The Notorious B.I.G.

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The Notorious B.I.G.
Informação geral
Nome completo Christopher George Latore Wallace
Nascimento 21 de Maio de 1972
Nova Iorque, Nova Iorque
Origem Nova Iorque
País  Estados Unidos
Data de morte 9 de março de 1997 (24 anos)
Los Angeles, Califórnia
Gênero(s) Gangsta Rap, Pop Rap, East Coast hip hop
Instrumento(s) vocal
Período em atividade 1989 - 1997
Afiliação(ões) Puff Daddy, Junior M.A.F.I.A., Faith Evans, Jay-Z, Busta Rhymes, 112, Total, Mase, Easy Mo Bee, Method Man, Lil' Kim, Bone Thugs-n-Harmony

Christopher George Latore Wallace (Nova Iorque, 21 de maio de 1972Los Angeles, 9 de março de 1997), também conhecido como Biggie Smalls, Big Poppa e Frank White, mas muito mais conhecido pelo apelido The Notorious B.I.G. (Business Instead of Game), foi um rapper estadunidense. B.I.G. entrou na história do rap como o ícone da Costa Leste dos EUA, assim como seu rival, Tupac Shakur, que foi o principal representante do rap da Costa Oeste.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Christopher nasceu em Bed-Stuy, Brooklyn, New York. Seu pai abandonou a família quando ele tinha dois anos e desde então ficou sob os cuidados de sua mãe. Com a idade de 12 anos já traficava drogas em Bedford-Stuyvesant. Quando abandonou sua vida criminal, acabou realizando o sonho de virar rapper. Gravou uma demo e passou pro então produtor musical, Sean Combs (Diddy). Lançou o criticamente aclamado álbum Ready To Die em 1994, e se converteu na principal figura do rap da Costa Leste dos E.U.A. que tanto rivalizava com a Costa Oeste.[2] Notorious B.I.G. e Tupac tentavam realizar o que parecia impossível: uma união de amizade entre os rappers da Costa Leste e a Oeste, mas quando Tupac sofre um atentado dentro da gravadora de Notorious as coisas mudam e este passa a ver Notorious como um inimigo.

Ready to Die e casamento[editar | editar código-fonte]

Em 4 de Agosto de 1994, Christopher Wallace casou-se com a cantora Faith Evans. Quatro dias depois, Wallace teve seu primeiro sucesso nas paradas pop como um artista solo com o duplo A-side "Juicy / Unbelievable", que alcançou a posição #27 como primeiro single de seu álbum de estreia. Faith Evans havia terminado um romance com Lars Ulrich, baterista do Metallica duas semanas antes.

Ready to Die foi lançado em 13 de setembro de 1994, e alcançou a posição #13 na Billboard 200, chegando a ser certificado platina quatro vezes. O álbum, lançado numa época em que o hip hop da Costa oeste era destaque nas listas de vendas dos Estados Unidos, segundo a Rolling Stone, "quase sozinho ... mudou o foco de volta ao rap da Costa Leste". Ganhou opiniões fortes sobre o lançamento e tem recebido muitos elogios em retrospetiva. Além de "Juicy", o registro produziu dois singles, o platina "Big Poppa", que alcançou a posição #1 na lista de vendas de álbuns de rap nos Estados Unidos, e "One More Chance" com Faith Evans, um remix que se tornou seu single mais vendido.

Junior M.A.F.I.A. e rivalidade costeira[editar | editar código-fonte]

Em agosto de 1995, o grupo de Wallace, Junior MAFIA ("Junior Masters At Finding Intelligent Attitudes"), composto por seus amigos de infância, lançou seu primeiro álbum intitulado Conspiracy. O grupo incluía rappers como Lil 'Kim e Lil Cease ", que passaram a ter uma carreira solo. O registro foi ouro e seus singles, "Player's Anthem" e "Get Money", ambos com Wallace, foram ouro e platina. Wallace continuou a trabalhar com artistas R&B, colaborando com grupos da Bad Boy 112 (em "Only You") e Total (em "Can't You See"), com ambas atingindo o top 20 da Billboard Hot 100.

Até o final do ano, Wallace foi o artista solo mais vendido do sexo masculino e rapper nas paradas de pop e r&b. Em Julho de 1995, ele apareceu na capa da The Source, com o título "O Rei de Nova York Domina Tudo". Na The Source Awards, ele foi nomeado Melhor Artista Novo (Individual), Letrista do Ano, Performista ao Vivo do Ano, e seu álbum de estréia do ano. Na Billboard Awards, ele foi artista de rap do ano. Em seu ano de sucesso, Wallace se envolveu em uma rivalidade com o West Coast hip-hop de Tupac Shakur, seu ex-associado. Em entrevista à revista Vibe, em Abril de 1995, enquanto servia o tempo em Clinton Correctional Facility, Shakur acusou Sean Combs (Diddy), e Wallace de terem conhecimento prévio de um assalto que resultou em ele ter sido baleado várias vezes e perder milhares de dólares em jóias na noite de 30 de novembro de 1994. Apesar de Wallace e sua comitiva estarem no mesmo estúdio de gravação baseado em Manhattan, no momento da ocorrência, eles negaram a acusação.

Cquote1.svg O fato de eu estar no estúdio na hora do incidente foi só uma coincidência. Pac não pôde dizer quem realmente fez isso com ele naquela hora. Assim, ele simplesmente jogou a culpa em mim. Cquote2.svg

Após sair da prisão, Tupac assinou com a Death Row Records em 15 de Outubro de 1995. Bad Boy Records e Death Row, agora rivais nos negócios, se envolveram em uma briga intensa.

A carreira de B.I.G. estava marcada pelas contínuas disputas entre as gravadoras Bad Boy Records e Death Row Records, quando B.I.G. foi apontado supostamente como o indiretamente responsável pela morte de Tupac Shakur, no dia 7 de Setembro de 1996, porque Tupac, em uma de suas letras revela que teve relações sexuais com Faith Evans, a esposa de B.I.G.

Life After Death e acidente de carro[editar | editar código-fonte]

Durante as sessões de gravação de seu segundo álbum, provisoriamente chamado "Life After Death ... 'Til Death Do Us Part, mais tarde encurtado para Life After Death, Wallace foi envolvido em um acidente de carro que quebrou sua perna esquerda e limitou-o a uma cadeira de rodas. A lesão obrigou-o a usar uma bengala.

Em janeiro de 1997, Wallace foi condenado a pagar 41 mil dólares em danos na sequência de um incidente envolvendo um amigo de um promotor de shows que afirmou que Wallace e sua comitiva o espancaram devido a um incidente em maio de 1995. Ele enfrentou acusações de agressão criminal pelo incidente que continuam sendo averiguadas, mas todas as acusações de furto qualificado foram descartados. Na sequência dos acontecimentos do ano anterior, Wallace falou do desejo de se concentrar em sua "paz de espírito". "Minha mãe ... meu filho ... minha filha ... minha família ... meus amigos são o que importam para mim a partir de agora".

Tiroteio em Março de 1997 e morte[editar | editar código-fonte]

Wallace viajou para a Califórnia em fevereiro de 1997 para promover seu próximo álbum e gravar um videoclipe de seu single, "Hypnotize". Em 05 março de 1997 Wallace deu uma entrevista de rádio com The Dog House em KYLD em San Francisco, Califórnia. Na entrevista, ele afirmou que havia contratado um segurança uma vez que temia por sua vida, mas isso era porque ele era uma figura da celebridade, não especificamente um rapper. Life After Death foi agendado para lançamento em 25 de março de 1997. Em 8 de março de 1997, ele apresentou um prêmio de Toni Braxton no 11 º Annual Soul Train Music Awards, em Los Angeles e foi vaiado por algumas pessoas da platéia. Depois da vaia, BIG resolveu cantar a música "Who shot ya" provocando seus rivais. Após a cerimônia, após Wallace participar de uma festa organizada pela revista Vibe e Qwest Records no Museu Automotivo Petersen, em Los Angeles. Outros convidados incluíram Faith Evans, Aaliyah, Sean Combs e alguns membros das gangues Crips e Bloods.

Em 09 março de 1997, por volta de 00:30, Wallace foi com sua comitiva em dois Chevrolet Suburbans regressar ao seu hotel após o Corpo de Bombeiros encerrar a festa mais cedo, devido à superlotação. Wallace viajou no banco do passageiro da frente ao lado de seus companheiros, Damion "D-Roc" Butler, o membro do Junior M.A.F.I.A. Lil Cease e Gregory "G-Money" Young. Combs viajou em outro veículo com três guarda-costas. Os dois carros foram guiados por uma Chevrolet Blazer que leveva o diretor de segurança da Bad Boy.

Por volta de 00:45 as ruas estavam cheias de pessoas que estavam saindo do evento. O carro de Wallace parou em um sinal vermelho a (46 m) de um museu. Um Chevrolet Impala preto parou ao lado do carro de Wallace. O motorista da Impala, um homem Afro-americano que vestia um terno azul e gravata borboleta, baixou a janela, sacou uma pistola de 9 milímetros de aço azul e disparou contra o Suburban, quatro balas atingiram Wallace no peito. Os parceiros de B.I.G. levaram-no ao Centro Médico Cedars-Sinai, mas ele foi declarado morto às 01h15

Biggie também trabalhou com Michael Jackson. Em 1995, compôs e cantou um rap para a canção "This Time Around" do popstar, e cerca de dois anos depois, estrelou a faixa "Unbreakable", porém esta só seria lançada em 2001, no disco Invincible.

Discografia[3] [editar | editar código-fonte]

Álbuns póstumos[editar | editar código-fonte]

  • 1999 - Born Again
  • 2005 - Duets: The Final Chapter

Compilações[editar | editar código-fonte]

  • 2007 - Greatest Hits
  • 2009 - Notorious: Original Motion Picture Soundtrack

Singles[editar | editar código-fonte]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

  • Billboard Music Awards 1995 - Artista de Rap do Ano
  • Billboard Music Awards 1995 - Single de Rap do Ano por "One More Chance"
  • The Source Awards 1995 - Revelação Solo do Ano
  • The Source Awards 1995 - Album do Ano por "Ready To Die"
  • The Source Awards 1995 - Compositor do Ano
  • The Source Awards 1995 - Melhor performance Ao-Vivo do Ano
  • VMA 1997 - Melhor video-clipe de Rap por "Hypnotize"
  • Soul Train Music Awards 1998 - Melhor Album Masculino de R&B/Soul por "Life After Death"

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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