Teresa Sousa
| Teresa Sousa | |
|---|---|
| Nascimento | 21 de dezembro de 1928 Lisboa, |
| Morte | 6 de janeiro de 1962 (33 anos) Lisboa, |
| Nacionalidade | |
| Área | Artes Plásticas, Gravura e Pintura |
| Assinatura | Teresa Sousa |
Maria Teresa Fernandes de Sousa Cruz de Carvalho (Lisboa, 21 de dezembro de 1928 - Lisboa, 6 de janeiro de 1962), conhecida apenas como Teresa Sousa - como assinava os seus trabalhos - foi uma artista plástica portuguesa que se dedicou à gravura e à pintura.1
Índice |
Biografia [editar]
Após os estudos liceais, iniciou, na ESBAL (Escola Superior de Belas Artes de Lisboa), o curso superior de pintura, que terminou em 1954. Durante a frequência do curso, foram-lhe atribuídos os prémios “Constantino Fernandes”, “Ferreira Chaves” e “Lupi”. Uma das suas primeiras exposições foi em 1953, no Salão da Jovem Pintura (Lisboa, Galeria de Março).
Em 1955, juntamente com os seus colegas Lourdes Castro, José Escada, e Cruz de Carvalho, seu futuro marido, inaugurou a Galeria Pórtico. Em simultâneo, e com estes artistas, dinamizou, no Museu Nacional de Arte Antiga, a exposição “Estudos sobre um tema de pintura”.
Ainda em 1955, esteve em Paris, como bolseira do Instituto de Alta Cultura (atualmente Instituto Camões), onde, no ateleir de Stanley William Hayter, 2 , e sob a orientação deste, estudou e trabalhou em gravura.
Também nesta época da sua vida foi animadora da Galeria Pórtico conjuntamente com Lourdes Castro, José Escada e Costa Pinheiro. 3 . Neste âmbito, em 1956, organizou as exposições “Cartazes de Paris” e “Obras de Vieira da Silva existentes em Portugal” 4 .
Casou-se em 1957 com o designer José Maria Cruz de Carvalho. Nesse ano fez a sua única exposição individual 5 , tendo ainda participado na I Exposição de Artes Plásticas da Fundação Gulbenkian6 , onde foi distinguida com o prémio de gravura 7 nota 1 .nota 2 Ainda em 1957 esteve representada na I Bienal Internacional de Gravura, em Tóquio, e venceu o concurso para a capa do Guia Turístico do SNI (Secretariado Nacional de Informação).
Em 1958, participou na 5ª exposição “Bianco e Nero”, em Lugano, integrou a Missão Cultural Artística Portuguesa que visitou a Exposição Universal de Bruxelas, e organizou a exposição de trabalhos das suas alunas “O branco, o preto e as cores”. Um dos seus alunos foi o hoje internacionalmente reconhecido artista plástico português José de Guimarães.
O seu primeiro filho nasceu em 1959, ano em que recebeu o prémio Domingos Sequeira no I Salão dos Novíssimos e esteve representada pela primeira vez na Exposição Internacional Feminina do Museu de Arte Moderna de Paris. Em 1961 foi-lhe atribuído o 2º prémio de pintura da Exposição Antoniana do Estoril e no dia 29 de dezembro nasceu o seu segundo filho.
Sem nada que o fizesse prever, faleceu no dia 6 de janeiro de 1962.
Obra [editar]
A obras de Teresa Sousa distingue-se pelo interesse pelas técnicas de de gravura (buril, em A Virgem e o Menino; água-forte, em O Atelier, 1956), bem como, do ponto de vista formal, pelo reconhecimento dos valores plásticos da Abstracção (liberdade no tratamento da mancha, liberdade do desenho), que concilia com temas de realidade sensível 8 .
O Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian possui na sua coleção alguns trabalhos de Teresa Sousa 9 .
- Gravura
- Pintura
Referências
- ↑ Sousa, Teresa de. Página visitada em 16-01-2013.
- ↑ Stanley William Hayter foi uma artista referência em gravura. Ver entrada na versão da Wikipedia em inglês. Página visitada em 24-03-2013.
- ↑ Galeria Pórtico-Teresa de Sousa. Página visitada em 17-01-2013.
- ↑ Catálogo da Exposição disponível na Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian. Página visitada em 20-01-2013.
- ↑ Catálogo da Exposição disponível na Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian. Página visitada em 20-01-2013.
- ↑ Catálogo da Exposição disponível na Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian. Página visitada em 20-01-2013.
- ↑ A I Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian (1957): balanço da arte portuguesa na transição para os anos 60 e primórdios de uma colecção institucional (Leonor da Conceição Silva Ribeiro e Alves de Oliveira), pg. 219. Página visitada em 17-01-2013.
- ↑ Candeias, Ana Filipa, in Enciclopédia Verbo Luso Brasileira, Edição Séc. XXI, Volume 27, coluna 484
- ↑ Fundação Calouste Gulbenkian, Centro de Arte Moderna. Página visitada em 17-01-2013.
Notas
- ↑ Segundo o comité de atribuição de prémios da Fundação Calouste gulbenkian: Citação: ...os seus grandes prémios foram atribuídos a artistas já consagrados, com uma longa carreira artística. Também na escolha dos artistas premiados a Fundação procurou ser consensual, tendo atribuído os grandes prémios a artistas consagrados, identificados com o modernismo já assimilado do início do século XX. António Areal (desenho) e Teresa de Sousa (gravura), com 23 e 29 anos respectivamente, foram as excepções a esta selecção de prémios, que não deixou, portanto, de distinguir duas promessas de futuro das artes plásticas
- ↑ Ainda segundo o comité de atribuição de prémios, Citação: F.C.G.: é nos artistas mais jovens que a via abstractizante predomina, ora submetida a uma geometrização flexível (Cruz de Carvalho, Teresa Sousa)...