The Impossible Planet

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174a – "The Impossible Planet"
Episódio de Doctor Who
Informação geral
Escrito por Matt Jones
Editor de script Simon Winstone
Produtor Phil Collinson
Produtor executivo Russell T Davies
Julie Gardner
Compositor musical Murray Gold
Direção James Strong
Código de produção 2.8
Duração 45 minutos
Exibição original 3 de junho de 2006
Elenco
Doutor
Companhia
Convidados
Cronologia
Último
Último
"The Idiot's Lantern"
"The Satan Pit"
Próximo
Próximo
Lista de episódios

"The Impossible Planet"[nota 1] é o oitavo episódio da segunda temporada da série britânica de ficção científica Doctor Who. Exibido pela primeira vez em 3 de junho de 2006 na British Broadcasting Corporation (BBC), o episódio foi dirigido por James Strong e escrito por Matt Jones. "The Impossible Planet" é a primeira parte de uma história divida em duas partes, sendo "The Satan Pit" seu episódio complementar.

No episódio, o Doutor—um alien viajante do tempo interpretado por David Tennant—e sua companheira Rose Tyler (Billie Piper) chegam a uma base localizada num planeta que orbita um buraco negro, uma situação supostamente impossível que surpreende até o Doutor. A tripulação está perfurando o planeta a fim de encontrar uma misteriosa fonte de energia subterrânea, e reivindicar o poder que mantém o planeta em órbita, para o bem do Império dos Humanos. No entanto, um antigo mal está lá também, e é despertado.

Apesar do alto custo, "The Impossible Planet" foi ambientado fora do planeta Terra, sendo o primeiro da série desde seu retorno em 2005, a se passar em um cenário extraterrestre. O episódio também introduziu uma nova raça de alienígenas, os Ood. Em geral, o episódio foi bem recebido pela crítica.

Enredo[editar | editar código-fonte]

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A TARDIS pousa em um santuário usado com base para expedições ao espaço distante. O Doutor e Rose exploram a área, descobrindo uma escrita alienígena que a TARDIS não é capaz de traduzir. Eles se deparam com os Ood, uma dócil raça de alienígenas serventes que trabalham na estação. Depois de um mal entendido com os Ood, o Doutor e Rose conhecem a tripulação local, que está em uma expedição no misterioso planeta Krop Tor, inacreditavelmente em órbita em torno de um buraco negro. O capitão Zack explica que há um funil gravitacional em torno do planeta, permitindo que eles entrem e saiam com segurança nas proximidades do buraco negro. A fonte do funil é uma imensa força de energia localizada a cerca de 15 quilômetros planeta a dentro e para entender o seu poder eles estão o perfurando. Enquanto o Doutor e Rose começam a se familiarizarem com a tripulação, a base é atingida por um terremoto que causa o desmembramento da seção da base na qual a TARDIS está localizada, fazendo com que ela caía dentro do planeta. O Doutor e Rose admitem estarem presos e começam a ajudar a tripulação.[3]

À medida que a broca se aproxima de seu alvo, uma presença maligna começa a se revelar. As esferas de tradução dos Ood revelam mensagens sobre o despertar da Besta, que, sem o conhecimento do mesmo, possuí Toby, que mata Scooti quando ela o vê fora da base sem qualquer equipamento de proteção. Quando a perfuração está completa, o Doutor se oferece para ir junto de Ida ao interior do planeta, onde eles encontram um grande disco circular com inscrições indecifráveis​​. O Doutor acredita que ele seja uma porta; em seguida ela se abre. Simultaneamente, a Besta possuí os Ood e Toby, que avisa à Rose e o restante da tripulação que o planeta está caindo em direção ao buraco negro, e que a Besta está livre. Os Ood agora alegam ser a legião da Besta, avançando sobre eles, enquanto a voz da Besta declara que ela está livre.[3]

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Produção[editar | editar código-fonte]

Após as diversas críticas recebidas pelo fato da primeira temporada não apresentar cenários extraterrestres, "The Impossible Planet" se tornou o primeiro episódio da série desde que ela voltou a ser exibida em 2005 a reproduzir um planeta alienígena. No entanto, Russell T Davies, o produtor da série, não gostou da decisão, dizendo que além do alto custo, as histórias de Doctor Who precisam de uma "conexão humana" para parecerem relevantes ao telespectador e que tais cenários não seriam plausíveis para o público.[4] [5] [6]

Enquanto desenvolvia o roteiro, Jones perguntou a Davies se ele poderia usar os Slitheen ou outra raça do planeta Raxacoricofallapatorius, o que foi aceito. No entanto, em um certo ponto da produção, Davies ficou preocupado achando que a volta de tais monstros iria diminuir a presença dos humanos, cujo espírito pioneiro era o ponto principal da história, segundo ele. Davies então criou uma nova raça de alienígenas que ele batizou com o nome "Ood", que é um jogo de palavras com a palavra "odd" (estranho, em inglês).[4] [5]

Exibição e recepção[editar | editar código-fonte]

O episódio foi exibido pela primeira vez em 6 de junho de 2006 pelo canal BBC One[7] quando foi assistido por 6,3 milhões de pessoas, o que levou Doctor Who a ser o décimo oitavo programa com mais telespectadores da semana. "The Impossible Planet" obteve um índice de aprovação de 85% por parte do público.[4]

Ross Ruediger, escrevendo para a Slant Magazine, comentou que "há pelo menos uma dúzia de bons momentos" no episódio, enfatizando a cena da morte de Scooti, dizendo que nunca havia visto algo como o que aconteceu em uma série de ficção científica. Ela também elogiou a objetividade de "The Impossible Planet" e, principalmente, o papel desempenhado por Rose Tyler no episódio.[8] Ahsan Haque do portal IGN descreveu o episódio como "extremamento bem escrito e dirigido, com efeitos visuais impressionantes e [um] excelente design de som". Embora tenha observado que "muito desse episódio pareceu um pouco com assistir um filme-B moderadamente divertido como Event Horizon", Haque disse que ele foi "apresentado com muito talento e charme".[9] Dek Hogan do Digital Spy afirmou que o episódio levou a série "de volta a [boa] forma", porém ele disse que ver o Doutor perder a TARDIS já se tornou cansativo.[10] Dave Golder da revista SFX elogiou o ritmo do episódio, dizendo que a construção do mistério foi "soberba" e que a tensão era tangível. Ele também elogiou o design dos Ood.[11]

Notas

  1. O episódio recebeu o título "O Planeta Impossível" tanto na exibição da TV Cultura quanto na exibição do Syfy Portugal.[1] [2]

Referências

  1. O Planeta Impossível (Parte 1 de uma história em duas partes). TV Cultura. Arquivado do original em 23 de maio de 2013. Página visitada em 23 de maio de 2013.
  2. O Planeta Impossível (1). Syfy Portugal. Arquivado do original em 23 de maio de 2013. Página visitada em 23 de maio de 2013.
  3. a b "The Impossible Planet". Escritor(es): Matt Jones; Diretor(es): James Strong. Doctor Who. BBC. 3 de junho de 2006. No. 8, 2ª temporada.
  4. a b c A Brief History of Time (Travel): The Impossible Planet / The Satan Pit (em inglês). www.shannonsullivan.com. Página visitada em 23 de maio de 2013.
  5. a b Episode 8 : The Impossible Planet - Fact File (em inglês). BBC. Página visitada em 25 de maio de 2013.
  6. Cost 'keeps Doctor Who on earth' (em inglês). BBC (18 de setembro de 2006). Página visitada em 25 de maio de 2013.
  7. The Impossible Planet Broadcasts (em inglês). BBC One. Página visitada em 23 de maio de 2013.
  8. Ruediger, Ross (17 de novembro de 2006). Doctor Who, Season Two, Ep. 8: “The Impossible Planet” (em inglês). Slant Magazine. Página visitada em 23 de maio de 2013.
  9. Haque, Ashan (21 de novembro de 2006). Doctor Who: "The Impossible Planet" Review (em inglês). IGN. Página visitada em 23 de maio de 2013.
  10. Hogan, Dek (4 de junho de 2006). Boos, Loos and Poos (em inglês). Digital Spy. Página visitada em 23 de maio de 2013.
  11. Golder, Dave (12 de junho de 2006). Doctor Who 2.8 and 2.9 The Impossible Planet/The Satan Pit (em inglês). SFX. Página visitada em 25 de maio de 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]