The Nativity Story

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The Nativity Story
O Nascimento de Cristo (PT)
Jesus: A História do Nascimento (BR)
Pôster promocional
 Estados Unidos
2006 • cor • 101 min 
Direção Catherine Hardwicke
Produção Toby Emmerich
Marty Bowen
Wyck Godfrey
Cale Boyter
Catherine Hardwicke
Mike Rich
Tim Van Rellim
Roteiro Mike Rich
Elenco Keisha Castle-Hughes
Shohreh Aghdashloo
Oscar Isaac
Stanley Townsend
Ciarán Hinds
Hiam Abbass
Shaun Toub
Gênero Drama
Épico
Idioma Inglês
Música Mychael Danna
Cinematografia Elliot Davis
Edição Robert K. Lambert
Stuart Levy
Estúdio Temple Hill Entertainment
Distribuição New Line Cinema
Lançamento Finlândia 24 de novembro de 2006
Itália 26 de novembro de 2006 (Vaticano)
Brasil 1 de dezembro de 2006
Portugal 7 de dezembro de 2006
Orçamento US$35 milhões
Receita US$46,432,264
Site oficial
Página no IMDb (em inglês)

Jesus: A História do Nascimento no Brasil ou O Nascimento de Cristo em Portugal é um filme estadunidense dos gêneros drama épico lançado em 2006 e que aborda o nascimento de Jesus. Estrelando a atriz Keisha Castle-Hughes no papel de Maria, nomeada para o Oscar pela atuação em The Whale Rider, e a atriz Shohreh Ahdashoo, indicada ao Oscar pela atuação em House of Sand and Fog. Sob a direção de Catherine Hardwicke, as filmagens começaram em 1º de Maio de 2006 em Matera, Itália e Ouarzazate, Marrocos. Outras cenas foram filmadas em Craco, cidade fantasma na região italiana de Basilicata, e Cinecittà, em Roma.[1] O lançamento do filme teve lugar em 1º de dezembro de 2006 pela New Line Cinema.

Acuidade bíblica[editar | editar código-fonte]

Mike Rich, um cristão de não-denominação, fora roteirista de The Rookie. Ao escrever o roteiro de The Nativity Story estudou profundamente os quatro evangelhos. E como que se tivesse pouca informação, Rich teve o cuidado de consultar vários teólogos Protestantes, Católicos e Judeus entre outros historiadores e peritos em ecumenismo. Quando Mike Rich contou ao seu pastor sobre o projeto que ele estava iniciando, o pastor exclamou: “That’s an idea!!” e imediatamente o colocou em uma corrente de oração em sua Igreja e por lá ele ficou por um longo tempo.

História[editar | editar código-fonte]

O filme conta a vida da Virgem Maria e José, seu marido, desde o momento da Anunciação em Nazaré passando pelo nascimento de Jesus em Belém, e finalizando na fuga da família sagrada para o Egito.

A anunciação[editar | editar código-fonte]

O filme todo tem este caráter realista que em sua realidade bruta nos desvenda vários mistérios: o modo com que o anjo Gabriel se aproxima de Maria em meio aos seus afazeres é bem intuitivo e espontâneo. E a resposta de Maria, pronta: faça-se em mim segundo a Tua palavra (Lucas 1:38. Desde deste momento, Maria passa por um processo de auto-descobrimento pelas cenas do filme. Logo após ter sido dada como futura esposa de José que segundo o costume judeu a possuiria somente após um ano[carece de fontes?], ela se apressa em viajar para casa de sua prima, Isabel, que já estava grávida de seis meses de quem seria João Batista.

A visitação[editar | editar código-fonte]

Logo de início, ao chegar em casa de sua prima, Maria se apercebe grávida, sem ter conhecido a varão algum. Assim, desde a recitação do Magnificat até o nascimento de quem seria João Batista, existe todo um suspense no filme, e tanto Isabel como seu esposo, Zacarias, convidam a Maria para ficar na casa deles, pois sabiam do risco que ela corria ao regressar a Nazaré, casa de seus pais. Também costume judeu, Maria corria o risco de ser apedrejada, pois José não a reconheceria como mãe do filho dele, pois eles nunca tinham até então coabitado. A despeito de todas as ameaças, confiante nas palavras de Deus, e no rumo da história, Maria se deixa levar: retorna a casa de seus pais, pois a José tinha sido prometida.

O retorno à casa paterna[editar | editar código-fonte]

No meio de todo o conflito, entre o desentendimento do ocorrido e a explicação de Maria, todos se chocam: Joaquim, Ana, e José. Quando ainda no meio do que parece não ter solução, e ainda não convencido de sua história, o filme eleva o personagem de José o fazendo decidido a não mais levantar uma acusação pública contra Maria. Foi somente em meio a um sonho quando um anjo lhe aparece, dizendo: "não tema em receber Maria como sua esposa, <pois o que nela foi gerado é do Espírito Santo".(Mateus 1:20-21) que José percebe a grandeza da situação.

O nascimento[editar | editar código-fonte]

Agora, aquilo que fora um ato de misericórdia de José, se torna ato de fé. Ele não só presencia o ocorrido, tomando a Maria e seu filho, como esposa, mas acredita no testemunho dela, e segue seu sonho: homem de fé, segue o rumo da história, segue a rumo de Belém. Concomitantemente, para lá marcham os Três Reis Magos. Seguidores de suas ciências, conhecedores das estrelas, e dos princípios universais, para lá marcham em nome das gentes não judias. Foi quando tudo parece uma extrema coincidência, com a estrela brilhando sobre a pequena gruta, conduzindo não só os reis Magos, mas aqueles outros vários pastores ouvintes do chamado angélico, que todos caminham para cá na gruta de Belém a adorar um Deus feito homem, nas palavras do roteirista.

Os três reis Magos[editar | editar código-fonte]

Logo após Gaspar, Belquior e Baltasar terem presenteado o recém nascido com ouro, pois ele era um rei; com incenso, pois ele era o sumo-sacerdote; e com mirra, pois ele era o sacrifício, o filme contrapõe a vida do recém nascido com a morte, da decisão de Herodes, para matá-lo. Vence a vida, que escapa da morte.

A fuga para o Egito[editar | editar código-fonte]

O filme termina em fuga. A Sagrada Família fugindo para o Egito é dramático, mas de novo, José e Maria, com o Deus feito homem em seus braços, pessoas de fé, seguem seus sonhos, seguem suas histórias. No meio dessas cenas dramáticas, Catherine Hardwicke (a diretora), põe no coração de Maria, uma oração de esperança.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Recepção[editar | editar código-fonte]

Bilheteria[editar | editar código-fonte]

The Nativity Story abriu para um primeiro fim de semana modesto na bilheteria nacional arrecadando $7.8 milhões,[2] com um aumento de 39% no fim de semana de Natal estendida.[3] Após a sua execução inicial, o filme fechou com cerca de $37.6 milhões de interno bruto e $8.8 milhões em bruto estrangeira, resultando em um total mundial de quase $46.4 em um orçamento suposto de $35 milhões.[4]

Resposta da crítica[editar | editar código-fonte]

O filme recebeu críticas mistas. Rotten Tomatoes relata que 38% de 128 críticos de cinema deram ao filme uma crítica positiva, com uma classificação média de 5.3 em 10.[5] Metacritic, que atribui uma pontuação média ponderada de 100 a comentários de críticos convencionais, dá ao filme uma pontuação de 52 com base em 28 comentários.[6]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

A discussão surgiu durante as filmagens quando Keisha Castle-Hughes engravidou fora do casamento.[7] Por causo disto, Keisha Castle-Hughes, intérprete de Maria, não foi convidada para a première no Vaticano.

Música[editar | editar código-fonte]

A trilha sonora de Mychael Danna foi lançada em um álbum em 5 de dezembro de 2006. o álbum foi indicado para o Prêmio Dove para Álbum Instrumental do Ano no 39 GMA Dove Awards.[8]

Um álbum de canções inspiradas no filme também foi lançado sob o título The Nativity Story: Sacred Songs, em português A História da Natividade: Canções Sagradas. Ele apresentava músicas de artistas como Point of Grace, Amy Grant, Jaci Velasquez , e outros.[9]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]