The Prestige

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The Prestige
O Terceiro Passo (PT)
O Grande Truque (BR)
Pôster de divulgação
 Estados Unidos
2006 • cor • 130 min 
Direção Christopher Nolan
Produção Christopher Nolan
Emma Thomas
Aaron Ryder
Roteiro Jonathan Nolan
Christopher Nolan
Baseado em Christopher Priest
Elenco Hugh Jackman
Christian Bale
Michael Caine
Scarlett Johansson
David Bowie
Rebecca Hall
Andy Serkis
Emily Blunt
Género Suspense
Drama
Mistério
Idioma Inglês
Música David Julyan
Cinematografia Wally Pfister
Edição Lee Smith
Estúdio Newmarket Films
Syncopy Films
Distribuição Touchstone Pictures
Warner Bros.
Lançamento 20 de outubro de 2006
Orçamento US$ 40.000.000[1]
Receita US$ 109.676.311[1]
Site oficial
Página no IMDb (em inglês)

The Prestige (O Grande Truque (título no Brasil) ou O Terceiro Passo (título em Portugal)) é um filme de 2006, dirigido por Christopher Nolan, com o roteiro adaptado do livro de 1995 de mesmo nome escrito por Christopher Priest. A história segue Robert Angier e Alfred Borden, mágicos rivais de Londres no final do século XIX. Obcecados em criar o melhor truque de ilusão, eles iniciam uma competição com trágicos resultados.

O filme é estrelado por Hugh Jackman como Robert Angier e Christian Bale como Alfred Borden. No elenco também estão Michael Caine, Scarlett Johansson, David Bowie, Emily Blunt, Rebecca Hall e Andy Serkis. O filme reúne Nolan com os atores Bale e Caine de Batman Begins, o diretor de fotografia Wally Pfister, o desenhista de produção Nathan Crowley, o compositor David Julyan e o editor Lee Smith.

O livro de Priest foi adaptado por Nolan e seu irmão, Jonathan Nolan, usando a estrutura não-linear de Nolan. Temas de dualidade, obsessão, sacrifício e segredos, geram o conflito. O filme foi lançado em 20 de outubro de 2006, recebendo boas críticas e arrecadando bem na bilheteria. O filme recebeu duas indicações ao Oscar, nas categorias de Melhor Fotografia e Melhor Direção de Arte.

Enredo[editar | editar código-fonte]

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O mágico Alfred Borden está em julgamento por assassinato, acusado de matar seu rival de longa data, Robert Angier. Eles começaram trabalhando juntos como ajudantes de Milton, o Mágico; com John Cutter, um dos engenheiros de truques de Milton. A esposa de Angier, Julia, se afoga enquanto fazia um truque de escapar de um tanque cheio de água. Angier suspeita que Borden amarrou seus pulsos com um nó difícil de propósito, fazendo-o responsável pela morte dela. No funeral, Borden enraivece Angier dizendo que ele não sabe que nó foi usado.

Os dois homens começam a competir em suas carreiras de mágico: Borden se torna "O Professor" e contrata Bernard Fallon como engenheiro. Angier se apresenta como "O Grande Danton", com Cutter e sua assistente, Olivia Wenscombe. Durante uma apresentação, Borden conhece Sarah; eles se casam e tem uma filha, Jess. Ambos os mágicos começam a atrapalhar os truques do outro: Angier interfere na performance de Borden de pegar uma bala com a boca, arrancando dois dedos de Borden. Em troca, ele arruína o truque de fazer um pássaro desaparecer de Angier, danificando a reputação dele.

Borden, logo maravilha as plateias com sua nova ilusão, "O Homem Transportado". Angier contrata um dublê e rouba o ato de Borden, chamando-o de "O Novo Homem Transportado". Obcecado em descobrir o segredo, Angier manda Olivia para espionar Borden. Olivia dá a Angier o diário encriptado de Borden, porém ela se apaixona por Borden e trai Angier, permitindo que Borden sabote o ato de Angier, quebrando sua perna. Em retorno, Angier e Cutter capturam Fallon e o enterram vivo. Para permitir a soltura de Fallon, Angier exige a chave para a ilusão de Borden. Borden dá a ele a palavra "TESLA", e sugere que essa é a cifra de transposição do diário de Borden e a chave para o truque.

Angier viaja para Colorado Springs para se encontrar com Nikola Tesla e descobrir o segredo da ilusão de Borden, pagando Tesla para ele construir uma máquina de teletransporte. Angier descobre a partir do diário que ele foi enviado em uma busca infrutífera. Se achando enganado, ele retorna ao laboratório de Tesla para exigir seu dinheiro de volta, porém descobre que a máquina de Tesla cria uma cópia exata de um objeto e deixa o original intacto. Tesla deixa Colorado Springs após seu rival, Thomas Edison, ter mandado seus capangas invadirem o laboratório de Tesla. Ele deixa Angier com uma versão melhorada da máquina, porém sugere que ele a destrua.

A relação de Borden e Olivia abala emocionalmente Sarah, fazendo que ela acabe se enforcando. Angier retornar a Londres para produzir seu novo ato, "O Verdadeiro Homem Transportado". Borden vai a apresentação de Angier de novo e consegue entrar nos bastidores, bem no momento de ver Angier cair por um alçapão do palco em um tanque de água trancado. Borden tenta salvá-lo, porém Angier se afoga diante de seus olhos. Cutter pega Borden, ele é acusado de assassinato e é condenado a morte.

Na prisão, Borden lê o diário de Angier de Colorado, que o menciona diretamente, esperando que ele apodreça na prisão por seu assassinato. Ele descobre que sua filha vai para um orfanato a não ser que ele aceite a oferta de um misterioso homem. Um homem chamado de Lorde Caldlow manda seu advogado para se encontrar com Borden na prisão. Caldlow pede por todos os segredos e equipamentos de Borden, incluindo a verdade do "Homem Transportado". Em troca, ele irá adotar Jess e criá-la em um estilo de vida rico e confortável. Borden concorda, porém se recusa a revelar qualquer coisa a menos que ele veja sua filha. Quando Lorde Caldlow visita Borden com Jess, Borden percebe que ele é na verdade Angier. Atordoado, Borden dá a ele toda as suas notas e segredos, porém Angier as rasga antes de lê-las. Quando Cutter chega para supervisionar a transferência da máquina de Tesla para Lorde Caldlow, ele encontra Angier e percebe que Borden é inocente, mesmo assim, Borden é enforcado.

Cutter acompanha Angier até um prédio abandonado e o ajuda a guardar a máquina de Tesla. Cutter sai, silenciosamente percebendo a chegada de um Borden bem vivo, que fatalmente atira em Angier. Borden revela que ele era na verdade um gêmeo idêntico que vivia como Fallon e Borden, alternando entre os papeis. Um dos irmãos (o que está vivo) era o marido de Sarah e o pai de Jess que as amavam mais que a mágica; o outro amava Olivia. Os dois irmãos se alternavam assumindo o lugar um do outro; tanto na vida pessoal, quanto nos palcos executando os truques. O método de Angier também é revelado; durante a ilusão, a máquina criava uma duplicata de Angier, com um se afogando no tanque e o outro sendo teletransportado. Cada tanque contém um Angier afogado. Borden deixa Angier para morrer enquanto o prédio pega fogo. Depois de tudo, Cutter reúne Borden com sua filha.[2] No final, é visto, escondido em algum lugar em meio as chamas, um Angier, enquanto a duplicata que levou o tiro pega fogo.

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Elenco[editar | editar código-fonte]

  • Hugh Jackman como Robert Angier/O Grande Danton, um mágico aristocrata. Após ler o roteiro, Jackman expressou interesse em interpretar o papel. Christopher Nolan descobriu que Jackman tinha interesse e após um encontro com ele, percebeu que ele tinha as características certas para Angier. Nolan explicou que Angier tem "um maravilhoso entendimento sobre a interação do artista com a plateia", uma qualidade que ele acreditava Jackman também possuir. O diretor disse que "[Jackman] tem uma grande profundidade como um ator que não foi totalmente explorada. As pessoas não tiveram a chance de ver o que ele realmente pode fazer como um ator, e este é um personagem que vai deixar ele fazer isso".[3] Jackman se inspirou no mágico da década de 1950 Channing Pollock para interpretar Angier.[4]
  • Christian Bale como Alfred Borden/O Professor, um mágico da classe operária. Bale se interessou pelo papel e foi escalado depois de Jackman. Apesar de Nolan ter trabalhado com Bale em Batman Begins, ele não o havia considerado para o papel de Borden até Bale ter falado com ele sobre o roteiro. Nolan disse que Bale era "perfeito" para o papel de Borden, e que era "impensável" ter outra pessoa no lugar.[3] Nolan descreveu Bale como "formidável de se trabalhar" e que "leva o que faz muito, muito a sério".[5] Nolan sugeriu que os atores não lessem o livro, porém Bale o ignorou.[6]
  • Michael Caine como John Cutter, um engenheiro de truques que trabalha com Angier. Caine tinha colaborado anteriormente com Nolan em Batman Begins, interpretando Alfred Pennyworth. Nolan disse que apesar do personagem paracer ter sido escrito para Caine, ele não foi. Nolan falou que o personagem "foi escrito antes de eu tê-lo conhecido".[3] Caine descreveu seu personagem como "um professor, um pai e um guia para Angier". Caine, ao criar as nuances de Cutter, alterou sua voz e postura. Nolan mais tarde afirmou que "o personagem de Michael Caine realmente se torna o coração do filme. Ele têm um maravilhoso calor e emoção que te atraí para a história e permite que você tenha um ponto de vista destes personagens sem julgá-los muito duramente".[7]
  • Rebecca Hall como Sarah Borden, esposa de Borden. Hall se mudou do Norte de Londres para Los Angeles para poder filmar o filme, apesar do filme se passar no Norte de Londres. Hall disse que ela "estava maravilhada só por estar envolvida [no filme]".[8]
  • Scarlett Johansson como Olivia Wenscombe, a assistente e amante de Angier. Nolan disse que Johansson era a pessoa certa para interpretar o papel, e quando ele a conheceu para discutir, "ela simplesmente amou a personagem".[3] Johansson elogiou os métodos de direção de Nolan, dizendo que ela "amou trabalhar com ele"; ele era "incrivelmente focado, orientado e envolvido, e realmente se envolveu em cada aspecto da performance".[9]
  • David Bowie como Nikola Tesla, o inventor da vida real que cria a máquina de teletransporte para Angier. Para o papel de Tesla, Nolan queria alguém que não era necessariamente uma estrela de cinema, más alguém que fosse "extraordinariamente carismático". Nolan disse que "David Bowie era o único cara que eu tinha em mente para interpretar Tesla, porque sua função na história é pequena porém com um papel importante".[3] Nolan contratou Bowie, que inicialmente recusou. Como um grande fã de sua música, Nolan voou até Nova York para falar do papel com Bowie em pessoa, dizendo a ele que nenhuma outra pessoa poderia interpretá-lo;[10] ele aceitou minutos depois.[3]
  • Piper Perabo como Julia McCullough, esposa de Angier.
  • Roger Rees como Owens.
  • Andy Serkis como Sr. Alley, o assistente de Tesla. Serkis disse que ele interpretou o personagem pensando que ele era "antes um homem corporativo que ficou excitado com este dissidente, Tesla, que pulou para fora do navio e foi se huntar com esse dissidente". Serkis descreveu seu personagem como um "porteiro", um "vigarista" e um "espelho do personagem de Michael Caine". Serkis, um grande fã de Bowie, disse que foi agradável trabalhar com ele, descrevendo ele como uma pessoa "bem modesta, com os pés no chão, muito confortável consigo mesmo e bem engraçado".[11]
  • Ricky Jay como "Milton, o Mágico", um antigo mágico para quem Angier e Borden trabalham no início do filme. Jay, um famoso mágico de palco, e Michael Weber trainaram Jackman e Bale para seus pápeis com breves instruções sobre várias ilusões de palco. Os mágicos deram aos atores informações limitadas, permitindo que eles soubessem apenas o necessário para fazer a cena.[6]
  • Samantha Mahurin como Jess Borden, a filha de Borden e Sarah.

Produção[editar | editar código-fonte]

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Christopher Priest, autor do livro The Prestige, era fã dos primeiros filmes na Carreira de Christopher Nolan, Following e Memento,[12] e subsequentemente, o produtor Valerie Dean trouxe o livro para a atenção de Nolan.[13] Em outubro de 2000, Nolan viajou ao Reino Unido para promover Memento, já que a Newmarket Films estava tendo problemas para achar distribuídores nos EUA. Enquanto estava em Londres, Nolan leu o livro de Priest e dividiu a história com seu irmão, Jonathan Nolan, enquanto os dois andavam em Highgate (um local que mais tarde apareceria em uma cena onde Angier sequestra o engenheiro de Borden no Cemitério de Highgate). O processo de desenvolvimento de The Prestige começou como um ensaio da colaboração anterior deles: Jonathan falou sobre sua ideia inicial para Memento para Christopher durante uma viagem.[14]

Um ano depois, os direitos de adaptação do livro se tornaram disponíveis e foram comprados por Aaron Ryder, da Newmarket Films.[13] [14] No final de 2001, Nolan ficou ocupado com a pós-produção de Insomnia, e pediu para seu irmão Jonathan ajudá-lo no roteiro.[14] O processo de criação do roteiro foi uma longa colaboração entre os irmãos Nolan, ocorrendo em um período de cinco anos.[15] No roteiro, os Nolan enfatizaram a mágica da história através da narrativa dramática, usando a representação visual do palco de mágico. O roteiro de três atos foi deliberadamente estruturado em volta dos três elementos da ilusão do filme: a Promessa, a Virada e o Grande Truque. "Demorou muito tempo para descobrir um modo de alcançar às versões cinemáticas dos dispositivos bem literários que guiam uma história intrigante", disse Nolan a Variety. "Os pontos de vistas diferentes, os diários dentro de diários e as histórias dentro de histórias. Achar os quivalentes cinematográficos dos dispositivos da literatura foi muito complexo".[16] Apesar do filme ser tematicamente fiel ao livro, duas grandes mudanças foram feitas na estrutura do enredo durante o processo de adaptação: o subtema espiritualista do livro foi removido, e a história contada de uma perspectiva moderna foi substituída por Borden esperando pela forca em mise en scène.[13] Priest aprovou a adaptação, descrevendo como "um extraprdinário e brilhante roteiro, uma adaptação fascinante do meu livro".[13]

No começo de 2003, Nolan planejou dirigir o filme antes da produção de Batman Begins ter acelerado.[6] [17] Após o lançamento de Batman Begins, Nolan reiníciou o projeto, negociando com Bale e Jackman em outubro de 2005.[18] Jonathan e Christopher terminaram o roteiro no dia 13 de janeiro de 2006.

Filmagens[editar | editar código-fonte]

O histórico Tower Theatre em Los Angeles foi usado como locação para o Pantages Theatre em Londres.[19]

Enquanto o roteiro ainda estava sendo escirto, o diretor de arte Nathan Crowley começou a projetar os cenários na garagem de Nolan, empregando um "roteiro visual" consistindo em miniaturas, imagens, desenhos e notas. A produção começou em 16 de janeiro de 2006 e as gravações terminaram no dia 9 de abril.

Crowley e sua equipe procuraram em Los Angeles por mais de 70 locações que se pareceriam com a Londres do final do século XIX.[19] Jonathan Nolan visitou Colorado Springs para pesquisar sobre Nikola Tesla e para basear a cena do bulbo elétrico em experimentos reais realizados por Tesla.[14] Crowley ajudou a criar a cena para a invenção de Tesla; que foi filmada no estacionamento do Observatório Monte Wilson.[19] Influênciado pela "estética Vitoriana modernista", Crowley escolheu quatro locações na Broadway de Los Angeles, no centro da cidade, para os palcos das mágicas do filme: o Los Angeles Theatre, o Avalon Hollywood, o Los Angeles Belasco e o Tower Theatre.[20] Crowley também transformou uma parte dos estúdios da Universal em uma Londres Vitoriana.[21] Nolan construíu apenas um cenário para o filme, uma "seção debaixo do palco que abriga às máquinas que fazem as grandes ilusões funcionar",[22] preferindo modificar locações reais em Los Angeles e estúdios para servirem como Colorado e Londres Vitoriana.[23] Em contraste com muitos filmes de época, Nolan decidiu manter o ritmo rápido da produção filmando com câmeras de mão,[23] e tirando muito das luzes artifíciais em algumas cenas, confiando apenas em luz natural.[6] A figurinista Joan Bergin escolheu roupas atrativas e modernas Vitorianas para Scarlett Johansson; o diretor de fotografia Wally Pfister capturou o estado de espírito com tons de terra suaves, já que as cores branco e preto davam contraste no fundo, colocando as faces dos atores no primeiro plano. Os processos de edição, composição e gravação da trilha sonora e mixagem do filme terminaram no dia 22 de setembro de 2006.

Música[editar | editar código-fonte]

The Prestige
Trilha sonora de David Julyan
Lançamento 17 de outubro de 2006
Gênero(s) Trilha Sonora
Duração 48:13
Gravadora(s) Hollywood Records

A trilha sonora de The Prestige foi composta por David Julyan. Julyan havia anteriormente colaborado com Nolan em Following, Memento e Insomnia. Como o filme, a trilha também foi dividida em três seções: a Promessa, a Virada e o Grande Truque.[24]

Alguns críticos ficaram desapontados com a trilha, afirmando que enquanto ela funciona muito bem com o filme, sozinha ela não tinha um impacto muito grande, com alguns descrevendo-a como "apenas funcional".[25] [26]

Faixas
  1. "Are You Watching Closely?" (1:51)
  2. "Colorado Springs" (4:15)
  3. "The Light Field" (1:50)
  4. "Borden Meets Sarah" (2:11)
  5. "Adagio for Julia" (2:03)
  6. "A New Trick" (4:29)
  7. "The Journal" (2:55)
  8. "The Transported Man" (2:36)
  9. "No, Not Today" (2:31)
  10. "Caught" (1:39)
  11. "Cutter Returns" (2:13)
  12. "The Real Transported Man" (2:28)
  13. "Man's Reach Exceeds His Imagination" (2:08)
  14. "Goodbye to Jess" (2:53)
  15. "Sacrifice" (5:15)
  16. "The Price of a Good Trick" (5:05)
  17. "The Prestige" (1:40)

Temas[editar | editar código-fonte]

A rivalidade entre Borden e Angier domina o filme. Obsessão, vingança, segredo e sacrifício alimentam a batalha, já que ambos os mágicos contribuem para uma parte do duelo mortal, com desastrosos resultados. A obsessão de Angier em derrotar Borden acaba custando muito dinheiro e a amizade de Cutter, enquanto deixa a ele uma coleção de cópias suas mortas; a obsessão de Borden em manter o segredo sobre seu irmão gêmeo leva Sarah a questionar a relação deles, que acaba levando ela ao suicídio quando suspeita da verdade. Angier e um dos gêmeos perdem o amor de Olivia por causa da "inumanidade" deles. Finalmente, um Borden é enforcado e a última cópia de Angier é baleada. A briga deles também é expressada pela luta de classes: Borden como O Professor, um mágico da classe operária que fica com as mãos sujas, contra Angier como O Grande Danton, um mágico e artista elegante e elitista cujo sotaque o faz parecer americano.[27] O crítico Matt Brunson observa um tema complexo de dualidade exemplificado por Angier e Borden, notando que o filme escolhe não retratar nenhum dos mágicos como "bom" ou "mau".[28]

O roubo de Angier da ilusão do teletransporte de Borden ecoa muitos dos exemplos da vida real de truques roubados entre mágicos. Fora do filme, rivalidades similares incluem a disputa dos mágicos John Nevil Maskelyne e Harry Kellar sobre o truque da levitação.[29] Gary Westfahl nota também uma "nova tendência para caos" no filme sobre o livro, citando o assassinato/suicídio das duplicatas de Angier e os atos intensificados de violência, vingança e contra vingança. Isso "diz respeito a uma maior alteração nos eventos e no tom do filme", ao invés de mudar significativamente os temas subjacentes.[30]

A competição mortal não é limitada ao campo da mágica: os "magos" engenheiros Nikola Tesla e Thomas Edison se engajaram em uma rivalidade sobre a corrente elétrica, que aparece no filme como um paralelo para a competição de Angier e Borden para a supremacia mágica.[31] [32]

Den Shewman diz que o filme pergunta o quão longe alguém iria para se dedicar a uma arte.[13] O crítico Alex Manugian refere a esse tema como o "significado do comprometimento". Para ele, o tema central do filme é "obsessão", porém nota os temas coadjuvantes "natureza do engano" e "ciência como mágica". Manugian também crítica os Nolan por tentar colocar muitos temas na história.[33]

Lançamento[editar | editar código-fonte]

A Touchstone optou por adiantar a estreia do filme em uma semana, de 27 de outubro para 20 de outubro de 2006.[34] O filme arrecadou US$ 14.801.808 em seu primeiro fim de semana, estreiando em primeiro. Arrecadou um total de US$ 53 milhões nos EUA e US$ 56 milhões mundialmente, para um total de US$ 109.676.311.[1] The Prestige foi indicado ao Oscar nas categorias de Melhor Fotografia (Wally Pfister) e Melhor Direção de Arte (Nathan Crowley e Julie Ochipinti),[35] também foi indicado ao Hugo Award de Melhor Apresentação Dramática, Forma Longa.[36] Junto com The Illusionist e Scoop (estrelando Jackson e Johansson), The Prestige foi um dos três filmes lançados em 2006 a explorar o mundo dos mágicos de palco.

Crítica[editar | editar código-fonte]

The Prestige recebeu críticas geralmente favoráveis. No site Rotten Tomatoes o filme possui um indíce de aprovação de 75%, baseado em 179 resenhas, com uma média de 7,1/10. O consenso é "Cheio de viradas e torções, The Prestige é um deslumbrande filme de época que nunca para de desafiar o público".[37] No agregador Metacritic o filme tem um indíce de 66/100, baseado em 36 resenhas, indicando "críticas geralmente favoráveis".[38] O autor do livro original, Christopher Priest, viu o filme três vezes, e sua reação foi "'Bem, minha nossa!' eu estava, 'Deus, gostei disso', e 'Ah, eu queria ter pensado nisso'".[39]

Referências

  1. a b c The Prestige (2006) Box Office Mojo..
  2. Synopsis for The Prestige (2006) Internet Movie Database..
  3. a b c d e f Carle, Chris (12 de outubro de 2006). Casting The Prestige IGN..
  4. White, Cindy (18 de outubro de 2006). Christian Bale and Hugh Jackman square off as rival magicians in Christopher Nolan's The Prestige Sci Fi Weekly..
  5. Murray, Rebecca. Director Christopher Nolan Interview About.com..
  6. a b c d Jolin, Dan. (29 de setembro de 2006). "You Won't Believe Your Eyes". Empire.
  7. Roberts, Sheila. Interview: Michael Caine, 'The Prestige' MoviesOnline..
  8. Lowe, Jaime (novembro de 2006). Rebecca Hall: for this Young Actress, Landing Choice Roles is like Pulling Rabbits out of a Hat CBET Networks..
  9. Fischer, Paul (26 de julho de 2006). Interview: Scarlett Johansson for 'Scoop' Dark Horizons..
  10. Tricks of the Trade The Ticket. The Irish Times (10 de novembro de 2006).
  11. Carnevale, Rob. The Prestige - Andy Serkis interview Indie London..
  12. Toy, Sam. (29 de setembro de 2006). "Magic marker". Empire.
  13. a b c d e Shewman, Den. (setembro/outubro de 2006). "Nothing Up Their Sleeves: Christopher & Jonathan Nolan on the Art of Magic, Murder, and The Prestige". Creative Screenwriting.
  14. a b c d Goldsmith, Jeff (28 de outubro de 2006). The Prestige Q&A: Interview with Jonathan Nolan Creative Screenwriting Magazine Podcast. Creative Screenwriting.
  15. McGurk, Stuart (12 de março de 2007). How I made... The Prestige: Christopher Nolan The London Paper..
  16. Cohen, Davis S.. (18 de dezembro de 2006). "Adapted Screenplay". Variety.
  17. Fleming, Michael (16 de abril de 2003). Nolan wants Prestige Variety..
  18. Fleming, Michael; Cohen, David S. (2 de outubro de 2005). Meet the men of magic Variety..
  19. a b c Karen. (1 de fevereiro de 2007) "Tricked Out: How production designer Nathan Crowley transformed modern Los Angeles into Victorian London for The Prestige". Los Angeles Magazine.
  20. Nelson, Steffie (9 de janeiro de 2007). Magic pics pull conjuring tricks Variety..
  21. Idelson, Karen. (13 de novembro de 2006). "H'wood back lots still work magic". Variety.
  22. (17 de outubro de 2006) "Batman stars team in Prestige: Actors learned to perform magic for their roles". Detroit Free Press.
  23. a b Carle, Chris (20 de setembro de 2006). The Prestige Edit Bay Visit IGN..
  24. Vincentelli, Elisabeth. The Prestige [Original Score] Amazon.com..
  25. Jarry, Jonathan (15 de dezembro de 2006). SoundtrackNet: The Prestige Soundtrack SoundtrackNet..
  26. Coleman, Christopher. The Prestige by David Julyan TrackSounds..
  27. Murray, Rebecca (2006). Christian Bale Talks About "The Prestige" - página 2 About.com..
  28. Brunson, Matt (2006). Film/Now Showing Connect Savannah..
  29. Kawamoto, Wayne (2006). Film Review: The Prestige About.com..
  30. Westfahl, Gary (22 de outubro de 2006). Seeing Double: A Review of The Prestige Locus Online..
  31. Difrancesco, Teresa (20 de outubro de 2006). Jonathan Nolan on writing The Prestige Movie Web..
  32. 'Prestige' is magical Arkansas Times. (26 de outubro de 2006).
  33. Manugian, Alex (3 de novembro de 2006). Movie Review: Not dazzling, but still fascinating The Harvard Post..
  34. The Prestige Changes the Date CanMag. (23 de julho de 2006).
  35. 79th Oscar Nominations Announced Empire. (23 de janeiro de 2007).
  36. Nippon 2007 Hugo Nominees Nippon. (2007).
  37. The Prestige (2006) Rotten Tomatoes..
  38. The Prestige Metacritic..
  39. Dawn, Randee (5 de janeiro de 2007). Source Material The Hollywood Reporter..

Ligações externas[editar | editar código-fonte]