The Sheik

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The Sheik
O Sheik (PT/BR)
Cartaz do filme
USA
1921 • P&B • 80 min 
Direção George Melford
Elenco Rodolfo Valentino
Agnes Ayres
Adolphe Menjou
Gênero Romance
Idioma filme mudo
Página no IMDb (em inglês)

The Sheik é o título do filme da Famous Players-Lasky (precursora da Paramount Pictures) de 1921, um dos maiores sucessos de Rodolfo Valentino, com Agnes Ayres e Adolphe Menjou, dirigido por George Melford. Foi baseado no romance homônimo, da escritora Edith Maude Hull.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Valentino e Ayres, em cena do filme.

Lady Diana Mayo (Agnes Ayres), parte da comunidade britânica expatriada em Argel abomina o casamento, porque acredita que ele é o fim da independência da mulher. Contrariando os desejos de um admirador e de seu irmão, realiza uma viagem de um mês, sozinha, pelo deserto.

Enquanto eles discutem um alvoroço ocorre no cassino ao lado e eles procuram saber o que está acontecendo; são informados que um rico e poderoso sheik está festejando, e que ninguém pode entrar no recinto - embora árabes ali adentrem. Aborrecida por lhe imporem o que fazer, e curiosa para ver o que está ocorrendo, Diana pede um traje de dançarina árabe, e se infiltra na festa.

Lá dentro as mulheres são dispostas como se fossem moedas. Quando ela é percebida, um árabe tenta levá-la para o centro da multidão, mas Diana resiste, o que provoca uma confusão. O Sheik Ahmed Ben Hassan (Rodolfo Valentino), toma conhecimento do fato e intervém, notando que a mulher é branca. Ele a reconhece por tê-la visto quando chegou e, divertindo-se, leva-a para fora da festa. Depois que ela sai Mustafá Ali (Charles Brinley) conta ao Sheik que aquela será a mulher que ele conduzirá pelo deserto, na manhã seguinte. O Sheik então bola um plano, dizendo a Mustafá que a leve para a sua caravana.

Na manhã seguinte o Sheik invade sorrateiramente o quarto da inglesa, enquanto ela dorme, para roubar sua arma pessoal. Ela quase o apanha, acordando, mas ele foge para o jardim onde canta os primeiros versos da Canção da Cachemira para a garota. Ele parte, então.

Diana e seu irmão discutem sobre a aventura pelo deserto. Com sua insistência, o irmão finalmente deixa-a, com a promessa de que irá encontrá-lo em Londres dentro de um mês. Quando ele sai Mustafá envia o sinal e a caravana do Sheik ataca e captura a inglesa. Diana resiste e tenta escapar, sem sucesso. O Sheik lhe diz para que obedeça suas ordens, e ela responde que não obedece a ninguém. Ele diz que a moça precisa de uma lição e exige que se vista como uma mulher (ela trajava calças) para o jantar.

Diana reluta, mas acede. Durante a ceia na suntuosa tenda do Sheik, ela novamente tenta escapar, desta feita durante uma forte tempestade de areia. O Sheik parte atrás dela, salvando-a da morte certa, e diz que ela irá aprender a amá-lo. Ele então é informado por um serviçal de que os cavalos fugiram durante a tempestade e ele é obrigado a deixá-la. Quando retorna, encontra Diana sozinha no seu quarto, dormindo. Ele pensa em tomá-la à força, mas logo se arrepende de seus pensamentos, envergonhado, tomando-se pelas lágrimas e orações.

Sentindo-se mal pelo que provocara à moça, o Sheik cerca-se de todos os cuidados para que ela goze de todo conforto, permitindo-lhe algumas liberdades. Alguns dias se passam e o Sheik anuncia que um amigo está vindo visitá-lo, um homem ocidental. Diana fica desanimada por ser vista em trajes orientais por um ocidental e o Sheik lhe promete que sua equipe lhe trará roupas adequadas.

O Sheik e seu amigo Raoul.

Raoul St. Hubert (Adolphe Menjou), o amigo, chega finalmente, e repara que Diana está triste. Fica amigo dela, e repreende ao Sheik pela forma como a trata. Este revela sentir-se mal com tudo, mas recusa em voltar atrás nos seus planos. Mas depois de ouvir a garota, ele devolve-lhe a arma, dizendo que confia nela, e a deixará realizar seus passeios, e que é para proteger-se dos salteadores, que rondam em volta da área em que estão.

Enquanto Diana está fora com o servo num passeio o Sheik e Raoul novamente debatem a situação da inglesa. O Sheik finalmente revela estar apaixonado, mas o francês convence-o a deixá-la partir. Ele, relutante, concorda, pedindo ao amigo que a leve consigo para a França. Neste instante, durante o passeio, Diana descansa e escreve na areia: I love you Ahmed (Eu te amo, Ahmed) - justo no momento em que são atacados pela caravana rival, sendo mais uma vez capturada.

O Sheik recebe a notícia do ataque e parte imediatamente para descobrir o que se passou. Chegando ao local do acampamento, vê a mensagem de Diana na areia e descobre que ela também o ama. Reúne então seu exército e parte para atacar a tribo inimiga.

Na tribo o sheik rival Omar (Walter Long) tenta estuprar Diana. Mas, após quase ser morto pela ciumenta primeira esposa, ele não obtém sucesso pois a aldeia é invadida pelas tropas de Ahmed. Após longo combate entre os dois sheiks, Omar está morto e Ahmed gravemente ferido.

De volta ao acampamento de Ahmed sua tribo aguarda notícias sobre seu estado de saúde. Raoul cuida dele, quando Diana entra. Ele dorme, ela então lhe segura a mão, sentando-se ao seu lado. Ela comenta que ele possui uma mão muito grande para um árabe, enquanto Raoul diz-lhe que ele não é um árabe nativo, mas filho de pai britânico com mãe espanhola, que morreram no deserto enquanto o bebê Ahmed fora resgatado pelo Sheik da época, que o criou como seu próprio filho e mandara-o para ser educado em França. Após sua morte, Ahmed retornou, para assumir o lugar do pai.

Ahmed acorda e Diana confessa seu amor.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Impacto cultural[editar | editar código-fonte]

A obra introduziu, nos Estados Unidos da América, uma breve moda de temas árabes.[1]

No Brasil o filme é referido na letra da canção de Rita Lee e Roberto de Carvalho de 1982[2] , Flagra, do LP Rita Lee e Roberto de Carvalho.[3] Já em 1926 Oswald de Andrade fazia referência a Valentino, recém-falecido, e ao filme daquele ano, que deu sequência a este - O Filho do Sheik, numa crônica publicada em o Jornal do Comércio, mostrando o impacto cultural que o artista e o filme provocaram no país.[1]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Alguns pôsteres e cenas do filme:


Referências

  1. a b Alexandre Nodari. Um Antropófago em Hollywood: Oswald espectador de Valentino Anuário de Literatura v. 13, n. 1, 2008, p. 17. Visitado em março de 2011.
  2. Verbete Rita Lee - Dados artísticos Dicionário Cravo Albin de MPB. Visitado em março de 2011.
  3. Verbete Rita Lee - Discografia Dicionário Cravo Albin de MPB. Visitado em março de 2011.
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