The Lost City

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The Lost City
Havana - Cidade Perdida (PT)
Cidade Perdida (BR)
 Estados Unidos
2005 • cor • 143 min 
Direção Andy Garcia
Roteiro G. Cabrera Infante
D. Daniel Vujic
Elenco Andy Garcia
Inés Sastre
Tomas Milian
Richard Bradford
Nestor Carbonell
Enrique Murciano
Dominik García-Lorido
Género drama
Idioma inglês
Página no IMDb (em inglês)

The Lost City (A Cidade Perdida (título no Brasil) ou Havana - Cidade Perdida (título em Portugal)) é um filme lançado em 2005, que marca a primeira direção de Andy Garcia. Além das belas imagens e excelente trilha sonora, retrata em tom crítico os governos de Fulgêncio Batista e Fidel Castro.

Crítica ao filme[editar | editar código-fonte]

O filme dividiu bastante a crítica, tanto pelos que o elogiaram, por ser o primeiro filme de expressão a mostrar o lado de quem não era a favor da Revolução Cubana, quanto pelos que o criticaram, por, na visão de alguns, defender o governo corrupto e submisso do ditador Fulgencio Batista.

A verdade é que esse filme foi o primeiro filme a ser exibido mundialmente que criticou algumas das práticas de Fidel Castro e Che Guevara durante a Revolução, mas também não deixou de mostrar a corrupção na qual Batista estava envolvido. Ao contrário do que alguns pensam, a idéia do filme não é mostrar o lado dos burgueses ou criticar apenas Fidel Castro, mas mostrar que Cuba já não estava bem antes da Revolução e que, mesmo depois dela, se não piorou, também não melhorou, tanto que, por mais que os personagens centrais do filme sejam de uma família abastada de Cuba, o enfoque é nas pessoas e na cultura de Cuba.

Com certeza não deixará de ser um filme polêmico, mas faz um contraponto interessante àquilo que foi veiculado nas últimas décadas pelos simpatizantes do regime de Fidel. Ainda segundo o autor do filme, que, assim como Andy García, está exilado de Cuba, não foi mostroado nada que não tenha realmente acontecido.

Filmagens[editar | editar código-fonte]

Por motivos óbvios, o filme foi rodado na República Dominicana. A trilha sonora original é bela, composta e em parte tocada pelo próprio Andy Garcia. A música cubana presente no filme é uma maravilhosa seleção de canções daquele país.

O ritmo é um tanto lento, mas pode ser apreciado exatamente pelo que mais parece ser: uma ode a uma cidade e sua cultura. No entanto, alguns aspectos técnicos, como direção e fotografia, deixam a desejar.

Oferece a oportunidade de, mais de 50 anos após a revolução comunista em Cuba traçar um comparativo da época antes e depois de um regime totalitário de opressão, e questina valores com democracia e liberdade de expressão, onde o personagem principal (Fico Fellove) é obrigado após perder tudo o que tinha, a se exilar em Nova York e conclui que prefere ser um homem sem pátria do que ser um homem com dono.

O filme sustenta a idéia de que os ideais revolucionáios do 26 de julho foram desviados quando Fidel Castro e seu companheiro Che guvara chegaram ao poder. Os ideais de uma nação livre e democrática teriam sido esmagados em benefício dos próprios revolucionáios, que viviam em constante escárnio e descompromisso frente à população cubana que sofria com as mudanças. A figura de Che Guevara é mostrada como um ser mesquinho, egoísta e debochado, no entanto, fisicamente, chega muito perto do "verdadeiro" Che.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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