e o bem produzido por seu trabalho, estabelecendo uma razão onde o produto que dava mais trabalho para ser produzido, deveria corresponder à uma maior remuneração do trabalhador que o produzia, colocando este valor no preço final do produto, o que traria maior igualdade nas relações. Na economia, a escola neoclássica faz grandes objeções às concepções em torno da teoria do valor-trabalho e considera a escola marxista como tributária de tais concepções.

Karl Marx, por outro lado, foi ao mesmo tempo um grande crítico da teoria clássica do valor-trabalho e um teórico que procurou compreendê-la de outras perspectivas, em relação a Smith e Ricardo. Marx encontra no fato de a riqueza social, ou os valores de uso dos produtos, serem medidos com base no tempo de trabalho necessário para produzir mercadorias, a grande limitação da forma de produção capitalista, enquanto os economistas clássicos enxergavam como um fenômeno natural da humanidade, direcionado pela atual necessidade de cada época, e até mesmo pelas vontades de cada um em ter determinado objeto ou desfrutar de sua utilidade. Ocorre que o desenvolvimento tecnológico faz com que cada vez menos trabalho direto seja necessário para a produção de mercadorias ao mesmo tempo em que ele continua a ser a principal referência para compor o seu valor[1] . Marx distingue, ainda, valor e preço. Em síntese, enquanto o segundo está sujeito a flutuações geradas por fatores políticos (intervenção cambial, medidas protecionistas, etc) e de demanda, o primeiro está ligado aos fatores necessários para a sua produção (matérias primas, máquinas e trabalho).[2]

Tal crítica, presente em O Capital (1867), provocou uma intensa movimentação entre os economistas de sua época levando vários teóricos a proporem abordagens alternativas à teoria tradicional do valor-trabalho, como a tese da Teoria do Valor Subjetivo e a do valor marginal, desenvolvida simultânea e separadamente por três pensadores, Leon Walras, Stanley Jevons e Carl Menger, na década de 1870[3] .

Os economistas da Escola Austríaca, como Carl Menger e Ludwig von Mises criticam a teoria do valor-trabalho, dizendo que o valor seria atribuído conforme a utilidade e raridade do bem ou serviço em questão. Sendo o trabalho considerado por estes um serviço, este, segundo a escola, se trataria de um bem valorável e negociável. Como se sabe, o valor inclui todos esses fatores, tanto o trabalho e a matéria-prima utilizados, como a utilidade que o objeto tem, uma coisa não implica em nulidade da outra, apenas se complementam.

Lei do valor[editar | editar código-fonte]

A Lei do valor é a lei econômica da produção mercantil que, por um lado, condiciona a produção e troca de cada mercadoria de acordo com o seu gasto socialmente necessário de trabalho, e, por outro, é a lei do equilíbrio espontâneo da sociedade mercantil-capitalista.

A mais-valia[editar | editar código-fonte]

A mais-valia é o nome dado por Karl Marx à diferença entre o valor produzido pelo trabalho e o salário pago ao trabalhador, que seria a base da exploração no sistema capitalista.

Notas e referências

  1. Marx, Karl. Grundrisse. São Paulo: Boitempo editorial, 2011, p. 591
  2. Marx, Karl. Salário, Preço e Lucro. Visitado em 31/01/2013.
  3. Harvey, David. Lendo O Capital. [S.l.: s.n.].

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • SINGER,Paul - Curso de introdução á economia política. 15 ed. Rio de Janeiro: Forense, 1994
Ícone de esboço Este artigo sobre economia é um esboço relacionado ao Projeto Ciências Sociais. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.