The Innocents (1961)

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The Innocents
Os Inocentes (PT)
Os inocentes (BR)
 Reino Unido
1961 • pb • 100 min 
Direção Jack Clayton
Produção Jack Clayton
Roteiro Novela (1898):
Henry James
Roteiro:
William Archibald
Truman Capote
(diálogos adicionais)

John Mortimer

Elenco Deborah Kerr
Michael Redgrave
Peter Wyngarde
Megs Jenkins
Pamela Franklin
Clytie Jessop
Isla Cameron
Idioma Inglês
Música Georges Auric
Cinematografia Freddie Francis
Edição Jim Clark
Distribuição 20th Century Fox
Lançamento Reino Unido Novembro de 1961
Página no IMDb (em inglês)

The Innocents (Brasil/Portugal: Os Inocentes) é um filme britânico de 1961 do gênero "Horror", produzido e dirigido por Jack Clayton. Roteiro de William Archibald, Truman Capote (diálogos adicionais) e John Mortimer, que adaptou o livro The Turn of the Screw (br.: A volta do parafuso) de Henry James. O título do filme é o mesmo da peça teatral de Archibald, que primeiro adaptou a história de James.

O filme é um exemplo de "horror psicológico", com os realizadores conseguindo assustar as platéias através do uso para esse fim de iluminação, música e interpretações no lugar do sangue e choques convencionais. O iluminador Freddie Francis usa o foco aprofundado em muitas cenas, bem como sombras e luz mínima. As locações foram na mansão gótica localizada em Parque Sheffield, East Sussex. É a primeira participação em filme da atriz-mirim Pamela Franklin.

Jack Clayton queria que o filme fosse diferente das conhecidas produções de horror da Hammer dessa época. Filmou em preto e branco e a abertura tem um fundo preto que dura 45 segundos, quando se ouve apenas uma canção infantil. Somente após o término da música, os letreiros iniciais aparecem. Para a direção dos atores mirins, Clayton omitiu detalhes da história. Martin Stephens e Pamela Franklin trabalharam com roteiros que continham lacunas no lugar dos elementos misteriosos e surpreendentes mais adultos da história.


Elenco[editar | editar código-fonte]

Ator Personagem
Deborah Kerr Senhora Giddens
Michael Redgrave Tio
Peter Wyngarde Peter Quint
Megs Jenkins Senhora Grose
Martin Stephens Miles
Pamela Franklin Flora
Clytie Jessop Senhorita Jessel
Isla Cameron Anna

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Durante o século XIX, a Senhora Giddens se candidata ao trabalho de governanta e é contratada por um solteirão aristocrata que não tem tempo nem interesse em cuidar de dois órfãos, Miles e Flora, que moram em sua grande propriedade rural no Condado de Bly, assistidos apenas pela criadagem. Ele conta que a governanta anterior, Jessel, morrera. E pede a Senhora Giddens que não mencione o assunto à menina, Flora.

Quando a Senhora Giddens chega à propriedade, ela conhece Flora e fica amiga da arrumadeira, a idosa Senhora Grose. O pequeno Miles está na escola, mas Flora avisa que ele logo voltará, o que realmente acontece para espanto da governanta, pois o menino foi expulso do colégio e chegou antes das férias regulares.

Apesar de feliz com o lugar, as crianças e os criados, à noite a Senhora Giddens está sempre com o sono agitado. Ela começa a ter visões da governanta morta e também de um homem misterioso, o qual a Senhora Grose identifica pela descrição como Peter Quint, antigo vassalo na propriedade e que também morreu. Com a sucessão de eventos sobrenaturais, a Senhora Giddens se convence de que os fantasmas dos criados mortos ameaçam as crianças e está decidida a impedir esse mal e salvá-las.

Notas[editar | editar código-fonte]

  • De acordo com o Professor Christopher Frayling, a maior parte do roteiro foi retirado da peça de William Archibald que estreou na Broadway em 1950. Apesar disso, Frayling atribui a Capote o subtexto Freudiano do roteiro e também a atmosfera característica do estilo conhecido como Sul Gótico – com a sugestão da repressão sexual da governanta aludida metaforicamente com seus frequentes encontros com plantas caídas e insetos vorazes. Apesar disso, Clayton preferiu concentrar a narrativa em outros aspectos que realçassem as ambiguidades entre a história de fantasmas e os elementos freudianos.[1]

Referências na cultura popular[editar | editar código-fonte]

Premiações e homenagens[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. O parágrafo em versão livre deriva no artigo em inglês dos comentários do filme feitos por Christopher Frayling na apresentação da versão em DVD do British Film Institute (Região 2) lançado em 2006.
  2. Festival de Cannes: The Innocents festival-cannes.com. Visitado em 23-02-2009.
  3. Scorsese, Martin (28 de outubro, 2009). 11 Scariest Horror Movies of All Time The Daily Beast. Visitado em 15 de novembro de 2009.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]