Teorias sobre a origem de Cristóvão Colombo

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A origem de Cristóvão Colombo é considerada por alguns estudiosos como enigmática. O seu próprio filho, Fernando Colombo (baptizado Hernando Colón em Espanha), na sua "Historia del almirante Don Cristóbal Colón" obscureceu a pátria e origem de Colombo, afirmando que o seu progenitor não queria que fossem conhecidas tais informações.[1] [2] Por este motivo foram surgindo múltiplas teorias sobre o lugar de nascimento de Colombo. Destas destacam-se a hipótese portuguesa, a catalã e a galega.

A teoria ou, com mais propriedade, as teorias da naturalidade portuguesa de Cristóvão Colombo baseiam-se na existência de supostos portuguesismos em seus escritos, na interpretação do anagrama da assinatura de Colombo e nos topónimos dados pelo navegador às terras que descobriu. O filólogo Ramón Menéndez Pidal confirmou estes portuguesismos, por oposição àqueles que afirmaram serem galeguismos ou catalanismos.[3] [4] [5] Segundo o historiador Antonio Romeu de Armas isto dever-se-ia não ao fato de ser nascido em Portugal, mas sim devido aos vários anos que permaneceu nesse país.[6] Existem, além disso, conjecturas indicando uma possível origem sefardi, de acordo com a tese do historiador Salvador de Madariaga.[7] Para Madariaga, Colombo seria genovês, mas seus ascendentes seriam judeus catalães fugindo da perseguição do final dos século XIV.[8] [9] Colombo seria um judeu convertido, razão que explicaria, segundo Madariaga, seu empenho em ocultar suas origens.

Hipótese portuguesa[editar | editar código-fonte]

A ideia de que Cristóvão Colombo teria nascido em Portugal surgiu em 1915, pois todos os autores anteriores que de algum modo expressaram a sua naturalidade, incluindo os cronistas seus contemporâneos, afirmavam ser italiano ou genovês. "As regras do tempo mostram-nos que um plebeu nunca se casava com uma nobre, pelo que a origem de Colombo é assaz duvidosa." [10]

Patrocínio Ribeiro[editar | editar código-fonte]

Em 1915, numa conferência apresentada à Academia das Ciências, Patrocínio Ribeiro defendeu a hipótese de ser natural de Portugal[11] . A origem desta hipótese foi uma reacção à prelecção feita em 1914 por D. Enrique de Arribas y Turull[12] na Sociedade de Geografia de Lisboa onde o conferencista afirmara que Colombo era galego, baseando-se para o efeito em documentos pretensamente encontrados em Pontevedra por Celso García de la Riega, documentação essa que, em 1917, Eladio Oviedo Arce demonstrou ser falsa[13] .

Em 1927 o artigo de Ribeiro é reeditado postumamente com acrescentos e alterações, nele se concluindo que Colombo é natural de Colos no Alentejo e que o seu verdadeiro nome é Cristóvão de Colos[14] . Este mesmo livro inclui um estudo cabalístico da assinatura de Colombo feito pelo médico Barbosa Soeiro[15] , estudo esse que, não trazendo nada de substancial à discussão, abre o caminho para outro tipo de abordagens dentro desta linha de argumentação.

Na sua comunicação, Arribas y Trull apresentara um rol de topónimos dados por Colombo às terras que descobriu no Novo Mundo e fá-los corresponder a topónimos galegos, pretendendo com isso demonstrar que Colombo teria dado às terras que descobriu os nomes da sua própria terra, afirmando mesmo que não deu nenhum topónimo português ou italiano às suas descobertas, embora reconheça que não se pode fazer história com base em homonímias. Para demonstrar a fragilidade da argumentação de Arribas, Patrocínio Ribeiro repete o mesmo exercício, desta vez com topónimos dados às terras a que os portugueses chegaram no Atlântico anteriores às viagens de Colombo e depois faz o mesmo exercício com terras do Alentejo, concluindo que os nomes atribuídos pelo Almirante são alentejanos, e que - pela lógica toponímica - essa seria a terra do navegador.

Leu mal Rui de Pina e João de Barros quando diz que estes não fazem qualquer menção à naturalidade de Colombo, escrevendo que «Em Portugal, que me conste, não há em cronistas nem em documentos inéditos referência alguma aos Colombos, italianos, ou aos Colons, espanhóis. … Rui de Pina e João de Barros só se referem a Cristóvam Colombo pelo feito que o celebrizou, mas duma forma muito breve e vaga».

Continua depois com uma afirmação algo confusa – como já antes o notou Luís de Albuquerque[16] – escrevendo «Pela primeira vez, eu vou procurar explicar, pelo lado mais racional, essa saída misteriosa de Colombo do nosso país baseando-me, exclusivamente, na teoria das hipóteses onde, de resto, se tem baseado, também, toda a enorme bibliografia colombina, como é notório.»

Embrenha-se na cronologia colombina, tomando-a como certa e faz cálculos para determinar o ano de 1483 como o da saída do navegador de Portugal e especula sobre as intenções do futuro almirante, declarando que este se disfarça de genovês, vendedor de livros e mapas, para aceder à casa de Medinaceli. Adiante refere a conspiração de 1484 contra D. João II e associa Colombo à mesma razão porque terá mudado o nome para o genovês Colomo.

É este envolvimento na conspiração contra D. João II que explica a carta do mesmo monarca ao navegador datada de Avis, 20 de Março de 1488 e na qual este autor – que a transcreve com erro de leitura logo no apelido do navegador – vê um salvo-conduto «concedido a quem tinha culpas muito graves no cartório régio» dizendo também que «pode ver-se que o monarca não se dirigia a um genovês e sim a um vassalo seu que residia no estrangeiro».

Moses B. Amzalak[editar | editar código-fonte]

Nesse mesmo ano também é publicado um pequeno estudo de Moses B. Amzalak sobre a assinatura do navegador, no qual, em vez de nela procurar significados a partir do latim ou do grego como os anteriores, busca no hebraico forma de a decifrar e assim saber quem realmente era Cristóvão Colombo[17] .

Pestana Júnior[editar | editar código-fonte]

No ano seguinte aparece um novo livro defendendo a ideia dum Colombo português: Pestana Júnior recusa a explicação de Ribeiro argumentando e pretendendo demonstrar por uma complexa interpretação da assinatura de Colombo que o Almirante, sendo português, é, na realidade, Simão Palha[18] [19] .

G. L. dos Santos Ferreira e António Ferreira de Serpa[editar | editar código-fonte]

Muitos outros autores foram contribuindo com diferentes e, frequentemente, contraditórias ideias em defesa da naturalidade portuguesa do descobridor do Novo Mundo. G. L. dos Santos Ferreira e António Ferreira de Serpa apresentam Cristóvão Colombo como Salvador Gonçalves Zarco, filho ilegítimo do Duque de Viseu e de uma filha de João Gonçalves Zarco[20] .

Mascarenhas Barreto[editar | editar código-fonte]

Mais recentemente há autores dizendo-o de Cuba, no Alentejo, e que o seu nome é Salvador Fernandes Zarco, como é sustentado por Mascarenhas Barreto[21] . Esta última ideia foi popularizada entre o grande público pelo romancista José Rodrigues dos Santos[22] .

Manuel da Silva Rosa e Eric Steele[editar | editar código-fonte]

Manuel da Silva Rosa defende a teoria que Cristóvão Colombo era o nome falso de Segismundo Henriques,filho de Henrique Alemão e de sua esposa Senhorinha Annes que o autor teoriza ter sido Senhorinha Annes de Sá Colonna, tetraneta de Cecilia Colonna, uma filha ilegitima do senador Giacomo Sciarra-Colonna. Segundo algumas teorias da época, e uma carta encontrada no Século XX nos arquivos dos Cavaleiros Teutónicos, o rei Vladislau III da Polônia não morreu em Varna mas viveu exilado na Madalena do Mar na Ilha da Madeira[23] . O autor dá a razão de todo aquele mistério construído em volta da identidade de Colombo como feito com o intento de proteger a identidade de seu pai, o rei Ladislau III. No seu primeiro livro, o mesmo autor, dissecara a teoria de Mascarenhas Barreto, defendendo que Cristóvão Colombo era na realidade Salvador Fernandes Zarco, explicando algumas dúvidas nessa teoria [24] , e já apresentava nesse mesmo livro a possibilidade que Colombo fosse Segismundo Henriques. Posteriormente adicionou uma terceira teoria com a possibilidade que o Almirante seria D. Diogo, Duque de Viseu, o mesmo que caiu vítima do punhal de D. João II no ano de 1484[25] embora o seu pendor continuasse focado no Segismundo Henriques como a pessoa que assumiu o nome de Cristóbal Colón em Castela.[26]

Manuel da Silva Rosa foi ainda mais além do que Patrocínio Ribeiro mostrando uma lista de uns 80 nomes tão portugueses como Caxinas, Cabo de Lapa, Natividade, Vale do Paraíso, Cabo Talhado e Cabo Agulhas (estes dois últimos usados por Bartolomeu Dias na descoberta do Cabo da Boa Esperança).[26] Outro facto utilizado por Manuel Rosa são estas palavras de Colombo Lembrem-se Vossas Altezas que eu deixei mulher e filhos e vim da minha terra para os servir escritas desde Lisboa a 4 de Março de 1493, quando regressava da viagem de descoberta. Como Colombo nunca saiu de Itália mas sim de Portugal para servir em Espanha, e como só estava casado em Portugal com a Filipa Moniz essa minha terra refere-se a Portugal.[23]

Mayorazgo de 1498 (Document Patronato, 295, N. 101) do Archivo General de Indias Sevilha.

No documento denominado "Fundación de Mayorazgo", onde Colombo supostamente declara a sua naturalidade Genovesa, alguns autores e investigadores levantaram a hipótese de ter sido motivado pelos pleitos que mantiveram seus descendentes com a coroa,[27] e, consequentemente, o declaram como falso ou apócrifo, embora outros investigadores do início do século XX encontraram no Arquivo Geral de Simancas documentos que, segundo eles, mostravam a autenticidade deste documento.[28] [29] Manuel Rosa apresentou evidências que, segundo ele, provariam que a "Fundación de Mayorazgo", com data inicial de 1598, sendo depois um 4 escrito por cima do 5 (ver imagem), fora inventada por Baltasar Colombo, litigante no Pleito do Ducado de Verágua, e que o registo no Arquivo Geral de Simancas referir-se-ia à autorização de 1497 para instituir morgado e não a nenhum documento de 1498.[30] Manuel Rosa apresenta ainda evidências que provariam que o documento sobre os Genoveses "Paolo di Negro e Lodovico Centurione" não fazia parte do testamentos de Colombo de 1506 e que fora escrito por outro notário, Pedro Azcoitia, anos após a morte de Colombo e que a autenticidade desse documento fora também contestada durante o Pleito do Ducado de Verágua por haver no documento "de Azcoitia uma falsidade manifesta."[31] .

Hipótese catalã[editar | editar código-fonte]

Luis Ulloa, historiador peruano que residiu em Barcelona vários anos, afirmava que Colombo era de origem catalã[32] e de tradição marítima, baseando-se, entre outros motivos, em que seus escritos, todos em língua castelhana, existem expressões linguísticas próprios do catalão.[33] Para Ulloa, Cristóvão Colombo foi um nobre catalão que se chamaria na verdade Joan Colom, um navegador inimigo de João II de Aragão, contra o qual lutou a serviço de Renato de Anjou, aspirante ao trono e que, além disso, seria também o suposto John Scolvus que havia chegado ao norte da América no ano de 1476, e que posteriormente ofereceria o projecto de descobrimento a Fernando o Católico para beneficio da Catalunha.[34] Esta teoria tem sido seguida, ampliada ou modificada por diversos autores, em sua maioria por historiadores catalães, ainda que existam também, investigadores de outros países como o estadunidense Charles Merrill que tem apoiado esta tese.[35]

Da hipótese catalã surgiram diferentes correntes como a tese baleares, uma delas, a maiorquina, identifica Colombo como filho natural do príncipe de Viana nascido em Felanitx, Mallorca.[36] [37] Todavia, o investigador, jornalista e piloto mercante, Nito Verdera, rejeitou essa tese.[38] [39] Verdera, mesmo assim, sustentou a teoria que Colombo era criptojudeu e nasceu em Ibiza.[40]

Hipótese galega[editar | editar código-fonte]

Outra hipótese sugere que Colombo seria de origem galega; Celso García de la Riega sustentava esta teoria[41] baseando-se em documentos da época colombina,[42] , entretanto, posterioremente foram descobertos pelos estudos realizados tanto pelo paleógrafo Eladio Oviedo Arce,[43] como pela Real Academia de História[42] que os documentos citados eram falsos ou haviam sido manipulados em datas posteriores à sua criação.[44]

Outras hipóteses espanholas[editar | editar código-fonte]

Também surgiram outras outras teorias, embora menos defendidas, sobre outras possíveis origens espanholas de Colombo. Além das hipóteses citadas que propõem uma origem catalã, galega ou balear, outras teorias que lhe atribuem origem andaluz, de Sevilha,[45] castelhana de Guadalajara,[46] [47] extremenho de Plasencia[48] ou basca.[49] Outros países também competem ser o berço do almirante, sendo possível origem grega;[50] inglês;[51] corso;[52] norueguês[53] ou croata.[54] [55]

Língua materna[editar | editar código-fonte]

Sobre a língua materna de Colombo também existe controvérsia, já que, segundo os investigadores, é um importante ponto de apoio para uma ou outra teria sobre sua cidade natal. Para tratar de fixar suas origens, têm-se dado motivos para todos os sentidos. A maior parte de seus escritos estão em castelhano,[56] mas com evidentes expressões linguísticas procedentes de outras línguas da península Ibérica que, segundo Menéndez Pidal,[3] muitos coincidem com portuguesismos.[5] [56] Há vários investigadores e linguistas, tanto da Galiza como da Catalunha ou das Baleares, que apoiam a hipótese de que são galeguismos[41] ou catalanismos.[57] [58]

Não parecem existir escritos em italiana realizados por Colombo, salvo alguma nota marginal, ao que parece com uma redação deficiente. Em latim tão pouco parecia dominá-lo e o escrevia com influência hispânica e não italiana.[56]

Historiadores como Consuelo Varela e Arranz Márquez opinam que se trata de un típico homem do mar que se expressa em diversas línguas sem chegar a dominar bem nenhuma, ou que talvez falasse a língua franca ou jerga levantisca.[58]

Referências

  1. COLÓN, Hernando. Capítulo I, págs. 4-5.
  2. DÍAZ-TRECHUELO, María Lourdes. pág. 25.
  3. a b MENÉNDEZ PIDAL, Ramón. La lengua de Cristóbal Colón: El estilo de Santa Teresa y otros estudios sobre el siglo XVI. [S.l.]: Espasa-Calpe Argentina, 1942.
  4. ARRANZ MÁRQUEZ, Luis. Pág. 103.
  5. a b DÍAZ-TRECHUELO, María Lourdes. pág. 29.
  6. ROMEU DE ARMAS, Antonio. El "portugués" Cristóbal Colón en Castilla. [S.l.]: Ediciones Cultura Hispánica del Instituto de Cooperación Iberoamericana, 1982. ISBN 9788472322899.
  7. DE MADARIAGA, Salvador. Vida del muy magnífico senõr don Cristóbal Colón. [S.l.]: Espasa-Calpe, 1975. ISBN 9788423949281.
  8. ARRANZ MÁRQUEZ, Luis. Págs. 103-104.
  9. VALLS I TABERNER, Ferrán; SOLDEVILA, Ferrán. Història de Catalunya. [S.l.]: L'Abadia de Montserrat, 2002. 331 pp. ISBN 9788484154341.
  10. Prof. João Paulo Oliveira e Costa, catedrático da Universidade Nova e Director do Centro de História Além-Mar, Prof. José Damião Rodrigues e Prof. Pedro Aires Oliveira; História da Expansão e do Império Português. Lisboa: A Esfera dos Livros, 2014. ISBN: 9789896266271, p. 78
  11. Patrocínio Ribeiro, O Carácter Misterioso de Colombo e o Problema da sua Nacionalidade, Coimbra, 1916.
  12. Enrique Maria de Arribas y Turull, Cristóbal Colón, natural de Pontevedra, Memoria presentada por su autor a discusión en el Ateneo de Madrid el dia 17 de marzo de 1913, Madrid, 1913.
  13. Patrocínio Ribeiro, O Carácter Misterioso de Colombo e o Problema da sua Nacionalidade, Coimbra, 1916, p. 2. Luís de Albuquerque, Dúvidas e Certezas na História dos Descobrimentos Portugueses, vol. I, Lisboa, imp. 1991, p. 114.
  14. Patrocínio Ribeiro, A Nacionalidade Portuguesa de Cristovam Colombo, Lisboa, [1927].
  15. Barbosa Soeiro,«A Assinatura de Colombo sob o Aspecto Cabalístico», in Patrocínio Ribeiro, A nacionalidade portuguesa de Cristovam Colombo..., Lisboa, [1927].
  16. Luís de Albuquerque, Dúvidas e Certezas na História dos Descobrimentos Portugueses, Lisboa, imp. 1991.
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  19. Genealogia de Cristóvão Colombo, aliás Simão Palha..
  20. António Ferreira de Serpa e G. L. Santos Ferreira. Salvador Gonçalves Zarco (Cristóbal Colón), Lisboa, 1930.
  21. Mascarenhas Barreto, O Português Cristóvão Colombo Agente Secreto do rei D. João II, Lisboa, 1988.
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  24. Manuel da Silva Rosa & Eric James Steele, O Mistério Colombo Revelado, Lisboa, 2006.
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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • AMZALAK, Moses Bensabat. Uma interpretação da Assinatura de Cristovam Colombo, Lisboa, s. n., 1927.
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  • RIBEIRO, Patrocínio. A nacionalidade portuguesa de Cristovam Colombo. Solução do debatidissimo problema da sua verdadeira naturalidade, pela decifração definitiva da firma hieroglífica (...), Lisboa, Liv. Renascença, [1927].
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  • SOEIRO, Barbosa. «A Assinatura de Colombo sob o Aspecto Cabalístico», in Patrocínio Ribeiro, A nacionalidade portuguesa de Cristovam Colombo (...), Lisboa, Liv. Renascença, [1927].
  • BRANCO, Fernando."Cristovão Colon - Nobre Português". Chiado Editora, Lisboa, 2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Defensores da tese sobre a origem portuguesa da naturalidade de Cristóvão Colombo
Críticas a teses sobre as origens de Cristóvão Colombo
  • "Proyecto Colón". Declarações de: Consuelo Varela, Marcial Castro, José A. Lorente, Miguel Botella e Gabriel Delgado (YouTube - ADN COLON)[1]