Terminal Intermodal Jabaquara

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O Terminal Intermodal Jabaquara é um terminal que interliga a Estação Jabaquara da Linha 1-Azul do Metrô de São Paulo, o Terminal Jabaquara administrado pela EMTU e pela SPTrans, e o Terminal Intermunicipal Jabaquara, administrado pela Socicam, que tem como destino a baixada Santista. Esta também será terminal da Linha 17-Ouro do Metrô de São Paulo.

Para saber todas as informações sobre o Terminal Jabaquara o usuário pode acessar o portal do Terminal Jabaquara. Seu desenvolvimento teve o objetivo de fornecer todas as informações importantes sobre a rodoviária para que o viajante viaje tranquilo e tenha uma ótima passagem pelo terminal.

O portal não oficial do Terminal Jabaquara fornece informações dos serviços disponíveis, telefones úteis, horários de funcionamento da rodoviária e dos seus estabelecimentos, horários de ônibus, passagens de ônibus, preços das passagens, viações que atuam no terminal e seus destinos. Além das informações o passageiro pode comprar sua passagem de ônibus online com facilidade e segurança.

Linha 1 do Metrô de São Paulo[editar | editar código-fonte]

Jabaquara
1blue.png
Estação Jabaquara da Linha 1 - Azul do Metrô de São Paulo.jpg
Informações
Administração São Paulo Metro logo.png Metrô de São Paulo
Endereço Rua dos Jequitibás, 80 - Jabaquara
Uso Atual Estação de metropolitano
Código JAB
Linha 1blue.png   Azul
Plataformas Laterais
Serviços Ônibus Escada rolante Acesso à deficiente físico Elevador
Outras Informações
Inauguração 14 de setembro de 1974 (39 anos)
Próxima Estação
Precedido por 1blue.png: Conceição

A Estação Jabaquara é a estação terminal da Linha 1-Azul do Metrô de São Paulo, no sentido Sul. Foi inaugurada no dia 14 de setembro de 1974, sendo assim a primeira estação de Metrô inaugurada no Brasil.

Desta estação é feita a ligação com o Pátio de Manutenção da Linha 1-Azul. O "Pátio Jabaquara" ou "PAT" está localizada na Rua dos Jequitibás, 80.

Características[editar | editar código-fonte]

Estação subterrânea com mezanino de distribuição e plataformas laterais com estrutura em concreto aparente.

Área construída de 6 850 m².

Demanda[editar | editar código-fonte]

A média de entrada de passageiros por dia útil foi de 84 mil passageiros em 2009 3 . Ocupa a 2ª posição como estação mais movimentada da linha, perdendo apenas para a Estação Luz. Isso se deve ao fato, ela ser um ponto de integração com o terminal de ônibus.

Arredores da estação[editar | editar código-fonte]

  • Hipermercado Eldorado Jabaquara
  • Colégio Montessori Santa Terezinha

Tabela[editar | editar código-fonte]

Sigla Estação Inauguração Capacidade Integração Plataformas Posição Notas
JAB Jabaquara 14 de setembro de 1974 30 mil passageiros hora/pico Bilhete Único da SPTrans e Corredor Metropolitano da EMTU Laterais Subterrânea Estação com estrutura de concreto aparente
Precedido por
Conceição
Distância: 1.183 metros
Linha 1 do Metrô de São Paulo
Jabaquara
Sucedido por
-

Linha 17 do Metrô de São Paulo[editar | editar código-fonte]

Jabaquara
17gold.png
[[File:|300px]]
Informações
Administração São Paulo Metro logo.png Metrô de São Paulo
Uso Atual Estação de metropolitano
Código JAB
Linha 17gold.png   Ouro
Outras Informações
Inauguração previsão para 2017
Próxima Estação
Precedido por 17gold.png: Hospital Sabóia

Previsto para 2017[1] , a Estação Jabaquara da Linha 17-Ouro do Metrô de São Paulo fará parte da terceira etapa da construção do monotrilho, onde seu trecho inicial é da Estação Morumbi da Linha 9-Esmeralda, até a Estação Brooklin Paulista, que terá ramal até ao Aeroporto de Congonhas.

Tabela[editar | editar código-fonte]

Linha Terminais Estações Principais destinos Duração das viagens (min) Intervalo entre trens (min) Funcionamento
17
Ouro
São Paulo-MorumbiJabaquara 14 Congonhas, Jabaquara, Moema, Brooklin Paulista, Campo Belo, Jardim Aeroporto, Morumbi - - Diariamente, das 4h40 à 0h00
Sigla Estação Inauguração Capacidade Integração Plataformas Posição Notas
JAB Jabaquara Não confirmada Não confirmada Bilhete Único da SPTrans Central Elevada Em construção
Precedido por
Hospital Sabóia
Linha 17 - Ouro do Metrô de São Paulo
Jabaquara
Sucedido por
-

Terminal Intermunicipal Jabaquara[editar | editar código-fonte]

Terminal Intermunicipal
Jabaquara
Uso atual Terminal rodoviário
Localização Rua dos Jequitibás, s/n, Jabaquara - São Paulo, SP
Coordenadas Gnome-globe.png Jabaquara
Linhas Rodoviárias:
Santos
Itanhaém
demais localidades, atendidas pelos Terminais Palmeiras-Barra Funda e Tietê.
Administração Socicam
Inauguração 2 de maio de 1977 (37 anos)
Serviços Ônibus Táxi

O Terminal Intermunicipal Jabaquara, ou simplesmente Terminal Jabaquara, é um dos três terminais rodoviários intermunicipais de São Paulo, sendo dedicado a linhas rodoviárias com destino à Baixada Santista e ao Litoral Sul do estado.

História[editar | editar código-fonte]

Embora já fosse previsto havia alguns anos (em janeiro de 1976 divulgou-se que o terminal seria instalado já no mês seguinte[2] ), o Terminal Intermunicipal do Jabaquara foi criado por meio de decreto assinado pelo prefeito Olavo Setúbal em 21 de janeiro de 1977.[3] O decreto estipulava que todas as linhas que demandassem utilização das rodovias Anchieta e Imigrantes teriam seus pontos de embarque e desembarque transferidos para o novo terminal.[3] As empresas que não aceitassem a mudança poderiam ter seus ônibus impedidos de entrar no município e, caso o fizessem, eles poderiam ser apreendidos.[3] A administração do terminal ficaria a cargo da Companhia do Metropolitano.[3] O investimento na construção foi de 44 milhões de cruzeiros, além de oito milhões de cruzeiros em obras de readequação viária na região.[3] A intenção da Prefeitura era criar terminais descentralizados e integrados ao Metrô, para poder desativar o Terminal Rodoviário da Luz, no centro.[3] Donos de empresas calculavam que a mudança poderia reduzir em até uma hora o tempo de percurso em cada um dos sentidos.[2]

A inauguração do terminal ocorreu em 2 de maio de 1977, passando a abrigar as linhas com destino à Baixada Santista e ao Litoral Sul, que antes partiam do Terminal Rodoviário da Luz e do Terminal do Glicério. A mudança foi encarada com protestos por moradores da Baixada Santista.[4] "É uma coisa sem lógica essa mudança radical para o Jabaquara", protestou um vereador de Santos em 24 de maio. "Esse tipo de medida tende a ser aplicado somente aos ônibus de Santos, já que vários outros chegam de diversas capitais, como do Rio e Curitiba, além de cidades do interior de São Paulo. Agora o santista que viaja tem de gastar muito mais para poder locomover-se de uma rodoviária a outra, distante vários quilômetros e sem linhas de ônibus à disposição."[4] Pesquisa encomendada pela Prefeitura de Santos mostrava 92% eram contra a mudança.[5] Em São Paulo, as queixas eram quanto à distância do novo terminal, que obrigava os passageiros a fazer grandes deslocamentos, já que àquela época a única linha do Metrô era a Linha 1-Azul, que ia até Santana.[6]

A Viação Santa Rosa, que havia vinte anos tinha uma linha rumo a Santos e São Vicente saindo do bairro da Penha, na zona leste da capital, passando por cidades do ABC, optou por não se mudar para o novo terminal.[6] A empresa tinha como público pessoas que moravam na Baixada Santista e trabalhavam na zona leste de São Paulo e preferiu passar a fazer a ligação apenas entre a Baixada e as cidades de ABC.[6] "Não interessa ao passageiro sair do Jabaquara, passar pelo ABC e ir até a Baixada, gastando o dobro do horário que levaria se fosse direto", explicou um diretor da empresa.[6] Já a Expresso Luxo, que trabalhava com carros de passeio, manifestava desde mais de um ano antes a preocupação com a mudança. "Meu mercado é constituído pela classe média-alta", explicou o presidente da empresa em janeiro de 1976. "Deputados, senadores, desembargadores, juízes, delegados, advogados, engenheiros. É óbvio que essas pessoas não vão até o Jabaquara tomar um expressinho. Uma coisa que eu não compreendo é que tipo de concorrência eu faço aos ônibus, se a passagem deles custa dez cruzeiros e a minha, trinta cruzeiros. Se essa medida for definitiva, minha empresa vai acabar."[7] Os veículos da Expresso Luxo não saíam de nenhum dos terminais rodoviários, mas da Avenida Ipiranga.[7]

Outra empresa, a Rápido Zefir, impetrou mandado de segurança para seguir operando na Luz e no Glicério.[8] "Não se trata de um deslocamento puro e simples no espaço, de sorte que possa a impetrante, no exíguo prazo de cinco dias, cumprir exigências que demandaria, para cumpri-las, não menos de um ano", argumentava a empresa no mandado, citando ainda que havia investido na compra de um imóvel próprio para sede nas imediações do terminal da Júlio Prestes.[8] As empresas concorrentes protestaram. "Enquanto os ônibus da Rápido Zefir partiam para Santos e São Vicente e voltavam à capital, lotados, as minhas 170 unidades faziam o percurso, nos dois, sentidos, praticamente vazias", lamentou o superintendente da Ultra, que teve ônibus apreendidos na Luz e no Glicério por estar operando ali sem ordem judicial. "Em Santos, a Zefir tem divulgado ser ela a única empresa que traz o passageiro até o centro da cidade, evitando baldeações. Assim que os usuários tomaram conhecimento dessa informação, logicamente passaram a preteria a Ultra, cujo itinerário é igual ao da Zefir."[8] O mandado da Zefir levou alguns meses para ser cassado.

Desde então, por sua fácil acessibilidade por todas as regiões da cidade (através do metrô) e por estar situado na região sul (mais próximo, assim, da costa), o terminal mantém a tradição de realizar apenas viagens curtas para o litoral sul paulista. A viagem mais longa atualmente é a com destino a Peruíbe, em um trajeto de 147,5 quilômetros. O terminal não atende a nenhum outro estado, assim como não faz viagens ao interior paulista. Ocupando 13,6 mil metros quadrados (12,1 mil metros quadrados de área construída), o terminal é utilizado por cinco empresas que realizam viagens com destino a Santos, São Vicente, Guarujá, Praia Grande, Bertioga, Vicente de Carvalho, Cubatão, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe. As viagens são distribuídas por dezenove plataformas de embarque e cinco de desembarque, utilizadas pelas empresas Breda, Cometa, Expresso Luxo, Rápido Brasil e Ultra.

Dados[editar | editar código-fonte]

  • 19 bilheterias
  • 10 linhas de ônibus
  • 10 relógios
  • 34 telefones públicos
  • 44 bancos de espera
  • 50 táxis
  • 8 lojas
  • 1 praça de alimentação
  • 1 elevador
  • 4 escadas rolantes
  • 1 500 lâmpadas
  • 10 tipos diferentes de árvores
  • 2 470 m² de jardins
  • 13 600 m² de área total
  • 12 100 m² de área construída

Terminal Urbano[editar | editar código-fonte]

O Terminal Jabaquara administrado pela EMTU, e tem parte operado pela SPTrans, faz parte do Corredor Metropolitano São Mateus - Jabaquara, que interliga a capital aos municípios do ABD.

Linhas da EMTU[editar | editar código-fonte]

Linha Destino
290 Diadema
289 Piraporinha
288 Ferrazópolis

Linhas da SPTrans[editar | editar código-fonte]

Linha Denominação
4721-10 SHOP. PLAZA SUL
675M-10 CENTRO SESC
675R-10 GRAJAÚ (VIA SESC)
675G-10 PQ RES. COCAIA
695X-10 TERM. VARGINHA

Referências

  1. http://www.mobilize.org.br/noticias/5165/linha-17-do-metro-de-sao-paulo-fica-para-2015.html
  2. a b (4 de janeiro de 1976) "O Terminal do Jabaquara em Discussão (sic)". Folha de S. Paulo (17 099): 20. São Paulo: Empresa Folha da Manhã S.A..
  3. a b c d e f (22 de janeiro de 1977) "Uma estação rodoviária na Zona Sul". Folha de S. Paulo (17 460): 8. São Paulo: Empresa Folha da Manhã S.A..
  4. a b (24 de maio de 1977) "Abaixo-assinado em Santos para volta à Rodoviária". Folha de S. Paulo (17 583): 13. São Paulo: Empresa Folha da Manhã S.A..
  5. (30 de março de 1977) "Setúbal diz não: ônibus mudam". Folha de S. Paulo (17 527): 14. São Paulo: Empresa Folha da Manhã S.A..
  6. a b c d (8 de maio de 1977) "Empresa não aceita o novo terminal e tem prejuízos". Folha de S. Paulo (17 567): 21. São Paulo: Empresa Folha da Manhã S.A..
  7. a b (4 de janeiro de 1976) "Expresso Luxo avisa: irá à falência". Folha de S. Paulo (17 099): 20. São Paulo: Empresa Folha da Manhã S.A..
  8. a b c (3 de maio de 1977) "Empresas consideram-se prejudicadas". Folha de S. Paulo (17 562): 16. São Paulo: Empresa Folha da Manhã S.A..

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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