The Godfather
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| The Godfather | |||||
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| O Padrinho (PT) O Poderoso Chefão (BR) |
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1972 ı cor ı 175 min |
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| Produção | |||||
| Direção | Francis Ford Coppola | ||||
| Roteiro/Guião | Mario Puzo Francis Ford Coppola |
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| Elenco | Marlon Brando Al Pacino Talia Shire Diane Keaton James Caan John Cazale Sofia Coppola Robert Duvall |
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| Género | crime / drama | ||||
| Idioma original | inglês / italiano | ||||
| Cronologia | |||||
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IMDb |
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The Godfather (O Padrinho (título em Portugal) ou O Poderoso Chefão (título no Brasil) ) é um filme de longa-metragem estadunidense de 1972, dirigido pelo cineasta Francis Ford Coppola, baseado em um romance homônimo de Mario Puzo. O roteiro da versão cinematográfica foi elaborado a partir da adaptação do livro pelo próprio Puzo, acompanhado de Coppola.
É o primeiro título de uma trilogia de filmes dos mesmos autores, tendo suas sequências recebido os títulos de The Godfather: Part II e The Godfather: Part III. O último produto ligado à obra foi a adaptação da trilogia para os jogos eletrônicos pela Electronic Arts, em 2006.
Índice |
[editar] O início: apenas papel e tinta
No fim dos anos 1960 A Paramount contratou Mario Puzo para escrever um roteiro. O escritor então resolveu contar a história de uma família de mafiosos. Achando que não obteria êxito em um filme sobre mafiosos naquele momento, a Paramount resolveu não filmar o roteiro. Daí Mario Puzo lançou-o em forma de livro, que em pouco tempo tornou-se um best-seller. Dia após dia sua popularidade crescia, e cresceu tanto a ponto da Paramount começar a ter interesse em produzir um filme baseado no romance de Mario Puzo.
Francis Ford Coppola, um diretor tão conhecido quanto sua origem da vida conseguiu assumir a direção do filme e encarou a responsabilidade de fazer com que o filme fosse mais popular do que o próprio livro.
O estúdio decidiu gastar no máximo 2,5 milhões de dólares na produção do filme, orçamento este que seria muitas vezes estourado por Coppola. Para baratear os custos o estúdio decidiu que o filme se desenvolveria na década de 1970 (diferentemente do livro), mas Coppola convenceu os produtores a deixar que o filme fosse ambientado nas décadas originais de 40 e 50.
No princípio Coppola queria Marlon Brando para o papel de Don Vito Corleone, mas sua má reputação como ator irresponsável, imaturo e demasiadamente polêmico dificultavam a aceitação da idéia de Coppola. Se já era difícil colocar um ator conhecido como Marlon no filme, a intenção de Coppola de entregar ao desconhecido Al Pacino o papel de Michael Corleone não foi sequer considerada. Após Brando e Pacino fazererm testes por sua própria conta foram finalmente aceitos.
[editar] Sinopse
O filme inicia no casamento de Constanzia "Connie" Corleone. Durante o casamento, Don Vito Corleone atende velhos conhecidos e amigos, que lhe vêm para pedir favores ou ajuda, já que um siciliano não pode recusar algo no dia do casamento de sua filha. Um destes é um velho agente funerário italiano, Amerigo Bonasera, cuja filha foi espancada e desfigurada. Os rapazes que fizeram isso com a jovem foram capturados e foram a julgamento mas foram soltos no mesmo dia. Agora ele quer justiça. Após longas conversas, Don Vito sai para apreciar a festa de sua filha e tirar a foto da família, porém se recusa a fazê-lo até à chegada de Michael, o seu filho preferido, e que mais tarde se tornaria o novo chefe.
Agora a família vê a chance de ganhar mais dinheiro do que jamais teve, ingressando no negócio do narcotráfico proposto por Virgil Sollozzo, "O Turco". Porém Don Corleone não acha que seja certo, ético e muito menos fácil entrar nesse negócio. Ele acredita que seus subornados (senadores, agentes policiais e juízes) não iriam aceitar esse negócio com facilidade por ser um negócio arriscado demais, além de extremamente ilegal. Mas o Turco não vai deixar sua oportunidade de fazer milhões de dólares fáceis escapar facilmente.
O Turco consegue o apoio da Família Tattaglia para seu plano, e para por em prática decide que não pode haver Don Corleone. Um atentado a vida de Don Corleone é planejado, e ele é atacado enquanto volta para seu carro. Vito abatido, agora está no hospital se recuperando, mas Sollozzo não gostou de saber que ele não está morto e lhe planeja um ataque surpresa. Michael chega ao hospital antes do ataque e muda seu pai de quarto. Michael encontra Enzo, o padeiro, subindo as escadas do hospital, e manda-o descer: eles fingem ser guardas para proteger o Don. Sonny manda homens para proteger o pai, mas pede a Michael que segure a barra até eles chegarem. Michael impede que os policias entrem mas leva um soco no rosto,que faz uma marca, de um policial cúmplice da família Tattaglia.
Agora que já se sabe do atentado, os Corleone vão tentar atacar os Tattaglia. Michael marca um encontro com o policial (McCluskey) e Sollozzo. No local marcado Michael pega uma arma e tira a vida dos dois Com um tiro na garganta de McCluskey e um na cabeça, e outro na cabeça de Solozzo. Agora começou a guerra das Famílias e Michael se vê obrigado a fugir para a Sicília. Lá conhece e se casa com Apollonia, uma siciliana virgem. Michael vive feliz com ela e espera por sua volta aos Estados Unidos. Mas um atentado à sua vida, que acidentalmente mata Apollonia o faz voltar.
De volta, Michael reencontra Kay, sua antiga namorada, e agora que já está livre pode se casar com ela. Depois assume o controle da Família e põe um fim na guerra, pegando todos traidores e cúmplices, assassinando-os a sangue frio.
[editar] Elenco
[editar] Principais prêmios e indicações
Oscar 1973 (EUA)
Venceu:
- Melhor filme
- Melhor ator (Marlon Brando)
- Melhor roteiro adaptado
Indicado:
- Melhor ator coadjuvante (James Caan, Al Pacino e Robert Duvall)
- Melhor figurino (Anna Hill Johnstone)
- Melhor diretor(Francis Ford Coppola)
- Melhor montagem (William Reynolds e Peter Zinner)
- Melhor canção original (Nino Rota) (inelegível por ter plagiado a música de Fortunella, que por acaso ele mesmo compôs)
- Melhor som (Charles Grenzbach, Richard Portman e Christopher Newman)
Globo de Ouro 1973 (EUA)
Venceu:
Melhor filme - drama
Melhor diretor (Francis Ford Coppola)
Melhor ator - drama (Marlon Brando)
Melhor trilha sonora
Melhor roteiro adaptado
Indicado:
- Melhor ator - drama (Al Pacino)
- Melhor ator coadjuvante (James Caan)
BAFTA 1973 (Reino Unido)
- Nino Rota recebeu o prêmio Anthony Asquith para melhor música de filme.
- Indicado nas categorias de melhor ator (Marlon Brando e Al Pacino), melhor figurino, melhor ator coadjuvante (Robert Duvall).
Prêmio David di Donatello 1973 (Itália)
- Venceu na categoria de melhor filme estrangeiro.
- Al Pacino recebeu um prêmio David especial pela sua atuação.
Grammy 1973 (EUA)
- Venceu na categoria de melhor trilha sonora para cinema ou especial de TV.
[editar] Curiosidades
- O Poderoso Chefão deixou muitas marcas na história do cinema, como a cena do cavalo e a do pedágio, e até mesmo o modo de agir dos Dons Vito e Michael inspiram até hoje as atuações dos mafiosos do cinema e da televisão. No entanto, Coppola fez o que alguns consideram ser o mais difícil: superar a popularidade do livro, apesar de este ser um best seller, o mais conhecido do gênero.
- A parte dois de O Poderoso Chefão tornou-se a primeira continuação que ganhou o Oscar de melhor filme assim como a primeira parte (o terceiro ficou apenas na indicação, tendo perdido o Oscar para o filme Dança com Lobos). O Senhor dos Anéis Parte 3 (O Retorno do Rei) foi a segunda e última continuação a ganhar o Oscar de melhor filme
- Robert de Niro fez teste para os papéis de Michael e Santino (Sonny) Corleone no primeiro filme, mas não ficou com nenhum. Em compensação, interpretou o jovem Don Vito na Parte II.
- O diretor Francis Ford Coppola e o autor do livro, Mario Puzo, combinaram que sempre que aparecessem laranjas no filme, ocorreria uma morte ou atentado.
- James Caan (Sonny) fez uma pequena participação no segundo filme da série (cerca de três minutos) e ganhou a mesma quantia que recebeu pela atuação no primeiro filme inteiro.
- Marlon Brando, que ganhou o Oscar por sua interpretação como Don Vito Corleone, se recusou a receber sua estatueta em protesto à discriminação feita pelo governo e por Hollywood aos índios americanos. Além de não comparecer à cerimônia da premiação, Brando enviou em seu lugar uma atriz que se fez passar por uma índia americana, de nome Sacheen Littlefeather.
- O papel de Michael Corleone foi oferecido inicialmente a Warren Beatty, Jack Nicholson e Dustin Hoffman, mas todos o recusaram. Somente Al Pacino foi escolhido para o papel.
- Um dos cotados para o papel de Don Vito Corleone foi Laurence Olivier. Frank Sinatra também esteve cotado para fazer parte do elenco, no papel de Johnny.
[editar] Ver também
- The Godfather: Part II (1974)
- The Godfather: Part III (1990)
[editar] Ligações externas