The Tramp

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Chaplin como The Tramp

The Tramp, também conhecido como The Little Tramp (Carlitos no Brasil e Charlot na Europa), é o personagem mais conhecido e sucedido de Charles Chaplin, como também um ícone do cinema mudo.

The Tramp, interpretado por Chaplin, é um vagabundo de rua que tem o seu jeito gentil, simples, ingênuo e também se aparenta a ser um verdadeiro cavalheiro como sua principal característica.

No entanto, do mesmo jeito em que ele luta para sobreviver, comer e trabalhar, ele também vive criando conflitos com pessoas da alta sociedade, que é os que não o suportam por sua classe social.

Mas Chaplin, raramente, não caracterizava The Tramp como um vagabundo de rua. Às vezes, ele tinha outra personalidade ou até pertencia a alta classe social. Outra coisa importante, é que ele algumas vezes, era referido como "Charlie". Na versão original e muda de 1925 de The Gold Rush, a personagem era chamado como "The Funny Little Fellow" (na versão de 1942, como Chaplin narrou o filme, ele o chamava de "The Little Fellow").

Nascimento da personagem e sua história no cinema[editar | editar código-fonte]

The Tramp, apareceu pela primeira vez no curta de 1914, Kid Auto Races at Venice da Keystone Studios. Chaplin inventou o personagem, pois achava que precisava de mais destaque, já que iria começar a atuar de verdade. Foi realmente um caso de emergência, pois tinha medo que o grande proprietário da Keystone, Mack Sennett, o demitisse. Como após a primeira aparição de Chaplin como o personagem fez muito sucesso, Chaplin resolveu repetir a dose. No decorrer do tempo, Chaplin já tinha usado a personagem inúmeras vezes sem se cansar e também continuou a fazê-lo em longas-metragens. Muitos críticos na época, diziam que se Chaplin interpretasse outra personagem àquela altura, estaria perdido. Enfim, para a maior supresa dele, The Tramp se tornou um grande personagem e depois o maior símbolo do cinema mudo. O maior problema e medo de Chaplin foi a aproximação do som e da fala no cinema no final da década de 1920. Sua grande dor de cabeça foi The Jazz Singer, por ser o primeiro filme totalmente falado e que inclusive, Chaplin tinha ganhado o seu primeiro Oscar Honorário em 1929 junto com este filme (esse deve ser o maior motivo de sua desconsideração com este prêmio, pois este serviu como peso de porta). Mas mesmo assim, Chaplin continuou a recusar a dar a voz ao The Tramp, pois achava que estragaria o personagem e então, continuou a produzir filmes mudos. City Lights e Modern Times foram os dois últimos filmes mudos de Chaplin, e este foi o último da história a ter produzido filmes desse tipo. The Great Dictator, foi um grande desafio para Chaplin. Após Modern Times, seria impossível fazer outro filme mudo, pois já estava bem fora de moda. Vale dizer, que Chaplin tentou várias vezes "fazer a personagem falar" em ensaios das cenas de Modern Times mas não gostou. Para o próximo filme, Chaplin decidiu que seria um filme completamente falado, mas não largou de The Tramp e ainda o fez em doze dupla: um era um Barbeiro Judeu e outro, um Ditador, chamado Adenoid Hynkel. Chaplin após ter feito o filme, pensou que ninguém iria gostar, principalmente pela personagem estar falando. Mas The Great Dictator, foi o filme mais bem sucedido e de maior bilheteria em toda a sua carreira. The Great Dictator, foi a última vez em que Chaplin interpretaria The Tramp. Em seu próximo filme, Monsieur Verdoux, Chaplin trataria de uma outra atmosfera.

Características[editar | editar código-fonte]

Os atributos físicos do personagem incluem um par de calças largas, um paletó apertado, um pequeno chapéu-coco, um par de sapatos

Opinião de Chaplin sobre a própria personagem[editar | editar código-fonte]

Em uma entrevista de 1933, Chaplin descreveu como ele inventou o personagem: "Um cenário estava pronto para o filme de Mabel Normand, Mabel's Strange Predicament e eu resolvi de última hora fazer em mim, uma maquiagem engraçada. Então, eu fui depressa ao camarim e encontrei um par de calças largas, um paletó apertado, um pequeno chapéu-coco e um par de sapatos grandes. Eu queria que as roupas resultassem em uma contradição enorme, sabendo que o personagem poderia ser vivido fora das telas. Para adicionar um toque cômico, resolvi colocar um pequeno bigode, que não esconderia a minha expressão. Minha presença com aquele figurino, causou um entusiasmo a todos, inclusive ao Sr. Sennett. Parecia que o figurino fazia com que eu envolvesse com o espírito da personagem. Ele realmente se tornou uma pessoa com alma - uma opinião. Eu defini ao Sr. Sennett o tipo de pessoa que ele era. Ele tem um ar exageradamente romântico, sempre desejando um romance, mas os seu pés não o deixam."

Em 1959, na época do filme The Chaplin Revue, Chaplin comentou a um repórter: "Foi um erro ter "matado" ele. Havia uma sala para o pequeno sujeito na era atômica.".

No anos 80, o personagem conectou-se com a nova geração, sendo o mascote da bem recebida campanha promovendo o IBM PC Personal Computer.

O curta[editar | editar código-fonte]

The Tramp, é um curta estrelando Chaplin como o personagem. Trata-se de um vagabundo que pretende ajudar uma moça contra um grupo de bandidos que a tinha roubado. Para recuperar o dinheiro, ele acaba trabalhando na fazenda do pai da moça. Ele apaixona-se por ela, mas quando o noivo dela chega, ele resolve seguir o seu caminho sozinho.

O filme também conta com Edna Purviance, Lloyd Bacon e Leo White no elenco.

The Tramp, foi lançado no dia 11 de Abril de 1915 pela Essanay Studios.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]