The Black Halo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
The Black Halo
Álbum de estúdio de Kamelot
Lançamento União Europeia 14 de março de 2005
Estados Unidos 15 de março de 2005
Gravação Junho - Outubro de 2004
Gênero(s) Symphonic Metal, Power Metal, Progressive Metal.
Duração 57:23
Formato(s) CD
Produção Sascha Paeth e Michael Rodenberg
Cronologia de Kamelot
Último
Último
Epica
(2003)
Ghost Opera
(2007)
Próximo
Próximo


The Black Halo é o sétimo álbum de estúdio lançado pela banda estadunidense de power metal Kamelot, no ano de 2005, pela gravadora Steamhammer, e no Brasil pela Hellion Records. Conta com a participação de artistas como Simone Simons (Epica), Shagrath (Dimmu Borgir) e Jens Johansson (Stratovarius).

Descrição[editar | editar código-fonte]

The Black Halo é a continuação do álbum Epica. Novamente inspirado pelo personagem Fausto, de Goethe, aqui chamado Ariel.

O tema gira em torno da batalha entre o bem e o mal, vida e morte. Ariel, o personagem principal, é motivado a deixar tudo para trás em sua busca pela verdade definitiva. Ele viaja ao outro lado do mundo mas logo se afunda no abismo das drogas. No seu desespero por causa de um amor perdido, ele apela para o diabo, que aparece na forma de uma linda mulher. Ele cai pelos encantos do Diabo, e faz um pacto com ele: Ariel pode ter todas as suas necessidades ou desejos carnais atendidos durante sua busca, mas se ele chegar a um ponto onde se der por satisfeito, o Diabo terá sua alma. Juntos eles partem em uma fantástica expedição.

Faixas[editar | editar código-fonte]

  1. "March of Mephisto" - 5:29
  2. "When the Lights are Down" - 3:41
  3. "The Haunting (Somewhere in Time)" - 5:40
  4. "Soul Society" - 4:17
  5. "Interlude I - Dei Gratia" - 0:57
  6. "Abandoned" - 4:07
  7. "This Pain" - 3:59
  8. "Moonlight" - 5:10
  9. "Interlude II - Un Assassinio Molto Silenzioso" - 0:40
  10. "The Black Halo" - 3:43
  11. "Nothing Ever Dies" - 4:45
  12. "Memento Mori" - 8:54
  13. "Interlude III - Midnight/Twelve Tolls for a New Day" - 1:21
  14. "Serenade" - 4:44
Versão japonesa
  • 15. "Epilogue" - 2:46
  • 16. "Soul Society" (Versão para rádio) - 3:52
Versão digipack
  • 15. "The Haunting (Somewhere in Time)" (Versão para rádio) - 3:42
  • 16. "March of Mephisto" (Versão para rádio) - 3:31

Temática das Faixas[editar | editar código-fonte]

1. March Of Mephisto

No momento de fraqueza de Ariel, Mephisto influencia a vontade do alquimista até seu ponto mais alto. Ele encontra Marguerite, uma linda garota da cidade. Ela parece e soa como Helena. Em uma tentativa de consolar Ariel, Mephisto a entrega a ele, abrindo o caminho para sua sedução. Seu controle e poder sobre Ariel são representados musicalmente pelas cordas do baixo e guturais (próprios do gênero death). Ele convence Ariel a seguir por este modo de ação. Assim, como Ariel seduz o corpo de Marguerite, Mephisto seduz a mente de Ariel.

2. When The Lights Are Down

Ambas seduções estão completas. Mephisto ganha o controle sobre a vontade de Ariel, e o ilusório desejo ardente por Marguerite está consumado. Os dois dormem juntos. Mais tarde, a mente de Ariel emerge da força de Mephisto e ele se dá conta com quem ele dormiu. Ele tem saudade de Helena e assim que sua mente começa a se recuperar, lembra de sua morte e dos eventos que conduziram a isto.

3. The Haunting (Somewhere In Time)

Ariel se explica a Marguerite o melhor que pode. Ele explica que a viu como uma mera sombra de sua amada morta, que quaisquer sentimentos que ele tem por ela são mera fachada de seu amor por Helena, e que ele nunca poderá amá-la da maneira que ela o ama. Em um trágico e comovente dueto, ele insiste a ela para deixá-lo e esquecê-lo. Mas ele diz que, talvez, eles possam um dia reunir-se. Com isso, ele parte, para nunca vê-la novamente.

4. Soul Society

Mais uma vez adentramos na mente perturbada de Ariel. Ele lamenta as calamidades com as quais a humanidade é escravizada. Ele tem curiosidade de saber como o mal e o azar vieram como resultado de suas boas intenções em encontrar a verdade suprema. Ele comenta a respeito da insignificância da vida humana. Sobretudo, ele deseja que a humanidade pudesse viver em um livre e perfeito mundo, mas sabe que isto nunca acontecerá. E mais uma vez, ele é atormentado por seu papel na morte de Helena e da criança não-nascida.

5. Interlude I: Dei Gratia

Este interlúdio marca a compreensão de Ariel de que ele nunca poderá encontrar as grandes respostas do universo, e que a verdade suprema deve encontrar-se sozinha no Paraíso.

6. Abandoned

Com isso, Ariel é golpeado por uma repentina constatação: Por causa dos pecados que cometeu e da promessa indissolúvel que fez a Mephisto, ele rompe qualquer possibilidade de conexão com o divino. Ele nunca poderá entrar no Paraíso, ver Helena novamente e encontrar a verdade suprema. Pela primeira vez, ele percebe que está verdadeiramente sozinho. Musicalmente, começa como uma leve balada, gradualmente estabelecendo uma “balada power” (com mais força). Perdido e confuso, ele grita em desespero a Deus. Confuso, deixa Mephisto, perambula pela Cidade e atravessa o ainda congelado rio.

7. This Pain

Em sua mente, Ariel olha para trás em sua jornada. Ele reflete sobre ter abandonado Helena e sua morte como resultado, e seu abandono de Marguerite. Ele desamparou as duas mulheres que o amaram. Ele percebe que ele é a causa deste sofrimento e dor e que nunca será livre das consequências de suas ações.

8. Moonlight

Ariel decide que possivelmente não poderá arrepender-se de tudo o que que fez, e que mesmo que pudesse, mero arrependimento não seria o suficiente. Isto o tira de seu devaneio e o põe em ação. Partindo sob a luz do luar, ele navega de volta pelo agora derretido rio, à procura de Mephisto. Atravessado (o rio), ele aproxima-se do castelo do demônio.

9. Interlude II: Um Assassinio Molto Silenciozo

Parado do lado de fora do castelo, Ariel olha para a lua cheia, imaginando se algo além da morte e condenação encontra-se em seu futuro.

10. The Black Halo

Um desfiador Ariel renuncia a si mesmo pela morte. Ele denuncia Mephisto como um mentiroso e traidor, e o desafia. Ele não mais teme a eterna escuridão que inevitavelmente aguarda. Ele decide viver uma vida de pureza e bondade assim como Helena, mesmo sabendo que é tarde para ele escapar da condenação. Ele abraça a justiça, não por alguma recompensa – não há esperança para isto – mas simplesmente para ser justo.

11. Nothing Ever Dies

Ariel reflete que cada humano, durante toda sua história, luta com as mesmas questões sobre certo e errado, amor e luxúria, justiça e pecado, fé e doutrina. Em um repentino momento de clareza, ele chega a uma profunda constatação: Amor, incluindo o amor entre Helena e ele mesmo, é a única verdade universal. Nesta revelação, ele percebe que ele não somente soube desta verdade durante este tempo, mas que, em parte ele a criou.

12. Memento Mori

Esta constatação faz com que Ariel entre em um momento de supremo contentamento, colocando seu negócio com Mephisto em ação. Musicalmente, começa quase como uma balada, mas rapidamente cresce em velocidade e intensidade. Neste momento, enquanto a alma de Ariel deixa seu corpo, tudo começa a se acertar dentro de sua mente. Ele entende finalmente que, mesmo encontrando esta verdade universal do amor, ele nunca poderia estar verdadeiramente satisfeito neste mundo. Que a morte vem para cada um. Que nenhum humano é simplesmente bom ou mau. Que sozinho ele é o mestre de seu destino, e que cria o sentido de sua própria vida. Que cada um tem suas próprias crenças, e que ninguém é infalivelmente correto. Com esta final revelação existencial, sob a promessa indissolúvel de Mephisto, a alma de Ariel parte. Mas ela não vai para as garras de Mephisto. Tendo rejeitado o mal mesmo diante da certa condenação, Ariel, além de toda esperança, redimi-se finalmente. Sua alma é salva, e sobe ao Paraíso para se juntar à Helena. Mephisto, com sua aposta divina perdida, é lançado para sempre no Inferno. Musicalmente, isto é mostrado através de seus longos grunhidos e gritos de lamento. A canção retorna à balada a qual a começou. Aqui a história de Ariel propriamente termina. Mas há um pouco a mais para o conto.

13. Interlude III: Midnight – Twelve Tolls For A New Day

Em uma inversão do “Prólogo no Teatro” de Fausto, de Goethe, nós vemos que este conto é de fato uma peça em cartaz no festival de New York na cidade de Gatesville.

14. Serenade

Um enriquecedor - em passo médio e veloz – tributo à comédia e à tragédia, vida e morte, alegria e sofrimento. A mensagem absoluta de renovação é dada no penúltimo verso: “O que o inverno traz, senão uma outra primavera?”


A história começa no álbum anterior, chamado Epica (álbum), e termina neste álbum.

Personagens[editar | editar código-fonte]

  • Ariel (Roy Khan) - Ariel é uma pessoa que sempre busca a verdade. Um jovem alquimista, ficou desapontado ao ver a inadequação tanto da ciência quanto da religião para responder seus questionamentos, e busca a verdade universal que elas falharam em lhe-dar. Ele sente como se essa verdade fosse a única coisa que pode fazer sua vida valer a pena. Em Epica, sua busca pela verdade o levou a fazer um acordo cego com Mephisto. Sob tal acordo, Mephisto o daria toda ajuda e poder. Em toca, se Ariel algum dia fosse feliz, Mephisto levaria sua alma. Desde a morte de Helena, Ariel foi sobrecarregado de dor e culpa, o deixando em estado de fraqueza.
  • Helena (Mari) - Helena e Ariel cresceram juntos, e ela foi a única pessoa que Ariel realmente amou. Ela representa a inocência e tudo o que é bom e puro. Em Epica, Helena procurou e finalmente reencontrou Ariel, (uma surpresa para os dois), Ariel a deixou para poder continuar sua busca. Desconsolada, ela se mata (e, por extensão à criança em seu ventre). Agora no paraíso, ela cuida de Ariel.
  • Mephisto (Shagrath) – Mephisto é o arcanjo qua mais amou a Deus. Entretanto, quando Deus ordenou que os anjos deveriam proteger a humanidade, Mephisto se negou, dizendo que sua lealdade era somente a Deus. Por isso, ele foi banido do Paraíso. Ele aparece em muitas formas e em muitos disfarces diferentes, é muito imprevisível, racional e sofisticado, trapaceiro e enganoso. Ele busca desesperadamente estar com Deus novamente, e é essa vontade que traça o rumo de Epica. Em Epica, ele fez uma Aposta com Deus, ele deveria tomar a alma de Ariel, o ser humano favorito de Deus. Se conseguisse, ele poderia voltar ao Paraíso, se falhasse, seria condenado a permanecer no inferno para sempre. Tudo o que falta para que ele possa toma a alma de Ariel e voltar ao Paraíso, é ver Ariel verdadeiramente feliz.
  • Marguerite (Simone Simons) – Uma jovem mulher, muito bonita, que vive na cidade (onde Epica terminou), Marguerithe tem a voz e a aparência muito similares às de Helena.

Integrantes[editar | editar código-fonte]

Participações especiais[editar | editar código-fonte]

Coral[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]